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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

visibilidade

Acidente fatal na BR-242: colisão frontal deixa um morto e três feridos em Barreiras
Foto: Reprodução / Blog do Braga

Um grave acidente de trânsito, do tipo colisão frontal, resultou em uma morte e três feridos na manhã deste domingo (24), na rodovia BR-242, no município de Barreiras, no Oeste da Bahia. O acidente aconteceu por volta das 06h, envolvendo dois veículos: um Fiat Siena e um Ford Fiesta.

 

Segundo informações do Blog do Braga, parceiro do Bahia Notícias, o Fiat Siena, que seguia em direção a Luís Eduardo Magalhães, colidiu frontalmente com o Ford Fiesta, que estava no sentido oposto, em direção a Barreiras. O impacto da colisão foi tão forte que o motorista do Fiesta, identificado como Gilson Alves de Araújo, de 64 anos, ficou preso nas ferragens e morreu no local.

 

Profissionais de saúde que passavam pelo local prestaram os primeiros socorros às vítimas, até a chegada das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Três pessoas do Fiat Siena foram encaminhados à UPA de Luís Eduardo Magalhães com lesões na cabeça e fraturas nas pernas.

 

A Superintendência de Trânsito de Barreiras (SUTRANS) organizou o fluxo de veículos na rodovia até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que registrou a ocorrência. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) também esteve no local, realizando a perícia e removendo o corpo da vítima para o DPT de Barreiras, onde será submetido a exame de necropsia.

 

O Corpo de Bombeiros Militar (2ªCIA/17ºBBM) precisou utilizar técnicas de resgate veicular para retirar o corpo de Gilson das ferragens. Após o resgate, a equipe realizou a limpeza da pista para liberar o tráfego. A neblina no trecho, que dificultou a visibilidade, estava presente no momento do acidente, mas as causas da colisão ainda não foram esclarecidas. A PRF segue investigando o caso.

Montado por videoconferência na pandemia, espetáculo 'Jennifer' estreia na próxima quinta
Foto: Diney Araújo

Driblando as dificuldades do isolamento, o espetáculo “Jennifer”, montado durante a pandemia, estreia na próxima quinta-feira (17) e segue em cartaz até o dia 20 de dezembro, sempre às 20h, através do aplicativo Zoom. Após a apresentação, o público poderá participar de um bate-papo com a equipe.

 

Protagonizado pela atriz Matheuzza Xavier e com Zeca de Abreu no elenco, a montagem tem como proposta de ressignificar estigmas através de um maior contato com a comunidade Lgbtq+, sobretudo a trans, que geralmente é a mais marginalizada. 

 

O enredo gira em torno da relação conflituosa de Jeniffer com sua mãe Nazaré (Zeca de Abreu), que não aceita a orientação e condição sexual da filha, e o namorado Gustavo (Sidnaldo Lopes). "A história surgiu de uma inquietação: ‘Quem somos nós para julgarmos os outros?’ Já vinha pensando muito sobre o universo T dentro da comunidade Lgbtqia+. Então, resolvi escrever o espetáculo após ver uma foto de Zeca e Matheuzza em uma aula. Naquele momento, percebi que elas seriam as personagens que norteariam o enredo. Em seguida, deixei as informações, os dados e as vivências me conduzirem na escrita e hoje temos mais que uma obra artística que agregou pessoas, deu voz aos que antes não tinham e que vai ser objeto de representatividade para tantos e tantas pessoas lgbtqia+ em especial o universo T, que merece todo nosso respeito e reparação por tantas atrocidades feitas contra estas pessoas”, explica Oliveira Pedreira, autor e diretor da peça.

 

“Pra mim, fazer esse espetáculo foi a abertura de uma porta. Faço teatro há muitos anos e com a pandemia questionei o lugar da arte nesse momento. Foi aí que apareceu Oliveira Pedreira com o convite para esse processo todo online. Topei e logo de cara tive contato com um universo cheio de possibilidades e belezas em que nós, enquanto sociedade, precisamos conhecer e preservar. Fiquei apaixonada pelo texto e pela minha personagem ‘Nazaré’, que é uma mãe vítima de um sistema de opressão social e psicológica que torna pessoas boas em vilões trágicos. Jennifer é um daqueles espetáculos para tocar uma geração”, definiu Zeca.

