Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Marcelo Lyra Filho
A matemática do segundo turno
Foto: Divulgação

A matemática do segundo turno

O que os dados dizem sobre a probabilidade de vitória de Lula e Flávio no segundo turno.

Multimídia

"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano

"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), atribuiu à mobilização popular e à atuação nas redes sociais o desempenho da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição. Durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (19), o gestor afirmou que a combinação entre o ambiente digital e os atos presenciais será determinante para o resultado das eleições.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

willer tomaz

Flávio, em meio à campanha, seguiu atuando como advogado para cliente que lhe pagou R$ 3 milhões
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) seguiu atuando como advogado durante o segundo turno da campanha eleitoral, ao participar de uma ação para um cliente que pagou R$ 3,3 milhões ao seu escritório. De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo desta sexta-feira (23), o candidato a presidente atuou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 14 de outubro, em ação na defesa de um empresário que também tem Willer Tomaz como advogado.  

 

De acordo com a Folha, em 14 de outubro, data em que o Senado estava votando o projeto que modificou a jornada de trabalho 6x1, Flávio Bolsonaro protocolou uma manifestação no processo que tramita no STJ, em nome de seu cliente Mário Gadelha Simas Filho. A atuação do senador envolve uma disputa societária na Simas Industrial de Alimentos, fabricante de balas e pirulitos.

 

O documento protocolado por Flávio foi encaminhado à ministra Daniela Teixeira, relatora do caso, para contestar embargos de declaração apresentados pela parte adversária. O senador solicitou que a magistrada rejeitasse o recurso. 

 

De acordo com a Folha, a movimentação processual demonstra que Flávio manteve atividades de seu escritório de advocacia durante a disputa presidencial, mesmo diante dos compromissos políticos relacionados ao segundo turno. Flávio Bolsonaro ingressou no processo em 2022 como advogado de Mário Gadelha Simas Filho e passou a assinar as manifestações encaminhadas à Justiça. 

 

A Simas Industrial de Alimentos aparece como o segundo maior cliente do escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia. Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, a empresa do senador do PL recebeu três notas fiscais da banca jurídica, que somaram R$ 3,3 milhões.

 

O escritório do candidato presidencial registrou receitas de milhões de reais durante o período em que ele exercia o mandato no Senado. A banca emitiu pelo menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. 

 

A administração do escritório de Flávio Bolsonaro está sob responsabilidade de Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, envolvido com o lobista conhecido como “Careca do INSS”. Alexandre Caetano se encontra preso. 

Equipes de Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo e prometem entregar sigilos no TSE até o final da noite
Foto: Reprodução Redes Sociais

As equipes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) firmaram um acordo nesta quinta-feira (22) para que haja a quebra conjunta de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos. O acordo foi celebrado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

 

O pedido de quebra do sigilo foi formulado pelo presidente Lula no debate do último domingo (18) na Band. Lula fez um desafio a Flávio de que os dois, juntos, apresentassem os seus sigilos para a população antes do debate desta sexta (23) na TV Globo. 

 

“Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro candidatos à Presidência da República, já qualificados nos autos, vêm, conjuntamente, informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto destes autos e autorizam a abertura total dos respectivos sigilos”, diz trecho do documento.

 

O acordo foi assinado pelo presidente Lula e, da parte de Flávio Bolsonaro, por sua advogada de campanha, Maria Claudia Bucchianeri. No acordo, eles indicam que as devidas liberações devem ser enviadas ao TSE até 23h59 desta quinta (22). 

 

“A abertura será imediata, total, nas condições integrais aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos. Os dados relativos às autorizações já apresentadas, próprias, de familiares, e de empresas, serão abertos e divulgados hoje, 22.10.2026”, detalha o texto.

 

O documento assinado prevê o levantamento dos sigilos das pessoas listadas na petição inicial, da qual constam, do lado petista:

 

Luiz Inácio Lula da Silva – presidente da República e candidato à reeleição;
Janja Lula da Silva – primeira-dama;
Lurian Cordeiro Lula da Silva – filha de Lula;
Marcos Cláudio Lula da Silva – filho de Lula;
Fábio Luís Lula da Silva – filho de Lula conhecido nacionalmente como Lulinha;
Sandro Luís Lula da Silva – filho de Lula;
Luís Cláudio Lula da Silva – filho de Lula.
Além disso, está na lista a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, da qual Lula é sócio.

