Quarta, 04 de Outubro de 2017 - 11:00

Ginecologista sugere 'glamourização' da camisinha para incentivar uso entre jovens

por Renata Farias

Ginecologista sugere 'glamourização' da camisinha para incentivar uso entre jovens
O baixo índice de uso de preservativo entre os jovens é um problema que preocupa os profissionais, por levar à disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e à gravidez na adolescência. Para a obstetra e ginecologista Albertina Takiuti, responsável pelo Ambulatório de Ginecologia da Adolescência do Hospital das Clínicas de São Paulo, a “glamourização” da camisinha pode ser uma forma eficaz de atingir esse público, já que alertas sobre os riscos não têm sido tão efetivos. “Eu acho que o menino devia se sentir careta, ridículo por não usar. Você não vai beijar sem escovar os dentes porque bafo é muito ruim, então acho que precisa ser parecido. Devia ser falta de higiene, como não escovar os dentes e não tomar banho”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias, durante a coletiva de imprensa “Sexualidade e Comportamento”, promovida pela Bayer em São Paulo. De acordo com dados do Datasus, entre 1998 e 2015, o Brasil registrou uma queda de aproximadamente 25% no número de nascidos vivos de mães com idade entre 10 e 19 anos. O índice é inferior aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da Organização das Nações Unidas (ONU), de reduzir esse número em 30%. O estado de São Paulo, por sua vez, teve redução de 46,6% nesse mesmo público. “Nós apresentamos duas vezes ao ano os índices, mostrando as cidades que estão com problemas e pedindo parcerias da Educação, dos prefeitos, da Saúde”, explicou Albertina sobre a experiência exitosa. A ginecologista falou ainda sobre a importância da educação sexual, empoderamento feminino e preocupações do jovem no início da vida sexual.

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Quarta, 06 de Setembro de 2017 - 11:00

Após testes na Bahia, Aedes geneticamente modificados já mostram resultados

por Renata Farias

Após testes na Bahia, Aedes geneticamente modificados já mostram resultados
Entre os anos de 2009 e 2011, três bairros dos municípios baianos de Juazeiro e Jacobina foram palco de testes para o Aedes do Bem, um mosquito geneticamente modificado. Com o projeto, a empresa britânica Oxitec tem o objetivo de reduzir a população do Aedes aegypti selvagem. Após os testes, que apresentaram resultados de mais de 90% de supressão, o projeto recebeu liberação comercial da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em 2014. "Os testes foram realizados aqui na Bahia, mas já há municípios com projetos operacionais. A gente já tem a liberação comercial, então os dados já foram validados pela CTNBio. Não resta dúvidas sobre a segurança e os números que a gente atinge. Aqui na Bahia eram três bairros em duas cidades. Houve reduções de 92%, 93% e 99% da população do mosquito selvagem durante esse tempo pré-definido", reforçou a coordenadora de suporte científico da Oxitec, Cecília Kosmann. Atualmente a tecnologia já é utilizada nos municípios de Piracicaba (SP) e Juiz de Fora (MG), além de outros países. Em entrevista ao Bahia Notícias, a cientista explicou o funcionamento da tecnologia, custos para implantação e esclareceu até mesmo "teorias da conspiração" que culpam o mosquito geneticamente modificado pelo surto de zika no Brasil.