 

Matheuzza, por sua vez, destacou o quanto a sociedade impõe uma marginalização das pessoas trans e comemorou o fato de poder levar ao palco esta discussão. "Poder estar em um espetáculo que nos traz visibilidade, em que temos a possibilidade de vivenciar as nossas identidades de travesti, de pessoa trans, é muito gratificante. A sociedade nos coloca uma carga histórica de fetichizar, de estereotipar, de patologizar. É como se a gente pertencesse ao submundo, num universo de segregação que só nós convivemos e entendemos, porque todas as possibilidades de trabalho, de auxílio à saúde, à educação, de bem estar, são negadas. O Brasil infelizmente ‘ostenta’ o pior lugar do mundo para uma pessoa travesti e trans viver. Nossa expectativa de vida é de 35 anos, contra 74 da expectativa do país”, comentou.  

 

O elenco conta ainda com Zé Carlos de Deus, Lene Nascimento, Enzo Iroko, Nana Dió, Lavigne Rosa e Morgana Lobo. 

 
SERVIÇO
O QUÊ:
Espetáculo “Jennifer”
QUANDO: 17 a 20 de dezembro, às 20h
ONDE: Aplicativo Zoom
VALOR: Valores variam entre ingressos gratuitos, passando por R$ 5, até R$ 40 de contribuição (clique aqui)

Por protagonismo negro, TVE Bahia e Trace Brazuca lançam programação compartilhada
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

Uma nova leva de atrações protagonizadas e produzidas por pessoas negras vai estrear na tela da TVE Bahia a partir do próximo dia 1º de novembro. A novidade foi possibilitada através de uma parceria entre a televisão pública do estado e o canal a cabo Trace Brazuca e conta com a exibição de shows, programas, filmes e documentários que integram a programação de cada uma das emissoras. 

 

De acordo com o diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Flávio Gonçalves, essa é uma estratégia de valorizar o que melhor representa a Bahia, que é a diversidade e os artistas baianos. 

 

"Como a grande maioria da população baiana é negra, temos exatamente esse compromisso: o de dar visibilidade para uma população que é maioria no estado. Queremos, ao mesmo tempo, dar espaço para essa produção que é feita por profissionais baianos negros e também permitir aos baianos que não são artistas, não estão na tela da TV, se sintam representados ao verem essas pessoas. Acho que são esses os dois principais objetivos. E isso é algo que não está tão presente nas televisões de modo geral", comenta o jornalista. 

 


Flávio Gonçalves, diretor do Irdeb | Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

 

Ao mesmo tempo que é uma estratégia de visibilidade, é uma estratégia de alcance da juventude e de ocupação da grade de programação. "Nós queremos, do ponto de vista de grade de programação, oferecer [conteúdo] principalmente ao público jovem, porque essa parceria com a Trace tem como foco principal a juventude e nós entendemos que ela merece uma programação de qualidade", explica Flávio, ressaltando que há pouca visibilidade de jovens na telinha e quando há uma aparição a forma como acontece é a partir de estigmas. 

 

A proposta inicial prevê a exibição de mais de 50 horas de conteúdo por mês. O formato é de uma colaboração mútua. A emissora baiana vai exibir os programas cedidos pela Trace e o canal pago irá colocar no ar as produções cedidas pela televisão pública estadual.

 

Considerada desde 2016 como a emissora oficial da Década Internacional Afrodescendente (2015-2024) no estado, a TVE se coloca, na visão do seu diretor, em um local diferenciado na radiofusão baiana. 

 

"Não todas, mas a falta do protagonismo da população negra na tela das TVs aqui da Bahia é algo que é só você trocar de canal e vai ver, seja como profissionais na frente ou como fonte. Temos fontes brancas, profisisonais brancos... Aqui na TVE não, temos profissionais que aparecem no vídeo e são afrodescendentes. E, do ponto de vista de fontes e de conteúdos, também exibimos muito conteúdo afrodescendente", explana, considerando que tal situação é um sintoma do racismo.

 

"Isso [a presença de pessoas negras na tela] é uma constante na TVE porque temos o compromisso de combater o racismo, porque entendemos que para combater o racismo é preciso não só falar sobre o racismo, mas é importante trazer o protagonismo da população afrodescendente. Na medida que essa população, cada vez mais, aparecer na tela da TV, a tendência é que o racismo também diminua, porque é um processo cultural", pontua.

 


O 'Trace Trends' será um dos programas exibidos pela TVE a partir da parceria | Foto: Reprodução / YouTube

 

Apesar de admitir que a audiência não seja o propósito primário de uma TV pública, Flávio Gonçalves avalia que as parcerias recentes e as ações de interiorização da produção e da transmissão do conteúdo gerado pela TVE Bahia têm feito com que a audiência aumente. A identificação do público com as pautas e os rostos seriam, na sua opinião, aspectos de atração dessas pessoas que passaram a assistir o canal com mais frequência. 