 

Do lado bolsonarista, as pessoas listadas na petição inicial são:

 

Flávio Bolsonaro – senador e candidato a presidente;
Jair Bolsonaro – ex-presidente e pai de Flávio;
Rogéria Bolsonaro – mãe de Flávio;
Carlos Bolsonaro – irmão de Flávio;
Eduardo Bolsonaro – irmão de Flávio;
Jair Renan Bolsonaro – irmão de Flávio;
Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro – mulher de Flávio.

 

Também estão incluídas na petição quatro empresas que seriam ligadas a Flávio e a Alcazar Holdins, registrada fora do Brasil pelo advogado Willer Tomaz, com a qual o candidato do PL também teria ligação.

 

Nesta quarta (21), o candidato Flávio Bolsonaro havia apresentado uma lista de 19 exigências para aceitar o desafio proposto pelo presidente Lula. A campanha de Lula se comprometeu a apresentar as informações cobradas pelo senador do PL.

 

A campanha do senador Flávio Bolsonaro escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) para analisar os documentos da quebra de sigilo do presidente Lula. Deltan esteve no TSE e acusou a campanha do PT de não querer esclarecer informações sobre o Instituto Lula. 
 

PF encontra sala oculta com máquina de contar dinheiro em hangar de Willer Tomaz
Foto: Divulgação / Willer Tomaz Advogados Associados

A Polícia Federa (PF) encontrou uma sala oculta em um hangar no Aeroporto de Brasília utilizado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O local tinha prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, mas os agentes não encontraram cédulas durante a inspeção.

 

A existência do espaço foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo. Segundo as informações divulgadas, a PF chegou à sala em agosto, após receber uma denúncia anônima sobre a estrutura escondida atrás de um painel de madeira, com uma porta aparentemente blindada.

 

Em nota, a defesa de Tomaz confirmou a existência da chamada “sala-cofre” e afirmou que o ambiente é utilizado para atender empresas de transporte de valores que são clientes das companhias de aviação do advogado. Os representantes negaram qualquer irregularidade e classificaram como “fantasiosa” a suspeita de que o espaço serviria para guardar ou contar dinheiro ilícito.

 

A busca ocorreu no âmbito da operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Tomaz foi um dos alvos da investigação. Na residência dele, os agentes também encontraram uma máquina de contar dinheiro e apreenderam quatro aeronaves vinculadas às suas empresas.

 

Além desse caso, o advogado e Flávio Bolsonaro são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante a investigação, a Polícia Federal identificou e-mails que indicariam o cadastro de Flávio como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Tomaz.

 

O caso foi encaminhado ao STF em razão do foro especial do senador e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são amigos e já afirmaram não manter negócios em conjunto.

Campanha de Lula aceita condições de Flávio para quebra de sigilo e pede que Willer Tomaz seja incluído
Foto: Reprodução Band Youtube

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21), o senador Camilo Santana (PT), coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que não há oposição às condições colocadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para que sejam abertos os sigilos de ambos os candidatos. Santana disse que a campanha de Lula não se opõe a “absolutamente nada” que foi imposto pelo senador do PL.

 

Camilo Santana disse à imprensa que irá nesta quinta (22) à sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para protocolar a resposta do presidente sobre a disputa de sigilos. O senador disse esperar que a campanha do candidato do PL faça o mesmo, e que também inclua a conta bancária do advogado Willer Tomaz na quebra de sigilo. 

 

Anteriormente nesta quarta, a campanha de Flávio Bolsonaro encaminhou uma réplica ao desafio que impõe a quebra de sigilos bancários e telefônicos. O senador disse que abriria seu sigilo se Lula também apresentasse as contas do ex-chefe de Gabinete, Marcola, além dos cartões corporativos e outras informações sobre empresas de familiares, entre outras demandas.

 

No entanto, segundo o coordenador da campanha do PT, a resposta de Flávio omite o levantamento dos dados da conta bancária da empresa Alcazar Holding, de Tomaz, na qual Flávio tem “acesso operacional relevante”, segundo a Polícia Federal. “Vemos com muita estranheza ele tirar essa empresa”, disse Santana na coletiva de imprensa.

