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Diretor do IPAC destaca importância do reconhecimento das religiões de matriz africana na Bahia

Por Eduarda Pinto

Diretor do IPAC destaca importância do reconhecimento das religiões de matriz africana na Bahia
Foto: Reprodução / Redes sociais

Atualmente, a Bahia possui mais de uma dezena de terreiros registrados como patrimônio cultural, seja no âmbito nacional, por meio do registro no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), ou seja na governança estadual, com o registro no IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia). Para o historiador e diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho, o reconhecimento, ainda que gradual, desses espaços coletivos é uma maneira de resgatar a história do povo preto da Bahia. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o gestor afirma que os avanços “vem na esteira das lutas e batalhas dos movimentos sociais, especialmente dos povos de terreiro, do reconhecimento de seus cultos, dos nossos cultos, da nossa ancestralidade. Então, a gente reconhecer, e reconhecer um terreiro de candomblé em si, não é em detrimento de não reconhecer os outros, é você também ampliar [o olhar do Estado]”. 

 

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”Nós vivemos em um estado laico, nós precisamos reconhecer a pluralidade religiosa e o terreiro de candomblé na Bahia, ele também reconta a história da Bahia. [A história] Quanto às insurreições, quanto a resistência do povo negro, quanto a quantos negros sobreviveram dentro dos terreiros de candomblé. Então, nos terreiros de candomblé temos um trabalho muito minucioso, muito atento da sua contribuição histórica, da sua contribuição patrimonial para o nosso estado”, destaca. 

 

Lemos explica que, devido às burocracias do processo de patrimonialização, a atenção aos povos tradicionais é mais acentuada para garantir bons resultados. “E temos feito isso com muita responsabilidade, com muito zelo. O nosso povo já sofre tanto, a gente também não pode fazer com que a patrimonialização seja mais um encalço. Então, toda vez que chega um processo de tombamento de terreiro, ou templo religioso que não somente o terreiro de candomblé, a gente tem muito cuidado de explicar o que implica o tombamento”, completa. 

 

O Bahia Notícias divulga entrevista completa com o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho, nesta segunda-feira (9), a partir das 11h10. Confira o trecho da entrevista: