VAQUEJADA DE SERRINHA? EU VOU

E quem pensa que a vaquejada era nova na área está redondamente enganado. Bem, a vida da festa se divide em duas etapas: uma quando era somente vaquejada, isso lá pelos anos de 1967, e a outra alguns bons anos depois, com a entrada dos Serra, Vardinho e Carlinhos, que trouxeram para a vaquejada o status de ambiente multishow.
E olha, nesses anos que se passaram muita gente boa já passou por aqueles lados. Ivete Sangalo, Bell Marques e a galera do Chiclete com Banana, os sertanejos Chitãozinho e Xororó, Bruno e Marrone, Zezé de Camargo e Luciano, Daniel, Leonardo, César Menotti e Fabiano, meu broder Durval e a galera do Asa de Águia, Banda Calypso, O Rappa, Aviões do Forró, Alexandre Pires e Chicabana.
Sobre a Chicabana, quero fazer um à parte: conheço a história dessa Banda desde o começo, quando ainda era um pequeno produto. Conheço bem porque quem está à frente desde o começo até hoje é o meu amigo empresário e produtor artístico Marcos Sabiá, que já me dizia sobre o sucesso que iria ser. E amigo, se alguém merece o sucesso que tem hoje é esse cara, que é um pé de boi, trabalha muito. Acho engraçado é que quando esses produtos no começo são apenas mais um ninguém quer ser o pai, mas dai quando dão certo, amigo, o que aparece de “vampiro” se dizendo dono não está no mapa. Na boa, taí um show que eu faço questão de ir (não estou me convidando viu, Curtas e Venenosas!! ).
Só pra se ter uma idéia, Chicabana é a banda do momento no Nordeste. Pensou em uma banda saindo de Salvador, pensou Chicabana. E é ela que, junto com Parangolé, Asa de Águia, Aviões do Forró (vou no meu carro subwoofer levando o whisky!) fazem do domingo, pra mim, um grande dia de festa.
Mas isso não quer dizer que os outros dias não sejam bons. Se você, leitor, quiser ter um momento de fé, luz religiosidade, o padre galã Fabio de Melo cantará na sexta-feira. Tudo bem que depois o pecado vá correr solto com muita paquera e beijo na boca por conta de Saulo Fernandes e Banda Eva, mas o bom (risos) é que com a fé renovada, com certeza.
No sábado, Axé e o Sertanejo fazem a festa dos vaqueiros e vaqueiras. Olha esse dia é uma mistura interessante, por assim dizer. Primeiro, todo mundo vai “dar a volta no parque” com a “Timba” e depois aproveitar pra cantar que tem um “laguinho” com um “sapinho” e um “ranchinho” no ritmo meloso de Vitor e Léo.
E aí volto a escrever sobre o meu orgulho de ser Baiano. Eta que essa terra faz é coisa boa. E aí, não querendo ser, mas sendo bairrista (risos), está claro que eu não preciso ir pra fora do meu estado pra ser cowboy. Epa! Alto lá. Cowboy não, Vaqueiro. O bom disso é que fica claro que festas como a vaquejada de Serrinha, Salvador Fest, Ensaio geral ou Trivela evidenciam que a Bahia antes de mais nada é um estado de gente boa, bom de se viver (já foi melhor) e que em termos de festa e alegria não deve nada a ninguém.
Aproveito para dizer ao meu amigo Riquelme (Aviões do Forró) pra não esquecer de levar as mulheres desta vez (risos)!
Luis Ganem
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