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Coluna

DE CARONA NESSA NAVE

 
Alguém aí já reparou que agora toda festa tem um nome? Sim, um nome. Nada mais de show de banda tal com banda tal. O negócio agora é fazer festa assinada. Isso mesmo. Você não vai mais assistir ao um show do Parangolé junto com a Guig Ghetto, ou Asa de Águia ou ainda Banda Eva. Pela ordem você vai ao Salvador Fest, Fenômenos, Trivela ou Evanave.
 
Isso, ao que parece, virou moda na Bahia. De uns tempos pra cá, para poder diferenciar as festas e propagar melhor a sua grade de atrações, as produtoras resolveram nominar seus eventos criando assim um novo mercado, o das festas assinadas.
 
O mais legal disso tudo é que cada uma tem sua característica particular. Até para diferenciar uma da outra e evidenciar o estilo e formato dessa ou daquela banda ou artista, as festas “nominadas”, ao que parece, caíram no gosto da rapaziada.
 
Evanave. Esse é o nome da próxima festa que vai acontecer pela área. Dia 12 de dezembro em praia do forte a Banda Eva, como sugere o nome da festa, aterrissa sua “nave” sob o comando de Saulo Fernandes e seus convidados, meus amigos do peito Jauperi e Sergio Fernandes (Chica Fé).
 
Feita nesse formato em outras cidades do Brasil como Rio de Janeiro, São Paulo, e indo depois da Praia do Forte para Vitoria (19/12) já no seu segundo ano, a Evanave é o que eu poderia chamar de uma das festas de mais alto astral que quem for vai ver na vida.
 
Primeiro porque se trata de um evento da banda Eva, sinônimo de gente bonita e gatas, muitas gatas (risos). Segundo porque está sob o comando do meu amigo Saulo Fernandes. Conheço Saulo há uns oito anos, fui apresentado a ele quando ele foi morar no Bairro da Amaralina no começo da carreira, ainda na Chica Fé.
 
Acho que poucas pessoas não gostam da figura de Saulo. Boa praça, educado, sempre sorrindo, sempre em alto astral, cativante no seu jeito de ser e sem o estrelismo ou o deslumbramento que se poderia esperar de um grande artista como ele. Saulo é um desses caras que de cara você simpatiza logo. A forma de ser e agir tornam essa figura uma das mais queridas no meio artístico.
 
E olha, o amadurecimento enquanto artista e compositor dessa figura é realmente impressionante. Toda vez que ouço o CD (Veja Alto Ouça Colorido/2006) fico impressionado com a voz e o som do cara. Todas as faixas são maravilhosas, não tem como ficar em uma só preferida. Da música hino dos paqueradores de plantão “Não Precisa Mudar” (Gigi/Saulo Fernandes) ou “Anjo” (Leonardo Reis/Saulo Fernandes), chegando na música mais “astral” que já ouvi no Axé, “Só por Ti” (Saulo Fernandes),  todas são muito boas, o que torna a missão de escolher uma quase impossível.
 
Agora em falando do “evento”, posso dizer que nessa Bahia tem “louco” no bom sentido pra tudo. Imagine você leitor que o Evanave é um palco de nove metros de comprimento por cinco de largura com dois de altura do solo ao piso do palco. E que anda por controle remoto sem motorista. Pirei aí que onda! Sim, porque o detalhe é que esse “palco nave” fica rodando no espaço fechado monitorado por controle remoto com toda a estrutura de um palco fixo: som, luz, painéis eletrônicos, instrumentos musicais, técnicos, equipe de produção e banda. Tudo em cima desse palco móvel.
 
Imagine aí que coisa interessante de se ver. Um palco em forma de nave que anda por controle remoto rodando por todo o espaço do evento e uma galera seguindo esse brinquedo de gente grande, pulando e cantando o tempo todo. Realmente, isso só poderia vir da Bahia.
 
E já pensou no clima? Você ali, junto dessa nave, tomando umas, vendendo simpatia e paquerando pra tudo quanto é lado, cantando as músicas da Banda Eva no maior astral, só gente bonita, só gente interessante, uma energia positiva contagiante. Se ligou?
 
Se você que me lê agora tiver oportunidade de ir, vá que não vai haver arrependimento. E pode ter certeza que quando Saulo cantar “quando meu Eva passar e avenida te receber, meu fevereiro vai ser tão lindo só eu e você”, estarei lá fazendo parte desse coro.
 
Já vou preparar meu conhaque com limão pra gargarejar. Até sábado.