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Nobel de Economia 2026 premia estudiosos por avanços na estabilização macroeconômica
Por José Henrique Mariante | Folhapress
O Prêmio Nobel de Economia de 2026 foi concedido aos americanos Robert E. Hall, da Universidade Stanford, e Michael Woodford, de Columbia, "pelos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica". O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pela Academia Real Sueca de Ciências.
Segundo os organizadores do prêmio, a dupla demonstrou como os modelos econômicos tradicionais poderiam ser reformulados para revitalizar a política de estabilização.
"Em vez de basear os modelos em relações estatísticas entre variáveis macroeconômicas, como inflação, produção e consumo, optaram por construí-los sobre uma base microeconômica", afirmou o comitê de premiação. "Isso envolve a compreensão de como o conjunto das famílias e das empresas, individualmente, afeta a economia por meio de suas ações."
Os premiados desenvolveram novos modelos que possibilitaram a adoção de medidas oportunas de política fiscal e monetária capazes de reduzir a intensidade das oscilações prejudiciais na economia.
"O trabalho dos laureados nos proporcionou uma base teórica sólida para os modelos que hoje são utilizados por bancos centrais e governos em todo o mundo. Com eles, estamos mais bem preparados para lidar com choques na economia, como crises energéticas ou mudanças repentinas nos níveis de consumo das famílias", disse John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio em Ciências Econômicas.
Desde que John Maynard Keynes lançou suas teorias há quase um século, as políticas de estabilização têm sido importantes para lidar com a alternância entre recessões e expansões. Durante as recessões, a economia é estimulada por meio da redução das taxas de juros e do aumento do déficit orçamentário, enquanto o contrário deve ser feito para desacelerar uma economia em expansão.
Porém, durante as crises do petróleo dos anos 1970, os modelos keynesianos que determinam quando e como as medidas deveriam ser implementadas pareciam não funcionar mais. Não reduziram o desemprego e, em vez disso, levaram a uma inflação descontrolada. "A receita antiga não funcionava mais", declarou Timo Boppart, economista da Universidade de Estocolmo e membro do comitê.
"Fizemos muitos progressos graças a esses novos modelos, que são usados hoje em dia por bancos centrais, autoridades monetárias e governos como política fiscal e monetária. O uso efetivo desses estudos ameniza os choques econômicos nas sociedades."
Contatado pelo comitê por telefone logo após o anúncio, Woodford declarou que seu trabalho "foi uma tentativa de aprimorar as bases para a discussão da política econômica e, assim, contribuir tanto para a gestão da economia quanto para a compreensão do público".
Segundo o professor de Columbia, que era apontado como um dos favoritos à premiação antes do anúncio nesta segunda-feira, "a compreensão das pessoas que atuam nos mercados e tomam decisões sobre gastos... são, na verdade, cruciais para os efeitos da política econômica".
"Um dos principais objetivos ao tentar desenvolver um quadro analítico não era simplesmente aplicá-lo às pessoas, mas também conversar com elas sobre por que as coisas que estão sendo feitas estão sendo feitas", disse Woodford, classificando o Nobel como uma "honra enorme".
O próprio economista usou a crise imobiliária de 2008 como exemplo desse "Foward Guidance", ou orientações prospectivas sobre a política monetária.
"Fazer declarações mais explícitas sobre a trajetória futura provável da política de taxas de juros, em vez de depender simplesmente da possibilidade de reduzi-la ainda mais. Essa foi uma parte importante da resposta de política monetária a partir de 2009, e acredito que tenha contribuído para uma melhor estabilização."
Conhecido por um artigo famoso de 1978, em que afirmava que o consumo era imprevisível, Robert E. Hall, o outro agraciado do dia, também se notabilizou por ter anunciado recessões nos EUA nas últimas cinco décadas. Daquele ano até 2024, ele presidiu o National Bureau of Economic Research, órgão no país responsável pela classificação.
O professor de Stanford também atuou como consultor do Departamento do Tesouro dos EUA, do Departamento de Justiça e do Conselho do Federal Reserve, o banco central americano.
Popularmente chamado de Nobel de Economia e com o mesmo prestígio que os de outras áreas, o prêmio de ciências econômicas é o único que não fez parte do testamento de Alfred Nobel (1833-1896), um engenheiro e químico sueco, conhecido por ter inventado a dinamite e desenvolvido a borracha e o couro sintéticos.
Criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia (Sveriges Riksbank), o prêmio de economia tem o nome oficial de Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel. É concedido pela Real Academia Sueca de Ciências, de acordo com os mesmos princípios dos Prêmios Nobel originais, que são atribuídos desde 1901.
O prêmio é de 12 milhões de coroas suecas, quase R$ 6 milhões, além de uma medalha de ouro projetada pelo escultor sueco Gunvor Svensson-Lundqvist e um diploma.
No ano passado, o Nobel de economia foi concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por mostrarem como a inovação impulsiona o progresso, debate que ganhou ainda mais importância diante dos efeitos da inteligência artificial nas sociedades.
Um homem, de 43 anos, identificado como Valdeci Alves dos Santos, morreu em um acidente na noite deste domingo (11) em um trecho da BR-030 de Guanambi, no Sudoeste. A vítima era moradora de Caetité, município vizinho.
Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, a ocorrência foi registrada por volta das 21h40, nas proximidades do antigo matadouro. Valdeci conduzia uma picape Volkswagen Saveiro no momento do acidente.
Uma equipe do Samu esteve no local, no entanto, a vítima não tinha mais sinais de vida. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) de Guanambi para necropsia. Um inquérito deve ser aberto para investigar as circunstâncias do acidente.
Ex-namorado de Luiza Brunet, acusado de agressão, é condenado a indenizar modelo em R$ 150 mil
Por Redação
O empresário Lírio Parisotto, ex-namorado de Luiza Brunet acusado de agredir a modelo em 2016, foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização a ativista.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', o empresário terá que indenizar Brunet em R$ 150 mil por danos morais em uma ação na qual ele alegava que a modelo gerou danos a imagem dele com a acusação.
A defesa de Parisotto afirmou que a forma pública como Brunet se pronunciou sobre o caso gerou danos por "engajar-se no ativismo contra a violência de gênero".
RELEMBRE O CASO
A agressão sofrida por Luiza Brunett se tornou pública através de uma matéria feita pela coluna de Ancelmo Gois.
Na época, o jornalista revelou que a ativista tinha sido agredida por Parisotto, seu namorado há cinco anos, no apartamento dele, no Plaza Residence, em Nova York.
Segundo a modelo, o então companheiro, começou a se exaltar durante um jantar com amigos, quando o casal foi questionado se iria a uma exposição. Brunet relatou ter sido agredida com soco no olho e chutes, além de ter sido derrubada no sofá e imobilizada de forma violenta, o que resultou na quebra de quatro costelas.
No dia seguinte ao episódio, escondida, Brunet pegou um voo direto para o Brasil e registrou a queixa no Ministério Público de São Paulo com o laudo de corpo de delito do IML feito por ela.
Familiares, amigos e profissionais da comunicação se despediram do radialista Jair Cezarinho durante o velório realizado no bairro SIM, em Feira de Santana, neste domingo (11). O comunicador foi lembrado pela paixão pelo rádio, pela amizade e pela contribuição à formação de novas gerações de profissionais.
Em entrevista ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o filho, Jair dos Santos Cezarinho Filho, relatou os últimos meses de vida do pai. Segundo ele, o radialista enfrentava problemas de saúde havia algum tempo, mas a gravidade do quadro só ficou mais evidente com o agravamento dos sintomas e a internação no Hospital Dom Pedro de Alcântara.
Na unidade, a família foi informada de que o tratamento seria paliativo. Emocionado, Jair Filho destacou a relação com o pai e a dedicação dele à Rádio Sociedade, emissora que marcou a trajetória profissional de Cesarinho.
Mesmo durante a internação, o radialista demonstrava interesse em conversar com o colega Dilton Coutinho, com quem mantinha uma amizade de longa data. O filho também recordou a paixão de Jair pelo Fluminense de Feira e agradeceu o apoio recebido pela família durante o período de adoecimento.
LEGADO NO RÁDIO
Amigos e profissionais da comunicação também prestaram homenagens ao radialista. Carmelito Silva ressaltou a proximidade entre os dois e definiu Jair como um irmão, destacando a amizade construída ao longo dos anos. O publicitário Hélder Rios lembrou a disposição de Jair para orientar iniciantes na comunicação.
Ele contou que chegou à Rádio Sociedade aos 16 anos, como operador de rádio, e recebeu apoio do radialista no início da carreira. Já o jornalista Cristiano Alves recordou a parceria durante a Copa América de 2007, disputada na Venezuela.