 

Flávio e Willer Tomaz mantiveram uma relação de amizade, mas ambos negam ter feito negócios em conjunto. O advogado é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, operações irregulares em casas de apostas e relação com as fraudes no INSS.

 

Nesta terça (20), a autorização para a abertura dos dados do líder petista foi protocolada junto ao TSE por seus advogados, conforme ele havia prometido no debate da Band, no último domingo (18). No documento, foram autorizadas as quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos do presidente, da primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) e dos filhos Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, como Lulinha e que é investigado pela Polícia Federal, Sandro Luís e Luís Claudio.

 

A guerra de quebras de sigilo antecede o debate da TV Globo, que acontecerá na noite da próxima sexta (23). O presidente Lula chegou a dizer que não iria ao debate se Flávio Bolsonaro não abrisse o seu sigilo.  
 

Amigo de Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz movimentou R$ 5 bi em bets e foi o maior apostador do país em 2025, diz Fazenda
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

Uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda revelou que o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), foi o maior apostador em plataformas de apostas eletrônicas (bets) de todo o Brasil no ano de 2025. O documento também aponta falhas da empresa Blaze no cumprimento de obrigações de fiscalização e controle exigidas para o seu funcionamento no país.

 

De acordo com o levantamento federal, Tomaz movimentou R$ 5 bilhões em apostas no período de um ano. A maior parte desse valor corresponde a operações internas na própria plataforma, soma de valores ganhos, reapostados ou perdidos, das quais o advogado realizou saques de mais de R$ 200 milhões.

 

"Ele é, por larga margem, a pessoa com maior volume somado de depósitos e saques em plataformas autorizadas no Brasil em 2025, totalizando cerca de R$ 350 milhões nessas operações, mais de 60% a mais que a pessoa que figura na segunda posição dessa lista", lembra a nota técnica emitida em outubro deste ano.

 

Segundo informações confirmadas pelo jornal Folha de S. Paulo, as movimentações atípicas estão sob investigação da Polícia Federal (PF), que apura a suspeita de utilização de plataformas de apostas para ocultação de origem de recursos ilícitos. 

PF realiza operação contra ex-servidor do STJ suspeito de vazar informações a Willer Tomaz
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Agência Senado

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta segunda-feira (19), uma operação para apurar uma possível violação de sigilo funcional cometida por Humberto Fontoura Pradera, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (TJ-DF). Ele é apontado pela PF por ter facilitado o acesso indevido do advogado Willer Tomaz a informações de processos em tramitação na Corte.

 

O advogado Willer Tomaz é amigo do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Ambos são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suposta lavagem de dinheiro, âmbito no qual a operação da PF foi determinada. Willer nega ter tido acesso irregular a dados processuais.

 

Alvo da ação, Humberto Pradera ocupava o cargo em comissão de secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, do qual foi exonerado na última sexta-feira (16) pelo presidente do STJ, ministro Luís Felipe Salomão. O portal g1 não localizou o ex-servidor ou sua defesa.

 

Os agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão contra Pradera, em Brasília, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito. Batizada de Operação Linceu, a ação desta segunda-feira apura a suposta prática dos seguintes crimes:

  • Violação de sigilo funcional

  • Peculato eletrônico

  • Corrupção ativa e passiva

  • Lavagem de dinheiro

 

De acordo com as apurações da Polícia Federal que constam em relatório elaborado pela corporação, Humberto Fontoura Pradera, enquanto servidor da área de tecnologia do STJ, repassou ao advogado Willer Tomaz informações relativas a demandas internas do tribunal.

 

Em mensagens trocadas, obtidas pelo portal G1, Pradera contou a Willer que duas pessoas haviam sido designadas para tratar de determinado assunto e afirmou que manteria o advogado informado. Em outro episódio, Pradera encaminhou a fotografia de um documento exibido na tela de um computador, com um carimbo sobre a mesa.

 

Pradera ocupava uma posição de destaque no STJ exercendo o cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI). Antes disso, havia atuado como assessor-chefe da Assessoria de Inteligência Artificial do órgão, participando de projetos ligados à transformação digital, inteligência artificial e sistemas internos da Corte.

