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Coluna

DEIXANDO DE SER GORDO - A ÚLTIMA FRONTEIRA

 Nesses meus anos de meio artístico fora stress o que mais aprendi foi a comer muito bem. Se tem uma coisa que produtor e empresário de banda sabe é lugar pra comer. Da bodega ao restaurante famoso, o povo do meio artístico sabe chegar lá.


 

Olha, é tanto lugar gostoso que nossa! Só em pensar fico com água na boca. Das lambretas do bairro da Mouraria a tia Célia ali na antiga rua da lama no Garcia e o já famoso boca de galinha ou a churrascaria Boi Preto, é tanta opção que pra repetir um lugar demora muito.

Mas resolvi deixar de ser gordo. Pode até parecer estranho mas, por esses dias, acordei decidido. É, amigo! Pode parecer piada pronta, mas acredite. Tem um dia na vida da gente que bate a ziquizira e CABUM! A idéia entra na cabeça e não tem volta. E meu dia chegou.

Digo que é a ultima fronteira porque, se dessa vez não for, vou fazer o que todo mundo que encontro me diz: a operação bariátrica. Ela, dizem os entendidos, é rapidinha. Quando menos se esperar, você está magro. Em principio, não quero. Não acredito em fórmulas mágicas. Sou daqueles que acha o esforço necessário para a glória.

Sempre digo que os americanos falam “no pain, no gain” - “sem dor, sem ganho”. Ou seja: só vale se houver esforço, pois tudo que vem fácil vai fácil. Pode até existir valor em fórmulas de remédios que cortam a fome ou coisa parecida. Mas creio que no esforço existe o prazer da vitória ou ao menos a satisfação do tentar.

E olha que na minha justificativa sempre respondo, para a incredulidade do sujeito com quem estou conversando, que sou ex-atleta, campeão baiano, brasileiro e sul-americano de natação, inclusive com recordes ainda não batidos no estado e que estão ai há 23 anos apesar de - repito - ninguém acreditar (risos).

Dito isso, amigo, a piada vem na hora. Uns dizem que é foi no estilo baleia (risos), outros que na categoria banha ou até que quando eu caía na piscina saía a água toda. Mas, sinceramente, nada disso me abala. Meu nível de consciência de que sou gordo sempre foi muito tranquilo.

Mas nessa minha nova empreitada em voltar a ser magro ou quase magro algumas coisas terei que mudar, dentre elas meus hábitos alimentares. Mas não pense que vou ficar trancado comendo folha ou nessa de passar fome.

Negativo! Apenas vou mudar o tipo do alimento que vai no meu prato aliado ao exercício. Estava reparando há algum tempo que a confraria dos gordos tem perdido alguns dos seus mais ilustres representantes, como Léo Góes (Axé mix). Quito (ex-Quito Gordo), Washington Paganelli (As Muquiranas) Klebão (Caco de Telha). Enfim, é tanto ex-gordo fora da confraria que resolvi sair também.

Por isso, nessa empreitada conto com uma equipe multidisciplinar me apoiando: o Professor de educação física Pedra Filho na parte fitness (um grande profissional e amigo), a nutricionista esportiva Mônica Cardin (a melhor que conheço), o também professor Rogério Arapiraca na parte aquática (técnico da seleção brasileira de natação) e um psicólogo do esporte. Ou seja: só não emagreço se não quiser (risos).

Mas olha, não precisa deixar de me convidar pra almoçar, viu? Se no lugar escolhido não tiver nada que eu possa comer, levo no meu carro o kit desespero, que consiste em uma barra de cereal e algumas frutas. 

Verão 2010, me aguarde!