 

"É conteúdo de música, de política, de cidadania, de esporte. Tudo isso tem a ver com a Bahia. Nas redes sociais hoje temos 600 mil seguidores, cresceu muito, e na própria televisão também - até porque nossa presença no interior aumentou. Hoje nós temos praticamente mais de 10 milhões de pessoas com o sinal digital, antes eram 4 milhões, e isso significa que [hoje] nós temos potencial de audiência maior", afirma.

 

"O primeiro passo foi ampliar esse sinal digital para todo interior da Bahia e agora com esse conteúdo da Trace não temos dúvida de que, aliado aos outros conteúdos, a tendência é que a audiência cada vez mais aumente. Essa parceria com a Trace é uma estratégia de ter mais diversidade e buscar audiência, porque ela é fundamental para dar legitimidade para a TVE. Não queremos que seja uma TV que ninguém assista. Acho que a TVE tem de tudo para ser líder de audiência", diz otimista. 

 

Para o jornalista e diretor do Irdeb, a política de interiorização, de identificação e de ampliação do conteúdo seguem premissas que definem o DNA da TVE Bahia. Ou melhor, de uma política: a de integração e de divulgação do estado para os próprios baianos.

 

E, quando perguntado sobre possíveis projetos de dinamização da rádio, ele justifica dizendo que a ideia é justamente a mesma, mas com outra pegada. Segundo ele, a interiorização do conteúdo da Educadora FM gira em torno de projetos como o Festival de Música Educadora FM - que além de premiar artistas, conta com a reprodução de 50 canções de músicos de todo o estado da Bahia - e a implementação recente do aplicativo Educadora Play. 

'Bonfim é lugar de inclusão e visibilidade', diz criadora de Marcha do Empoderamento Crespo
Maira Gomes | Foto: Adriano Cardoso/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

Uma das fundadoras da Marcha do Empoderamento Crespo de Salvador, coletivo que marcou presença na Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (16), Naira Gomes destacou o papel desta festa popular como espaço político. “O Bonfim é um lugar de inclusão e visibilidade. Todas as pautas têm espaço, da mulher, do homem, dos trans, dos gays, LGBT+, povo de santo. É um lugar de colocar os corpos, as narrativas e as ações em curso por dignidade e inclusão”, declarou Naira.

 


Marcha do Orgulho Crespo de Salvador marcou presença na Lavagem do Bonfim | Foto: Adriano Cardoso / Ag Haack

 

“A diversidade é um valor de verdade pra gente, pra nós, mulheres negras, diversidade não é uma falácia, é um valor de inclusão. Somos diversas, plurais”, salientou Naira Gomes.

'Eu acho que a gente vive um processo de utopia', afirma Vandal sobre visibilidade
Foto: Reprodução / Duane Carvalho

O rapper soteropolitano Vandal se apresentou no Feira Noise Festival na última sexta-feira (22) e comentou sobre a falta de visibilidade que artistas como ele têm na mídia. O cantor, que é colaborador da Baiana System no álbum "O Futuro Não Demora" - agraciado com o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa -, disse que há uma "utopia" ao acreditar-se que "tudo está mais tranquilão".

 

"No meu exemplo, eu trabalho com a Baiana System, acabei de ganhar um Grammy [Latino] com uma música autoral minha que tem um áudio da minha mãe na frente e isso não foi relatado em nenhum lugar", reclamou Vandal. 

 

A faixa que ele se refere é CertoPeloCertoh, que retrata a vivência de moradores de localidades periféricas na capital baiana. Dentro do mesmo sistema que a faixa do álbum premiado reflete está o silenciamento, criticado por Vandal.

 

Ele exemplifica a situação citando também a experiência artistas periféricos que só tiveram o trabalho reconhecimento após a morte. "A gente que faz esse tipo de música, os próprios sambistas antigos, se você for pegar a raiz do samba, nenhum deles ficou rico. Existem pessoas que estão lucrando e ficando ricas com nossa forma de vestir, nossas gírias e nossa forma de andar", comentou.

 

Se nomeando em seus shows como "Vandal de Verdade", durante a entrevista ele disse ser um "fomentador de possibilidades, não de utopia". E concluiu: "Rio-São Paulo continua sendo o eixo financeiro e de possibilidades, não o eixo criativo, porque eu bato o pé e digo que o Nordeste é, sempre foi e continua sendo o celeiro mais criativo do país".

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ivana Bastos

Ivana Bastos
Foto: Foto: Max Haack / Agência Haack

"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira". 

 

Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende
O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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