Na ocasião, Jair narrava os jogos diretamente do país, enquanto Cristiano participava como comentarista nos estúdios da emissora, em Feira de Santana.
Cristiano também destacou a atuação de Jair no site Encontro Já e a iniciativa de homenagear profissionais da imprensa, ressaltando a generosidade e o reconhecimento que o radialista demonstrava aos colegas.
O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, 54, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), foi morto na manhã deste domingo (11), em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, em um tiroteio com policiais militares.
Segundo o comando do Bope, agentes da unidade faziam uma abordagem a um carro na rua Guilherme Moreira quando policiais do 18º BPM (Batalhão da Polícia Militar) viram a movimentação, confundiram a ação com um ato criminoso e atiraram contra a equipe.
A confusão, ainda segundo o Bope, teria ocorrido devido à baixa luminosidade do local.
Outros quatro agentes do Bope ficaram feridos. Um policial do 18º BPM também sofreu ferimentos. Todos foram levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na zona oeste.
O policial morto trabalhava há 26 anos na corporação, a maior parte do tempo no Bope. Ele tinha três filhos e era irmão do policial Heber Carvalho da Fonseca, também do Bope, morto aos 39 anos durante a operação Contenção, ação policial no Rio que se tornou a mais letal do Brasil, com 122 mortos, em outubro de 2025.
"Perdi meu esposo em outubro de 2025 e hoje, no mesmo mês, no aniversário da minha filha, recebo a notícia que perdi o meu cunhado. A nossa família não suporta mais tanta dor", afirmou Jéssica Araújo, viúva de Heber, em uma postagem nas redes sociais.
"O Governo do Estado prestará toda assistência necessária às vítimas e aos seus familiares", diz nota da Secretaria de Estado de Polícia Militar.
A Delegacia de Homicídios da Capital e a Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, investigam o tiroteio.
A próxima legislatura da Câmara dos Deputados contará com a presença de apenas 1 parlamentar que participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Trata-se do deputado federal Sérgio Brito (PSD-BA), que garantiu sua reeleição pelo estado da Bahia.
Na atual legislatura (57ª), a Casa contava com 4 ex-constituintes em exercício: além de Sérgio Brito, integravam a bancada os deputados Benedita da Silva (PT), Aécio Neves (PSDB) e Lídice da Mata (PSB). A legislatura em que foi elaborada a Carta Magna brasileira foi a 48ª.
QUEM É O DEPUTADO?
Nascido no sudoeste baiano, em Vitória da Conquista, em 1961, Sérgio Luís Lacerda Brito é administrador de empresas, empresário e advogado, graduado em Direito em 2008 pela Faculdade de Artes, Ciências e Tecnologias (FACET). É filho do ex-deputado Henrique Brito Filho, falecido em 1982 no acidente aéreo que também vitimou o candidato ao governo baiano Clériston Andrade, e irmão de Marco Brito, ex-prefeito do município de Itororó.
Sérgio Brito iniciou sua trajetória pública em 1983 como assessor da Casa Civil do Governo da Bahia e da Emater. Elegeu-se deputado federal constituinte em 1986 pelo PFL, conquistando a reeleição em 1990 pelo PDC. Na esfera municipal, atuou como vereador em Salvador a partir de 2004 e secretariou as pastas municipais de Governo (2005-2006) e de Planejamento, Tecnologia e Gestão (2009-2010).
No Poder Executivo estadual, exerceu os cargos de Secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia em 2019, na gestão Rui Costa, e de Secretário de Infraestrutura em 2023, no governo Jerônimo Rodrigues. No Congresso Nacional, acumula mandatos conquistados por diferentes legendas, como PDT, PSC e PSD. No setor privado, atua como diretor-presidente da Rádio Fascinação, em Itapetinga, e do Piatã Praia Hotel, em Salvador.
Conforme dados do acervo de memória da Câmara dos Deputados, o parlamentar constituinte que mais obteve mandatos na Câmara após 1988 foi Paes Landim (PI), eleito mais oito vezes. Em seguida, com 7 mandatos posteriores, destacam-se os ex-deputados Arnaldo Faria de Sá (SP), Arolde de Oliveira (RJ), Atila Lira (PI), Bonifácio de Andrada (MG), Gonzaga Patriota (PE), Miro Teixeira (RJ), Antonio Carlos Mendes Thame (SP), Roberto Balestra (GO), Sarney Filho (MA) e Simão Sessim (RJ).
