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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

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Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

xande canta caetano

Xande de Pilares revela possibilidade de show "Xande canta Caetano" se transformar em audiovisual; turnê estreia em Salvador
Foto: Marcos Roger

A capital baiana será o marco zero da turnê "Xande canta Caetano", projeto do cantor Xande de Pilares em homenagem a Caetano Veloso, que foi gravado durante a pandemia da Covid-19 e lançado em 2023. E para tornar o momento ainda mais especial, além de receber o homenageado no palco, Xande vem para Salvador com uma expectativa, a de alguém se interessar pelo projeto e "ter uma ideia de gravar um audiovisual" do show.

 

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (28) com jornalistas baianos, o artista revelou que, durante a construção do repertório para a turnê, pensou sobre a possibilidade de transformar o projeto em audiovisual e começou a montar a lista nessa intenção.

 

Caso seguisse a linha do CD, o show, que tem direção de Regina Casé, teria apenas 10 músicas. Como o plano era oferecer para o público uma experiência, o artista incluiu outros sucessos de Caetano no repertório, entre eles uma música que era cantada pela avó do artista para ele quando pequeno, 'Queixa', 'Tieta' e 'Trem das Cores'.

 

"Como virou uma turnê, aí nós tivemos que dar uma alongada no repertório, porque tem muita coisa do Caetano que eu queria gravar, que não está nesse disco, porque o disco era somente 10 faixas e que eu forcei para 11. O nome da minha avó é Irene, e ela cantava uma música para mim que eu não sabia que era do Caetano também. 'Eu não sou daqui, eu não tenho nada, quero ver Irene dar sua risada', e aí eu me deparo com essa música e a gente colocou no repertório [...] Por que eu coloquei dessa forma? Porque isso pode virar um audiovisual. De repente, alguém tem uma ideia de gravar um e aí aumentar mais o repertório. Então a gente já tem que estar preparado. [...] Eu não vou dar spoiler, não, mas tá bem legal", afirmou o sambista.

 

Foto: Fernando Young

 

O cantor não esconde o nervosismo de subir ao palco com o projeto, que é inédito neste formato. Em Salvador, o público poderá acompanhar um show ainda mais especial com a participação de Caetano dividindo os vocais com Xande.

 

"Eu fico nervoso para tudo. Sou um cara que me cobro muito, eu gosto de fazer tudo certinho. Eu ainda me sinto um aluno, só vou parar de aprender quando fechar os olhos e o coração parar. Estou muito nervoso para a estreia dessa turnê e agora mais ainda porque o Caetano vai cantar junto, mas ele me deixa super à vontade. Ele me dá muita dica."

 

COMO SURGIU O ÁLBUM?
Durante o bate-papo, Xande contou a história do nascimento do disco, que em poucos dias de lançado alcançou o Top Global do Spotify. O sambista diz que Caetano se encantou ao ouvir a própria música sendo tocada em um cavaquinho.

 

"Sou muito viciado em música, sou muito viciado em ouvir e tô sempre ouvindo tudo quanto é música desde criança. E em uma das visitas que eu sempre fazia na casa de Paula, aquela resenha de sempre ao final de algum evento, eu cantei 'José' de Carlos Drummond de Andrade e 'Ela e Eu' no cavaquinho, e ele nunca tinha visto ninguém tocar uma música dele no cavaquinho. O Caetano teve a ideia de fazer um show no teatro, eu, sozinho, sentado em uma cadeira tocando cavaquinho."

 

Foto: Instagram

 

Segundo o artista, a princípio houve o medo de dar voz aos sucessos do veterano, a quem tem como inspiração, mas o acolhimento e suporte de Caetano e Paula Lavigne para ir em frente com o CD foi o suficiente para entrar em estúdio e fazer o registro das próprias versões de "O Amor", "Diamante Verdadeiro", "Tigresa", "Qualquer Coisa" e "Alegria Alegria".

 

"Eu fiquei desesperado, morrendo de medo. Uma coisa é voz e violão, piano, mas só voz e cavaquinho, uma hora ninguém vai aguentar. Eu fiquei meio sumido da casa do Caetano, com medo dele insistir nessa história e quando retornei ele teve a ideia de fazer um disco em homenagem aos 80 anos. Só não podia gravar os sambas que ele fez para não ficar a mesma coisa. Fizemos uma curadoria, eu, Mosquito, Pretinho, Caetano e Paula e chegamos a esse disco."

 

CAETANO PRESENTE NA INFÂNCIA DE XANDE
Noveleiro desde cedo, Xande conta que sua relação com a obra do baiano veio através das dramaturgias. "Sempre fui muito noveleiro, porque eu não podia brincar, não podia sair, aí eu assisti uma novela chamada 'Sem Lenço, Sem Documento' e 'Alegria Alegria' fazia parte da abertura dessa novela", contou.

