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worms 2
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (13) a operação Worms 2 – “Não Seja um Laranja”, voltada a combater uma rede criminosa especializada em fraudes bancárias, estelionato, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o grupo usava contas de terceiros [conhecidas como “laranjas”] para movimentar valores desviados da Caixa Econômica Federal e de outras instituições financeiras.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, 23 medidas cautelares e um mandado de prisão preventiva, determinados pela Justiça Federal. As ações ocorrem em Vitória da Conquista, no Sudoeste; e em Salvador. A ofensiva integra a Força-Tarefa Tentáculos, iniciativa voltada ao enfrentamento de fraudes eletrônicas por meio da cooperação entre PF, bancos e fintechs.
PF deflagra operação em Conquista e Salvador contra fraudes bancárias e lavagem de dinheiro; esquema usava até apostas on-line pic.twitter.com/WoCg4yaISl
— BN Municípios (@BNMunicipios) November 13, 2025
As investigações tiveram origem nas operações Worms (2022) e Não Seja Um Laranja (2022). Ainda de acordo com a PF, o esquema evoluiu para um complexo sistema de lavagem de dinheiro digital, utilizando instituições de pagamento, plataformas de apostas on-line e criptoativos para mascarar a origem do dinheiro.
Relatórios de inteligência financeira indicam movimentações superiores a R$ 6,9 milhões entre 2023 e 2024, com projeção que pode chegar a R$ 20,9 milhões em cinco anos. A PF também apura indícios de ligação do grupo com o tráfico de drogas, o que sugere que parte dos valores tenha origem em outras atividades ilícitas.
Além dos mandados, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados, como forma de enfraquecer financeiramente a organização criminosa. Somadas, as penas dos crimes investigados podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Na nota, a PF alerta que emprestar ou ceder contas bancárias para movimentar dinheiro ilegal é crime, além de ajudar o financiamento de organizações criminosas, causando prejuízos para milhares de brasileiros.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.