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vereador acusado
O vereador Edivan de Jesus Santos, conhecido como Morão (União), reassumiu, nesta segunda-feira (3), o mandato na Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, após quase dez meses afastado das atividades legislativas.
O retorno foi registrado pelo Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, e ocorreu após o edil conseguir liberdade por decisão judicial e apresentar à Câmara a documentação exigida para reassumir a função. A volta do vereador, no entanto, não interrompe o processo administrativo que analisa uma possível cassação.
Conforme o presidente da Câmara, Caique Barbosa (PSDB), a comissão responsável continuará a análise do processo. Morão foi solto em 11 de junho passado, depois de permanecer cerca de oito meses preso.
Ele havia sido detido no dia 23 de outubro do ano passado, em Salvador, durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva relacionado a uma investigação por suspeita de violência doméstica e familiar contra a ex-companheira.
Na ocasião, o vereador foi localizado em uma clínica de saúde mental onde estava internado e, posteriormente, encaminhado ao Conjunto Penal de Valença, no Baixo Sul.
Durante o afastamento, Morão obteve licença médica e foi substituído pelo suplente Mário Sérgio, conhecido como Sérgio Gordo do Mutum (União). Em abril deste ano, a Câmara aprovou a abertura de um processo de cassação contra o vereador.
Morão também responde a uma investigação por tentativa de feminicídio contra a mesma mulher, relacionada a um episódio ocorrido em fevereiro do ano passado. Conforme o relato da vítima, ela teria sido agredida durante uma discussão motivada por ciúmes, no bairro Salgadeira, em Santo Antônio de Jesus.
Após o episódio, a Justiça decretou a prisão preventiva do vereador. Ele ficou foragido por cerca de 20 dias até ser localizado, em março, no distrito de Boipeba, em Cairu. Morão permaneceu preso até abril do ano passado, quando foi colocado em liberdade após audiência de instrução e julgamento.
Na decisão, o juiz considerou que não havia fundamentos para a manutenção da prisão preventiva. Já em julho do mesmo ano, o vereador retornou ao mandato e, durante discurso na Câmara, pediu desculpas publicamente às mulheres. Morão exerce o segundo mandato como vereador de Santo Antônio de Jesus.
Um vereador de Vitória da Conquista, no Sudoeste, é acusado de operar um esquema de “rachadinha”. Gilvan Nunes Pereira, o Dinho dos Campinhos (Republicanos). Segundo a TV Sudoeste, um ex-assessor do edil enviou uma denúncia ao Ministério Público do Estado (MP-BA) e à Corregedoria da Câmara local, afirmando que o legislador exigia a devolução de parte dos salários recebidos durante o período em que trabalhou no gabinete.
Conforme relato, os repasses seriam feitos por meio de transferências bancárias e Pix. Em um dos áudios atribuídos ao vereador, ele orientaria o servidor sobre um suposto acordo em que o assessor ficaria com cerca de R$ 700, devendo devolver o restante.
Documentos anexados ao material incluem extratos e registros de transações financeiras que indicariam devoluções frequentes, algumas de até R$ 3,5 mil. Ainda conforme a denúncia, após as transferências, o saldo da conta do ex-assessor chegava, em determinadas ocasiões, a ficar negativo.
A estimativa apresentada aponta que os valores devolvidos ao longo do período investigado variam entre R$ 45 mil e R$ 60 mil.
Segundo o Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista confirmou o recebimento da denúncia por meio do presidente Ivan Cordeiro (PL), que informou o encaminhamento do caso à Corregedoria da Casa.
Diante dos elementos apresentados, a Câmara deve avaliar a instauração de uma Comissão de Ética para apurar possível quebra de decoro parlamentar, o que pode resultar em sanções, incluindo a perda do mandato.
A defesa do vereador, representada pelo advogado Ademir Ismerim, nega as acusações. Segundo ele, o parlamentar seria alvo de uma tentativa de extorsão por parte do ex-assessor e irá colaborar com as investigações.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.