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'Primeira vacina do bebê': Especialista reforça que nenhuma fórmula substitui leite materno
Padrão ouro na alimentação infantil. Essa é a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o leite materno. As duas entidades recomendam a amamentação imediata após o nascimento e o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê. Após o primeiro semestre, deve-se incluir alimentos nutritivos como complementação ao leite. Posteriormente, até os 2 anos de vida da criança, o leite materno deverá servir como complemento à alimentação. "Qualquer outro leite que for usado em substituição ao leite materno vai fugir desse padrão ouro. As fórmulas que existem no mercado são à base de proteína de uma outra espécie e há uma tentativa de adaptá-las para os seres humanos filhotes, os bebês. É óbvio que essa adequação é muito difícil de ser feita e uma fórmula jamais vai trazer os fatores imunológicos, que só estão presentes realmente no leite fresco da própria espécie", afirmou a pediatra e neonatologista Ana Paz. Além de alimento, o leite materno funciona como a primeira vacina do bebê, já que transfere anticorpos necessários para proteção. No entanto, apesar de todas as vantagens apresentadas, o Brasil não investe no incentivo à amamentação. De acordo com a OMS, o país registra investimento de menos de US$ 1 por bebê, quando o recomendado é de US$ 4,70 (clique aqui). Para a consultora internacional em aleitamento materno e responsável médica pelo Banco de Leite do Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), há uma série de ações de baixo custo que poderiam ser adotadas nesse sentido. "Por exemplo, por que não se investir nos bancos de leite humano? Na Bahia inteira só temos seis bancos de leite, em Salvador são dois. Ao invés de pagar fórmula para bebês de mães com HIV, por exemplo, por que não esses bebês terem direito a ter o leite da própria mãe pasteurizado ou então de um banco de leite?", questionou. Ana explicou que a tecnologia empregada em bancos de leite é extremamente barata e dominada pelo Brasil, usada como exemplo para outros países. A especialista ainda falou sobre as recomendações para mães durante o período de amamentação, uso de medicamentos, desmame e outros benefícios do leite materno.

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Brasileiros vão mais a médicos do que recomenda OMS e causam desperdício na saúde
O presidente da Associação Brasileira dos Planos de Saúde (Abramge) no Nordeste, Flávio Wanderley, afirmou que os brasileirosfrequentam mais consultórios médicos do que o necessária, de acordo com padrões estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O que parece um ponto positivo representa prejuízo para as empresas operadoras de saúde. “A OMS diz que o indivíduo adulto vai em média quatro vezes ao ano ao médico. No nosso país, a gente vai 5,6 vezes. Por outro lado, a OMS observa que a pessoa deve fazer cerca de 8,3 exames complementares ao ano. A gente faz 13,6, e o mais cruel é que 20% desses exames realizados não são resgatados nos laboratórios, ou seja, são desperdício”, explicou ao Bahia Notícias. Os dados são muito relevantes, principalmente atrelados ao contexto de crise econômica observado atualmente no país. Uma das consequências é a redução de beneficiários. “Só para dar um dado estatístico interessante, em 2000, quando a Agência Nacional de Saúde (ANS) foi criada, nós tínhamos 5 mil empresas de plano de saúde. Atualmente nós temos 930 empresas, das quais apenas 810 contêm usuários em suas carteiras de assistência. Isso é um reflexo, por um lado, da profissionalização do sistema, por outro lado, das dificuldades operacionais da empresa, sanções e exigências do ponto de vista da agência reguladora”, pontuou Wanderley. O presidente da Abramge ainda ressaltou as diferenças financeiras entre a saúde pública e privada, além de explicar o que seriam os planos de saúde acessíveis, em discussão no Ministério da Saúde.

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'Divisor de águas': Com Instituto de Tecnologia da Saúde, Bahia promete impulsionar setor
Criado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o Instituto de Tecnologia da Saúde (ITS) usará os recursos técnicos e estruturais do complexo Senai/Cimatec voltados para a saúde. O professor Roberto Badaró (clique aqui), que coordena a instalação do ITS, explicou ao Bahia Notícias que o objetivo é impulsionar a produção brasileira na área. "O Cimatec tem amplas condições de prover esse tipo de serviço, eles já fazem para outras áreas. Hoje a gente sabe também que, com a utilização das impressoras 3D, nós podemos construir moldes e até imprimir células e tecidos humanos. A gente precisa desenvolver essa tecnologia. Na área de materiais, sabemos que há as tecnologias assistivas para a população dominante do século que vai vir, que são pessoas mais velhas. Podem ser construídos, por exemplo, exoesqueletos para ajudar essas pessoas a andar. Eu estou apenas dando exemplos, não quer dizer que produziremos todas essas tecnologias, mas eu vou transversalizar o que já existe com a área da saúde", afirmou. De acordo com o infectologista, além do uso dos recursos existentes, será construído um novo prédio, o Cimatec 5, dedicado apenas a novas tecnologias. Para isso, será necessário um investimento na faixa de R$ 150 milhões. Assim como todo o complexo Senai/Cimatec, o ITS será voltado também ao ensino. "Isso é a minha grande motivação como professor universitário para aceitar isso. Não é pelos equipamentos do Cimatec, mas pela estrutura educacional para criar uma mentalidade de fazer pessoas usarem a inteligência e a capacidade do Cimatec para recuperar o tempo que o país perdeu para desenvolver coisas para a saúde", pontuou. Badaró falou ainda sobre as parcerias com instituições internacionais, relação entre ITS e Bahiafarma e sobre sua continuidade no projeto.