 

Em outra troca de mensagens registrada no documento, ao ser questionado por Willer sobre “qual o número deles?”, Pradera respondeu que “essa tá no REsp 2122969” e afirmou que a tutela teria perdido efeito em razão do julgamento. Segundo os investigadores, a conversa demonstra o compartilhamento de informações sobre o processo, acompanhado de explicações sobre seus possíveis efeitos.

 

MODUS OPERANDI
No inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro, os investigadores da PF afirmam que a atuação do advogado Willer Tomaz se concentrava em dois eixos: financeiro e jurídico.

 

No plano financeiro, a Polícia Federal identificou movimentações de cerca de R$ 130 milhões no Magnum Bank entre março e maio de 2025. As operações eram caracterizadas por grandes entradas seguidas de fracionamento, triangulações e repasses entre diversas empresas e plataformas de apostas, além de conexões com agentes políticos e servidores públicos.

 

No eixo jurídico, a investigação apontou uma suposta interferência em processos de alto interesse econômico no STJ e na Procuradoria-Geral da República (PGR). As apurações indicam que Willer recebia votos, ementas e decisões judiciais de forma antecipada, influenciando decisões como a desistência de recursos, além de enviar orientações e conteúdos para a elaboração de pareceres do Ministério Público Federal (MPF).

 

Confira a nota na íntegra logo abaixo:

"O advogado Willer Tomaz nega categoricamente ter tido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal, bem como ter interferido em qualquer manifestação. As insinuações são falsas, configuram desinformação e revelam desconhecimento elementar, ou deliberada distorção, do funcionamento dos tribunais.
 

A ciência antecipada de julgados no Superior Tribunal de Justiça não é crime: é funcionalidade prevista no próprio sistema da Corte. Tampouco há ilícito quando um procurador, convencido pelos memoriais apresentados, incorpora seus argumentos ao parecer. Isso é contraditório, e converter rotina processual em suspeita é criminalizar a advocacia.
 

A defesa desconhece o relatório citado e repudia sua divulgação seletiva, em plena campanha eleitoral, com menções a terceiros alheios aos fatos investigados. Ilegal, este sim, é o vazamento de material sigiloso, cujos autores serão identificados e responsabilizados."

 
PF pede ao STF abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro
Foto: Reprodução

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito contra o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação divulgada pelos jornais Estadão de S.Paulo e Folha de S. Paulo, neste domingo (18), aponta que PF deve investigar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. 

 

O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator do caso na Corte. A investigação teve início a partir do monitoramento de movimentações financeiras ligadas ao setor de apostas. As apurações apontam que uma empresa do segmento pertencente ao advogado, que é alvo de apurações policiais por suposta participação em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), intermediou e custeou passagens aéreas e voos de caráter pessoal para a Europa em 2025 para o parlamentar e seus familiares. 

 

Relatórios da PF também indicam que Flávio Bolsonaro mantinha acesso operacional como usuário master em uma conta bancária de uma empresa offshore da qual o advogado é sócio, perfil que teve a exclusão solicitada em maio de 2025.

 

Além deste caso, Tomaz é investigado sob a acusação de realizar repasses financeiros com recursos originados de fraudes previdenciárias e é proprietário da Rede Loto, empresa licenciada no setor de apostas no Rio de Janeiro. 

 

Ao ser questionado sobre as viagens em ocasião anterior, o senador declarou que sua relação com o advogado é estritamente de amizade. Esta é a segunda apuração que envolve o nome do parlamentar no STF, juntamente com o inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no financiamento do filme "Dark Horse" junto ao Banco Master.

 

A assessoria do senador Flávio Bolsonaro não se pronunciou sobre o caso. 

Advogado Willer Tomaz movimenta R$ 5 bi em apostas e registra prejuízo de R$ 163 mi
Foto: Divulgação

O advogado Willer Tomaz movimentou cifras bilionárias em apostas na plataforma Blaze ao longo de 2025. Segundo documentos apresentados em uma ação judicial, ele registrou R$ 4,8 bilhões em ganhos e R$ 4,963 bilhões em perdas em jogos de cassino, resultando em prejuízo líquido de R$ 163,2 milhões.

