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A quebra do recorde mundial nos 400m com barreiras coroou Alison dos Santos, o Piu, com a escolha de Atleta do Mês pela World Athletics, entidade que rege o atletismo mundial. A premiação considera o desempenho do mês de agosto.
Apesar de não ter sido cotado para votação, o brasileiro confirmou o favoritismo no último sábado (5), com a conquista de sua terceira Diamond League, em Bruxelas, na Bélgica.
No próximo fim de semana, o recordista mundial estará em Budapeste para a disputa do inédito World Athletics Ultimate Championship, novo evento do atletismo que reúne campeões olímpicos e mundiais, líderes do ranking e outros atletas. Além de Alison, os brasileiros Matheus Lima, nos 400m com barreiras, e Gabriele Sousa dos Santos, no salto triplo, também representarão o país.
QUEBRA DO RECORDE MUNDIAL
Alison dos Santos alcançou a marca histórica no dia 27 de agosto, em Zurique, na Suíça. O brasileiro venceu a prova dos 400 metros com barreiras da Diamond League com o tempo de 45s80 e estabeleceu um novo recorde mundial da modalidade.
Conhecido como Piu, o atleta superou a antiga melhor marca, de 45s94, registrada pelo norueguês Karsten Warholm na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. Alison foi 14 centésimos mais rápido e voltou a levar a melhor sobre o rival.
O brasileiro liderou a prova desde os primeiros metros e construiu vantagem suficiente para cruzar a linha de chegada com tranquilidade. Warholm terminou na segunda colocação, com 46s69, quase um segundo atrás do vencedor.
O Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), reunido na última terça-feira (3) na Suíça, criticou unanimemente as federações internacionais que concedem prêmios financeiros aos medalhistas olímpicos. A discussão foi motivada pelo caso mais recente nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, em que atletas foram premiados pela World Athletics, organização que regula o atletismo mundial.
“Houve um amplo acordo sobre este tema, diria mesmo que uma unanimidade”, afirmou Mark Adams, porta-voz do COI, destacando que a decisão foi sustentada por representantes das federações e dos atletas.
Adams explicou que a principal preocupação do COI é manter a igualdade entre os participantes. Segundo ele, se todas as federações tivessem adotado práticas semelhantes em Paris-2024, cerca de 1.000 atletas e equipes teriam sido beneficiados, criando um desequilíbrio no cenário olímpico.
“Se essa iniciativa se tornar uma norma em futuras edições, há o risco de transformar os Jogos Olímpicos em "um evento elitista", alertou o porta-voz.
A crítica foi direcionada à decisão da World Athletics, anunciada em abril de 2024 pelo presidente da entidade, Sebastian Coe, que planejava conceder prêmios de 47 mil euros aos medalhistas de ouro em Paris-2024. A iniciativa foi tomada sem o consentimento do COI, gerando atritos entre as entidades.
O atual presidente do COI, Thomas Bach, condenou a medida, afirmando que a responsabilidade de incentivar os atletas cabe aos Comitês Olímpicos Nacionais e não às federações internacionais.
Coe, um dos principais candidatos a suceder Bach na presidência do COI, terá sua candidatura definida nas eleições que ocorrerão na 144ª Sessão do COI, marcada entre 18 e 21 de março de 2025, na Grécia. O novo presidente assumirá o cargo em 24 de junho de 2025.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB".
Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.