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vitor lins
Durante a segunda fase da Operação Cianose, deflagrada nesta quinta-feira (1º), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra, ao menos, três advogados. Entre os nomes confirmados até o momento estão Marinho Soares, Vitor Lemos e Vitor Lins. Em Salvador, os agentes estiveram no Edifício Millenium, na Avenida Magalhães Neto e no Condomínio Mansão Victory Tower, no Corredor da Vitória.
A força-tarefa investiga o suposto envolvimento de empresários e advogados na compra de respiradores, que seriam utilizados na época da pandemia de Covid-19. O objetivo é recuperar os valores desviados na aquisição de respiradores pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).
Após a operação, o advogado criminalista Marinho Soares gravou um vídeo confirmando que a Polícia Federal esteve na sua casa. Soares diz ter sido alvo de mandado de busca e apreensão por ter recebido dinheiro de um cliente que ele defende e é um dos alvos da PF. “Criminalizar a advocacia é um golpe fatal no estado democrático de direito”, criticou.
Conforme Marinho Soares, a polícia realizou a busca e não encontrou nenhum prova. Ele afirma ter tido o celular apreendido.
Continuação ? pic.twitter.com/PGs7fGGYZH
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 1, 2024
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 34 mandados de busca e apreensão e medidas judiciais de sequestro de bens, expedidos pela Justiça Federal da Bahia, nos estados da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Os atos ilícitos investigados incluem crimes licitatórios, desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e organização criminosa.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.