VEM DO POVO É SUCESSO!


Faz diferença ganhar como melhor musica do Carnaval? Sinceramente, na minha ótica, faz. Lógico que hoje, com a quantidade de prêmios que são oferecidos ao findar da folia, ganhar como melhor música em certos casos pode não ter significância alguma.
Esse ano já comecei a fazer as minhas apostas ou “previsões” para a melhor música do Carnaval. Claro que em cima do que esta tocando no rádio ate agora. E é incrível notar que nem todos os grandes artistas da Bahia colocaram no ar suas músicas de trabalho do verão.
E, ao contrário dos daqui, os artistas de fora que já estão há um bom tempo inundando as rádios baianas com suas músicas de trabalho para o verão, o que pode na minha ótica criar algumas surpresas.
Lógico que quando se fala em melhor música do Carnaval da Bahia está mesmo que de forma implícita se sugerindo, em principio, que só participem ou façam parte desta escolha obras feitas e executadas por artistas da terra. O fato é que essa tese de que só a música local pode concorrer caiu por terra há algum tempo, no meu ponto de vista.
Senão, vejamos: há um bom tempo que músicas de outros estilos compõem o repertório de um produto baiano, só que, diferentemente de antes, em quantidade maior e em muitas vezes com mais expectativa de ser ouvida pelo fã do que a própria musica do artista. Acredite!
Olha, até como forma de exemplificar o que estou dizendo, vejam o caso de “Anna Júlia”, do Los Hermanos, que foi escolhida a melhor música do Carnaval de Salvador salvo engano no ano de 1999. E agora este ano com outra música duas pra ser mais exato existe uma grande possibilidade disso acontecer de novo.
Eu sei que “Gugu Dadá”, do PSI, está na rua, que “Anjo Bebê”, do Asa, também está, que Ivete já chegou com “Acelera” e que ainda falta uma galera boa colocar sua música pra tocar mas - e sempre tem o mas (risos!) - tem duas canções que estão aí nas paradas de sucesso que vão dar trabalho.
Uma é aquela do “Copo na Cabeça” do Aviões do Forró. Amigo, pense em uma música “porreta”, que quando começa a tocar não tem esse que fique parado. Além do ritmo, que não te deixa ficar nem que seja mexendo os ombros (coisa de velho. Risos!), tem a questão que a música fomenta a mulherada a beber sem cerimônia, o que na folia faz uma diferença danada para a rapaziada (risos!).
E a outra é a “Fugidinha”, do Michel Teló, que está tocando até debaixo d’água. Amigo, essa tá tocando mais que “Parabéns pra Você”. Todo evento que eu tenho ido vira e mexe tá lá a banda, o cantor ou a cantora com essa música. Aí, pra quem conhece do mercado, é batata: quando uma canção toca e se ouve aquele gritinho coletivo, pode ter certeza que essa é diferente. E a “Fugidinha” faz com que isso aconteça no ritmo que ela seja tocada, do original às variações. Tocou, o povo solta o “Uuuuu!!!!”. E isso, amigo, tem um nome, como diz meu amigo Anselmo Costa (consultor artístico, radialista e ex- diretor artístico da Piatã FM): SUCESSO!
Penso eu que até dezembro nossas estrelas baianas devam colocar no mercado tudo que têm. Mesmo assim, não custa nada lembrar que o sucesso não se impõe, ele surge do povo independente do esforço empresarial que se faça. Mas aí, entrando meu lado bairrista, espero que seja baiana a melhor música da festa pra eu não ter que, em um infame trocadilho, esperar a mulherada “rodar o copo na cabeça” pra eu pegar uma e dar uma “fugidinha” (risos).
Luís Ganem
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