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Quarta, 03 de Maio de 2017 - 11:00

Brasil precisa definir quanto deve gastar para salvar uma vida, acredita farmacoeconomista

por Renata Farias, de São Paulo

Brasil precisa definir quanto deve gastar para salvar uma vida, acredita farmacoeconomista
Quanto estou disposto a gastar para ter um ano a mais de vida? Essa é uma das principais perguntas que não só as pessoas devem fazer individualmente, mas também os países ao considerarem os gastos com a saúde de sua população. É nisso que acredita Otavio Clark, oncologista clínico com fellowship em Oncologia Baseada em Evidências e Métodos de Pesquisa. “Saúde é uma área, talvez a única, em que as tecnologias que chegam não substituem as que já existem e adicionam custo. Quando você compra um celular, deixa de lado um anterior e o telefone de casa. Na saúde, as coisas são incrementais. Você inventa um remédio que ajuda o outro, então esse custo vai subindo”, pontuou em entrevista ao Bahia Notícias durante o Workshop Latino-americano de Oncologia para a Imprensa promovido pela Bayer, em São Paulo. Para Clark, um dos pontos essenciais que devem ser levados em consideração nessa discussão é a disparidade financeira entre os estados brasileiros. “Em um estado que seja ‘mais desenvolvido’, faz mais sentido investir em tecnologia de ponta. Se você vai para um estado ‘menos desenvolvido’, você deveria investir muito mais em questões sanitárias de saúde do que em questões de ponta”, explicou. Na avaliação do farmacoeconomista, a Bahia é um estado intermediário que apresenta os problemas vistos no Brasil como um todo devido a suas diferentes regiões. Leia a entrevista completa e saiba mais!

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Novo modelo para saúde suplementar busca reduzir custos e priorizar medicina preventiva
Um novo modelo de funcionamento e operação para a saúde suplementar foi recentemente apresentado com o objetivo de sanar a grande perda de usuários que os planos de saúde vêm sofrendo. Apenas no último ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou uma queda de 2 milhões de beneficiários. “O atual modelo peca no que eu chamo de defeito de origem. Em virtude desse tensionamento, para que um prestador de serviço possa obter resultado econômico e financeiro, ele precisa trabalhar com produtos muito caros, e isso está encarecendo o produto final para o usuário. O que se deseja é eliminar todo e qualquer tipo de ganho e deixar que nós nos transformemos em instituições de saúde”, afirmou o presidente da Federação Baiana de Saúde da Bahia e vice da Confederação Nacional de Saúde, Marcelo Britto. De acordo com o gestor, o novo modelo terá como principal ponto a redução de valores dos planos de saúde, o que deve atrair novos usuários. O projeto piloto será testado na Bahia, estado onde surgiu a iniciativa. “O que existe atualmente é um modelo que está completamente defasado, em desuso, e que não visa criar uma relação equilibrada entre cliente e fornecedor”, completou o presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia? (Ahseb), Mauro Duran Adan. Os profissionais ainda questionaram o sistema de saúde brasileiro, que cuida da doença, não da saúde. “Isso é o que eu gosto de chamar de paradoxo universal da saúde: para que eu tenha resultado na minha empresa, recursos para pagar os trabalhadores, eu preciso ter uma população doente. Isso não é justo. Eu tenho que me focar na medicina na preventiva, porque isso será bom para a população e para as instituições”, ressaltou Britto. Em entrevista ao Bahia Notícias, os profissionais ainda comentaram o projeto de planos de saúde populares, que é atualmente avaliado pelo Ministério da Saúde. Leia a entrevista completa!