Torcedores do Flamengo entoaram ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a vitória sobre o Fluminense, neste domingo (11), no Maracanã, no Rio de Janeiro. Um vídeo gravado na saída do estádio mostra rubro-negros gritando em coro: “Ei, Lula, vai tomar no c*”.
As manifestações políticas também marcaram as arquibancadas durante o clássico. Faixas estendidas no Maracanã continham críticas ao governo federal, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Além dos protestos, uma camisa que reunia referências ao Flamengo e ao Fluminense chamou a atenção pela mensagem “proibir não é proteger”, em meio às manifestações realizadas durante a partida.
Dentro das quatro linhas, o Flamengo venceu o Fluminense por 1 a 0, com gol do meio-campista colombiano Jorge Carrascal. Com a vitória, o Rubro-Negro Carioca se mantém na liderança isolada do Campeonato Brasileiro com 64 pontos, um a mais que o vice-líder Palmeiras. Por outro lado, o Tricolor das Laranjeiras segue na terceira colocação, com 51 pontos somados.
Um jovem morreu após se afogar em um tanque na tarde deste domingo (11), na zona rural de Valente, na região sisaleira. A vítima foi identificada como Kelvin Macedo da Silva. O fato foi registrado nas proximidades do povoado Papagaio, na Estrada do Areal, às margens da BA-120.

Foto: Reprodução / Guardiões da Vida
Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, a Associação de Bombeiros Civis e Socorristas Guardiões da Vida foram acionados por volta das 14h26. Com o apoio de moradores, a equipe realizou buscas e localizou a vítima submersa.
Após retirar o jovem da água, os socorristas iniciaram manobras de reanimação. Uma equipe de suporte avançado do Samu também esteve no local, mas o óbito foi constatado.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a retirada e o encaminhamento do corpo para necropsia. As causas do afogamento ainda são desconhecidas.
Lula cobra Kassio Nunes Marques e afirma que presidente do TSE não pode ter lado político
Por Mariana Brasil | Folhapress
O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (12) que o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, precisa mostrar a ilegalidade do canal "Exército do Lula", montado no Whatsapp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para divulgar conteúdo da campanha petista.
"Eu não sei a decisão, não tô acompanhado essa decisão. De qualquer forma, o departamento jurídico da campanha vai cuidar dele. Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha, isso é visível, isso já foi denunciado", disse Lula.
Kassio mandou suspender o canal neste domingo (11), atendendo pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Pouco depois, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE, derrubou a censura de Kassio e determinou que o canal volte a funcionar até que o plenário do TSE analise o assunto.
"Nós vamos continuar fazendo campanha e para ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento. Todos têm que ter o mesmo direito diante do da justiça eleitoral. É isso que eu quero. Só isso. Nada mais do que isso", declarou.
"Eu não vou criar só o exército do Lula, eu vou criar agora o Exército, a Marinha, a Aeronáutica no WhatsApp. É a forma mais barata da gente fazer campanha e nós vamos continuar criando o nosso exército", disse ainda.
A declaração foi feita após Lula participar de missa na capela de sua residência oficial, o Palácio da Alvorada, marcada por ocasião do dia de Nossa Senhora Aparecida. Ele acompanhou o rito ao lado de sua esposa, a primeira-dama Janja, e aliados, como o governador do Piauí, Rafael Fontelles (PT), e o senador Camilo Santana (PT-CE).
A santa e o feriado ganharam importância específica nas eleições deste ano, quando notícias falsas afirmaram que o principal rival do petista, Flávio Bolsonaro (PL) retiraria de Nossa Senhora o título de padroeira do Brasil.
A história teve repercussão em parte do eleitorado católico e se tornou artilharia política entre os dois candidatos. Lula citou a notícia falsa contra o rival em entrevista, e disse que, enquanto fosse presidente, a santa continuaria como padroeira nacional.
"Essa semana saiu boato de que vão querer que Nossa Senhora Aparecida não seja mais padroeira do Brasil. Eu respeito todas as religiões. A católica, a evangélica, a religião de matriz africana. Eu respeito até os ateus. Mas, enquanto eu for presidente da República, Nossa Senhora Aparecida será padroeira do Brasil. Quem não quiser, que mude do Brasil", disse na época.