 

Entre as histórias do sambista com as músicas de Caetano estão a música 'Irene', nome da avó do cantor, e um episódio que marcou o artista ainda na época da escola: quando um professor pediu para que ele fizesse uma análise de uma música do baiano. A canção em questão era 'Qualquer Coisa', de 1975.
 

"Essa música está no disco por causa dessa história. Eu tinha um professor de português, o nome dele era Jorge. Eu estava ali entre 13 e 14 anos de idade quando Jorge chegou com essa música na sala, pedindo para que todos fizessem uma redação falando o que tinham achado da letra. Eu fui o único que não fiz o texto; simplesmente escrevi o que estava no quadro. Li, reli, e todo mundo fazendo redação. Lembro que peguei um hidrocor verde, dobrei e coloquei na mesa. Quando ele sentou para corrigir, para revisar, perguntou por que todos fizeram um texto e eu tinha colocado o que estava no quadro. Eu expliquei que o que estava no quadro tinha sido o que eu entendi. Expliquei para ele que era como se eu estivesse olhando um quadro abstrato; cada um interpreta da sua forma e eu entendi algumas coisas dessa música, só que ia ficar um texto enorme. Então, eu entendi 'Qualquer Coisa'", conta.

 

 

Conhecido pelo estilo único no samba, Xande respondeu ao Bahia Notícias sobre uma das grandes marcas dele na música, o improviso, e a reação de Caetano com esses momentos de descontração. Segundo o artista, o baiano se mostrou mais tímido e observador.

 

"O Caetano gosta de me ver improvisar. Eu improviso muito com o Mosquito, mas eu nunca improvisei com o Caetano. Ele é mais tímido do que a gente; ele prefere mais observar. Sempre quando tem essas brincadeiras, diversão. Uma vez, estava eu, Mosquito, Emicida, até a Queen Latifah entrou no improviso uma vez. Isso é uma das coisas que eu mais gosto de fazer", contou.

 

Foto: Uns Produções e Filmes

 

Xande, que passou de inspirado para inspiração, se tornando referência para diversos novos nomes da cena, retornou ao ponto de partida com a homenagem a Caetano. Ao BN, o artista falou sobre como se sente dando voz a projetos como o 'Xande canta Caetano', que revisita clássicos da música brasileira e apresenta, ou melhor, reapresenta obras para uma nova geração.

 

"Eu me sinto lisonjeado, me sinto lembrado. De certa forma, quando a gente é influenciado e a gente vê que a gente está influenciando, eu, nesse caso, nessa condição de influenciador, procuro passar tudo que eu recebi para frente. Procuro dar esse tipo de exemplo, e procuro também mostrar a importância que a música tem que ter. A música tem que ser mais importante. Eu sou instrumentista, mas dou muito mais importância para a música porque é a música que faz a gente se arrepiar, faz a gente sorrir, chora. Tem vários tipos de reação. Então, essa coisa de estar sempre resgatando músicas que de certa forma fazem parte da minha vida é muito bom. Tem gente que tem medo, 'Ah, será que se eu regravar, será que eu não vou ser cobrado? Ninguém vai me sacanear?'. Não. A música está aí para todo mundo desfrutar dela. A gente tem que estar mesmo resgatando. Quando eu escutei o Zeca cantando 'Jura', eu lembrei do meu avô; aquilo me deu mais vontade de regravar porque o Zeca me influenciou nesse sentido também."

Caetano Veloso fará participação no show 'Xande canta Caetano' em Salvador
Foto: Fernando Young/ Divulgação

O show de Xande de Pilares com o projeto 'Xande canta Caetano' em Salvador promete ser ainda mais especial. O sambista sobe ao palco da Concha Acústica no dia 2 de junho, e contará com a participação de Caetano Veloso na apresentação. A informação foi confirmada pela assessoria do evento.

 

De acordo com o colunista Ancelmo Gois do jornal 'O Globo', Caetano iria assistir a apresentação da plateia, mas decidiu subir ao palco e dividir os vocais com o cantor em músicas que ainda serão definidas nas próximas semanas.

 

O espetáculo, que surgiu do álbum 'Xande canta Caetano', será dirigido por Regina Casé, que é amiga dos dois artistas e madrinha da filha mais nova de Xande.

 

Em vídeo, Caetano celebrou o show e disse estar emocionado do espetáculo estrear na capital baiana. “Me sinto muito honrado, mas muito honrado mesmo, em saber que o show de Xande de Pilares cantando minhas músicas vai estrear na Concha Acústica, na Bahia”.

 

Os ingressos continuam a venda no site Bora Tickets e já está no quinto lote. O primeiro esgotou em 30 minutos. Atualmente as entradas estão custando R$140 e R$280.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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