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Coluna

SHOWS INTERNACIONAIS - A SAGA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gosto de sagas, de todo tipo. Dos grandes épicos de antigamente, de Harry Potter, do Senhor dos Anéis e por aí vai. Essa semana mesmo estou assistindo Kill Bill. Para quem não lembra, kill Bill é aquele filme em que a atriz Uma Thurman interpreta Beatrix Kiddo, que treinada em artes marciais e ex-namorada do bandido Bill, interpretado por David Carradine (que fez a série Kung fu, que passava na Globo sempre aos domingo pela manhã) é surrada pela turma do bandido, que manda baixar o sarrafo na moça.

 
Neste filme dirigido pelo ator e também diretor Quentin Tarantino (o irmão perdido de Samuel Rosa do Skank- risos), o artista – como falava antigamente o povo do interior se referindo ao protagonista do filme –, no caso Uma/Beatrix, procura vingança contra seu ex-namorado Bill e sua gangue, o esquadrão assassino de víboras mortais.

 
Pois gosto tanto de sagas, mas tanto mesmo, que agora aqui na Bahia estou acompanhando a nova saga da que está pra se tornar o sucesso da temporada musical: a morte dos shows internacionais na nossa terra. E desta vez, amigo, é uma saga que sinceramente não gostaria que desse certo.

 
Só pra se entender o quando e o porquê, essa saga começou no fim do show do Black Eyed Peas. Vi naquele show que, independente do esforço feito pelos produtores, era visível que nem tudo tinha dado certo. E fiquei me perguntando por que isso teria acontecido e sem entender.

 
E não é que soube há pouco tempo de forma extraoficial que Leo Góes (responsável Junto com a Caco de Telha pela vinda dos mais recentes shows internacionais) estaria desistindo de trazer shows de fora para a Bahia. Inclusive soube que Amy Winehouse passaria por Salvador, mas foi cancelado por conta dos "vudus" que rondam os grandes shows.

 
Pois como na saga Kill Bill, os produtores de shows internacionais também estão tomando ou tomaram sua surra de tudo quanto é lado. senão vejamos: Da cortesia em demasia que acaba como o lucro de qualquer festa, à burocracia excessiva e falta de apoio quase que total do poder público que na maioria das vezes ao invês de apoiar os eventos dando insencões ou apoio logiístico diferenciado só fazem criar obstáculos seja lá com que interesse, tornando inviável fazer eventos de grande porte em Salvador.

 
Poxa, e logo agora que já estava me acostumando a ter em meu quintal artistas que antes pra ver só indo ou para Recife ou para o eixo Rio/São Paulo. Pelo jeito vou ter ao que parece voltar a viajar caso queira ver algum ídolo internacional.

 
Só pra se ter uma ideia, no filme, logo no começo Beatrix toma porrada das víboras mortais, fica estatelada no chão e prepara sua vingança a partir daquele momento, jurando que só pararia quando pegasse Bill.

 
O bom de ver sagas é que, ao fim delas, por mais que o (a) artista principal apanhe, ele(a) consegue derrotar o mal e vencer para o bem de todos. No caso mesmo de Kill Bill, nossa protagonista no segundo filme da série aplica o golpe mortal dos cincos pontos em Bill matando-o e indo embora vingada.

 
Espero que aqui na Bahia a vingança dos caras seja a não-interrupção da vinda deste tipo de evento pra nossa terra. Que Leo Góes, Jesus Sangalo e a galera da Caco de telha possa também treinar o golpe dos cinco pontos como fez a protagonista do filme para, quando vierem tentar derrotá-los contra atacarem.

 
Afinal, assim como nos filmes, o bem tem que vencer o mal. Pelo menos nesse caso vamos torcer para que isso aconteça. pois seria ruim para o Estado e para sua cultura musical se ver privado de estar na rota dos grandes shows.

 

se precisarem de ajuda já estou com minha espada de samurai a postos (risos!)

 

 

Luis Ganem

[email protected] / @luis_ganem