 

Segundo informações do Metrópoles, os números fazem parte de uma nova frente de investigação da Polícia Federal (PF), que apura a possibilidade de lavagem de dinheiro por meio de apostas. Tomaz foi alvo de buscas na operação que investiga suspeitas de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.

 

Apesar de os valores de ganhos e perdas somarem cerca de R$ 10 bilhões em movimentações, os dados não significam que o advogado tenha depositado essa quantia na plataforma. O volume inclui valores recebidos em apostas e posteriormente utilizados em novas rodadas.

 

Na Justiça de São Paulo, Tomaz cobra R$ 20 milhões da Blaze. Ele afirma ter desenvolvido vício em jogos e acusa a plataforma de não adotar medidas para impedir que sua compulsão continuasse. O advogado negou a suspeita de lavagem de dinheiro e afirmou que todas as movimentações ocorreram em sua própria conta bancária, de maneira transparente e rastreável.

 

Segundo ele, não houve ocultação ou dissimulação da origem ou do destino dos recursos. Tomaz também declarou que os valores divulgados não correspondem à realidade e que, por se tratar de uma questão pessoal, não fará outros comentários sobre o caso.

 

O advogado ainda tem relação de amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo reportagem da revista piauí, Tomaz era um dos proprietários do jato usado pelo parlamentar e sua família no retorno de uma viagem aos Estados Unidos em 2025.

Câmara deve votar hoje indicação para o CNJ; saiba qual é o nome favorito
Foto: CNJ

Junto com a votação da reforma tributária, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deve colocar em pauta, nesta quinta-feira (6), a indicação para vaga de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A disputa está aberta para indicações de líderes partidários até hoje, às 12h, segundo ofício assinado por Lira. 

 

O nome favorito na disputa, conforme informações do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, é o de Daiane Nogueira de Lira. Ela é chefe do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, 

 

Outro citado é Willer Tomaz, advogado de Lira e de outros políticos, além de amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Interlocutores de Willer dizem que ele pode desistir de sua candidatura, devido ao favoritismo de Daiane Nogueira de Lira.

 

Willer foi alvo da operação Patmos, da Polícia Federal da Procuradoria-Geral da República (PGR), em 2017, e chegou a ser preso, acusado de intermediar propinas a um procurador da República que estaria “infiltrado” no Ministério Público Federal (MPF) para repassar informações aos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. Isso teria gerado prejuízo ao andamento das investigações das operações Lava Jato e Greenfield, disse o MPF ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Patmos é um desdobramento da operação Lava Jato. 

 

Há também uma vaga no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de indicação da Câmara que pode ser definida já nesta semana. Os favoritos citados nos bastidores são o advogado Edvaldo Nilo, procurador do Distrito Federal, e Maria Tereza Uille Gomes, ex-conselheira do CNJ.

 

Também vai se candidatar a advogada Ana Luísa Marcondes, assessora parlamentar da Câmara, que já tentou antes uma indicação para o CNJ.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Janja decidiu ajustar o slogan da campanha do Molusco nessa reta final. Aliás, acho que da família inteira do Molusco, ela talvez fosse quem ia gerar mais crise se liberasse o sigilo do Zap. E nem seria por corrupção. Só deixo uma dica pra oposição: não subestimem o Sinônimo. Enquanto isso, já tem gente de olho nas próximas eleições, tem gente doida que endoideceu mais ainda, e tem quem esteja tentando correr atrás do prejuízo depois de passar a disputa inteira comendo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

"Não dá para jantar antes de almoçar". 

 

Disse o presidente do PL na Bahia, João Roma ao avaliar que a oposição na Bahia saiu fortalecida no primeiro turno das eleições, com a eleição de nomes importantes e o crescimento dos votos de Flávio Bolsonaro no estado. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o candidato ao Senado Federal negou, no entanto, que já haja negociações em torno da ocupação de cargos em um eventual governo de Flávio.
 

Podcast

Prefeito de Camaçari Luiz Caetano é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Prefeito de Camaçari Luiz Caetano é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (19). O programa será transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

Mais Lidas