Havia expectativa de que Lula e Flávio comparecessem à Aparecida (SP), onde está o Santuário Nacional de Nossa Senhora, o maior do Brasil. No entanto, apenas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e a esposa, Lu Alckmin, viajaram para o evento. Em paralelo, Flávio acompanha missa na catedral de Brasília, tradicional ponto turístico e católico da capital, por volta das 11h.
Otto Alencar marca a conclusão da votação da PEC da Segurança Pública para a próxima quarta, na CCJ
Por Edu Mota, de Brasília
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), colocou como primeiro item da pauta da sessão da próxima quarta-feira (14) a PEC 18/2025, chamada de PEC da Segurança Pública. A proposta, de autoria do Poder Executivo, prevê mais recursos para o setor e promove a integração dos órgãos de segurança, com a inserção do Sistema Único de Segurança Pública na Constituição e a criação do Sistema de Políticas Penais.
A proposta, que é relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), teve o texto-base aprovado em 02 de setembro, durante a semana de esforço concentrado do Congresso Nacional. O projeto, entretanto, ainda precisa passar pela análise das emendas e destaques apresentados pelos senadores.
Em evento neste domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o agendamento da votação pelo senador Otto Alencar. A PEC é uma das prioridades do governo Lula nesta reta final do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
“Na quarta, o presidente da CCJ vai votar o primeiro item, a PEC de Segurança e, quando for aprovada a PEC, vamos criar o Ministério da Segurança Pública. E a gente vai dizer ao povo brasileiro: para o povo trabalhador, território, proteção; para os bandidos, prisão”, declarou o presidente Lula no carro de som durante o ato de campanha.
Segundo Lula, a proposta permitirá ampliar a atuação federal no combate ao crime organizado. “Vamos definir o nosso papel, o papel dos Estados e dos municípios para não permitir que o crime organizado tome conta do território”, afirmou o presidente.
Durante a discussão da PEC da Segurança Pública na CCJ do Senado, o relator alterou o texto da Câmara, acatando total ou parcialmente 4 das 81 emendas apresentadas pelos senadores. Rogério Carvalho retirou o artigo que tratava da destinação de recursos das bets para fundos de segurança pública. Foi mantida a destinação de 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para o setor.
Em seu relatório, Rogério Carvalho aponta a necessidade de reformular o sistema de segurança pública. O texto aprovado promove a integração das políticas e dos órgãos de segurança pública em um sistema único, com cooperação federativa articulada.
Um dos eixos centrais da PEC é a inserção de um inciso no artigo 5º da Constituição, criando um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias. Isso inclui:
- prisão obrigatória em presídio de segurança máxima;
- restrição à progressão de regime e a benefícios processuais;
- possibilidade de confisco de bens ligados à atividade criminosa, sem indenização;
- responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas; e
- proteção a denunciantes e seus familiares.
Dois outros novos incisos do artigo 5º passam a garantir constitucionalmente à vítima o direito à proteção, informação, assistência, acesso à justiça e participação no processo penal, com atenção especial às mulheres, além de estabelecer que a pena deve ser aplicada com o rigor necessário para reparar o dano à vítima e proteger a sociedade.
A PEC 18/2025 também institucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, formalizando a cooperação federativa entre União, estados, Distrito Federal e municípios por meio de forças-tarefa conjuntas, compartilhamento de informações e provas, interoperabilidade de sistemas e regras específicas de proteção a agentes públicos que atuam contra organizações criminosas.
O texto institui o Sistema de Políticas Penais, fortalecendo o papel da polícia penal (federal, estadual e distrital) como órgão civil responsável pela custódia, disciplina, alocação de presos por critérios técnicos e operação de tecnologias de segurança nos presídios.
A proposta autoriza ainda a criação de polícias municipais civis, voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário, sujeitas a controle externo do Ministério Público e a critérios de acreditação, capacidade financeira e formação padronizada. Pelo texto, é vedada a coexistência, no mesmo município, de guarda municipal e polícia municipal com atribuições sobrepostas.
Outra mudança prevista pela proposta é a ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal, incluindo o policiamento de ferrovias e hidrovias federais.
No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso?
Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros.
Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa.
O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B.
Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona.
Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados.
O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora do Curso de Jornalismo da UFBA - @maluzes / [email protected]
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.