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Quarta, 08 de Março de 2017 - 11:00

Em procedimento inovador, pais congelam células-tronco do dente de leite dos filhos

por Júlia Vigné

Em procedimento inovador, pais congelam células-tronco do dente de leite dos filhos
Visando a possibilidade de cura de doenças, pais soteropolitanos estão congelando células-tronco do dente de leite de seus filhos. A técnica inovadora ainda não é regulamentada no país, mas é uma grande aposta de mais de cinco mil testes clínicos realizados ao redor do mundo. A Bahia é o terceiro maior mercado de uma empresa especializada no procedimento, estando atrás apenas de São Paulo e Espírito Santo. A dentista Ana Beatriz Zaratine explica que o procedimento é indolor e realizado com dentes de leite que estão para cair. “Não pode ser o que já caiu porque ele está contaminado com saliva e com bactérias. Nós aceleramos a queda para garantir que o material esteja intacto”, afirmou. Estudos apontam que essas células podem ser a cura para diversas doenças, como diabetes tipo 1, Alzheimer, doenças cardíacas, entre outras.

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'Gordos se fabricam à noite e de sexta a segunda', pontua criador da dieta Ravenna
Criado em Buenos Aires, Argentina, o método Ravenna atualmente concentra um maior número de adeptos no Brasil. Baseado em dieta hipocalórica, exercícios físicos e acompanhamento de profissionais, como psicólogos, o método surgiu a partir de experiências do médico e terapeuta argentino Máximo Ravenna na área. "Eu trabalhava em uma clínica, onde minha função era diretor de internação de pacientes. Por muitos anos, eu vivi a experiência de dietas muito controladas em calorias, com bom resultado e sem nenhuma complicação", contou em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com o profissional, um dos pontos essenciais para redução e manutenção do peso é a retirada dos chamados "alimentos gatilho" da dieta, aqueles que causam vício. Ravenna ressaltou ainda a importância do trabalho diário, sem pausas nem mesmo nos finais de semana. "Comecei a trabalhar com grupos de 15 dias, todos os dias, com finais de semanas incluídos, porque é a fábrica de gordos. Gordos se fabricam de 20h a 0h e de sexta a segunda", pontuou. Questionado sobre o mercado de dieta, o argentino disse acreditar que, entre as mulheres, predomina o cuidado com a estética, enquanto os homens geralmente buscam o cuidado por questões de saúde.

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Quarta, 11 de Janeiro de 2017 - 11:00

Bahiafarma aposta em medicamentos, próteses e órteses para ampliação de produção

por Júlia Vigné / Renata Farias

Bahiafarma aposta em medicamentos, próteses e órteses para ampliação de produção
Após a venda de 3,5 milhões de testes rápidos de Zika vírus, o laboratório público baiano Bahiafarma está em negociação com o Ministério da Saúde para a produção e venda de testes rápidos contra dengue e chikungunya. É o que conta o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, que afirmou ter uma reunião marcada com a pasta nesta semana. Buscando um protagonismo no país, o laboratório abriu seu leque e, agora, além de medicamentos e de testes rápidos de zika, produz também próteses e órteses e investe em medicamentos para doenças “negligenciadas”, como a anemia falciforme. “Nós somos um laboratório público baiano, a anemia falciforme é uma doença de negros, a Bahia é o estado que tem o maior contingente de portadores de anemia falciforme fora do continente africano, e a medicação principal para tratar esses pacientes, que é a hidroxiureia, falta de forma sistemática no país”, explicou o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas. A planta de produção de hidroxiureia será construída em Vitória da Conquista, juntamente com a planta de medicamentos para câncer. Como uma nova aposta, há também a produção de descartáveis, como vacinas, algodões, que passarão a ser produzidos pelo laboratório. Outros investimentos do governo do Estado para a saúde foram inaugurados e anunciados nesta semana, como o Hospital da Mulher, que terá a união de diversas especialidades médicas e trará um suporte maior para as mulheres.

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