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Coluna

NO CARNAVAL SE BEBER NÃO URINE NA RUA!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rapaz, estou maravilhado. O que tem de propaganda falando de consciência no Carnaval não está no mapa. Esta semana mesmo vi uma em que Léo Santana se fazia de cantor heavy metal e cantava o sucesso dele “Rebolation” de forma tão diferente que os fãs não entendiam nada. Logo depois ele aparecia dizendo que camisinha era bom, bom, bom (risos), aí já cantando na forma normal e dizendo que, se fossemos transar, usássemos camisinha.

 

Bom, acredito que, com essa da camisinha, vá aparecer ate o Carnaval tanta coisa em torno da “conscientização social” que vai ficar difícil o folião errar.

 

Mas olha, tem uma coisa que particularmente, sem querer ser piegas nem falso moralista, eu gostaria que tivesse uma campanha conscientizadora que era a do respeito do uso do muro ou do beco ou de qualquer espaço que se ache como banheiro no período do Carnaval.

 

Caramba! Atire a primeira pedra quem em uma situação de aperto já não utilizou despretensiosamente dos serviços de um muro alheio, mas por amor de Deus, pense em uma coisa vexatória e mal educada é essa historia de urinar em espaços públicos no Carnaval.

 

Tudo bem que quando criança somos compelidos, ao menos nós homens, a aliviar a “água do joelho” em qualquer lugar, mesmo que seja em publico. Nossos pais sempre davam um jeitinho de nos ajudar. No mais, era “engraçadinho”, meio “Anjinho Barroco” estarmos ali fazendo o “pipi” e todo mundo vendo (risos!).

 

Mas daí, ao nos tornarmos adultos, continuarmos com essa mania e com a desculpa mais esfarrapada de que se trata de Carnaval e, por ser carnaval, não existe respeito pelos outros, está por fora.

 

O que as autoridades gastam a mais pra fazer aquela mistura de água com sabão cheiroso pra desodorizar o ambiente não está no mapa. E, na moral, pense em algo mais queimação para quem como Salvador acolhe no período do carnaval mais de dois milhões de visitantes ficar conotada como além da cidade da maior festa popular do planeta como a cidade do maior “mictório ”publico” do planeta (risos!).

 

Mas.- e como sempre tem o mas - pode aparecer algum incauto a dizer que a quantidade e a disposição dos banheiro químicos ao longo das avenidas da folia não dá conta do numero de pessoas que o carnaval recebe, e que mesmo quando se encontra um banheiro o estado do mesmo é tão ruim que é preferível fazer na rua.

 

Olha, sendo isso uma realidade cruel, espero que as autoridades possam, de forma a contento, aumentar a oferta de espaços para esse tipo de necessidade. Até por que penso ser do profundo interesse dos governantes passarem uma imagem de carnaval não somente organizado, mas também limpo no sentido do mau cheiro.

 

Se pra quem vem curtir o carnaval já é insuportável todo dia passar pelo circuito do carnaval e ser obrigado a sentir o desagradável odor de urina isso nos dias da folia, imagine para a população, que diferentemente do turista habita a cidade.

 

Então, mudando um pouco a campanha sobre a bebida: se beber não diriga, se não dirigir e for pra casa andando não urine na rua (risos!)

 

O último a sair do banheiro abaixe a tampa, fui !!

 

Luis Ganem

 

[email protected] / twitter @luis_ganem