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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

vegetacao nativa

Redução da vegetação nativa no Brasil expõe país a eventos extremos do El Niño, diz estudo
Foto: Agência Brasil

Apesar da redução no desmatamento observada nos anos mais recentes, no acumulado dos últimos 41 anos o Brasil viu sua cobertura de vegetação nativa cair de 79% para 65% entre 1985 e 2025. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (12) na Coleção 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil do MapBiomas.

 

O retrato apresentado revela uma paisagem em que áreas naturais continuam a ser reduzidas em detrimento dos usos antrópicos e ficam expostas aos efeitos de extremos climáticos, como secas e enchentes, fenômenos agravados em anos de El Niño.

 

Os dados históricos de precipitação mostram que os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas em anos com El Niño de maior intensidade, como o que se espera em 2026. 

 

A comparação dos dados da série histórica de cobertura e uso da terra do MapBiomas com as anomalias de precipitação (mm) entre os meses de setembro e novembro durante três eventos recentes de forte El Niño (1997/98, 2015/16, 2023/24) revela que a redução de chuvas vem se agravando, com exceção do Pampa e da região sul da Mata Atlântica, onde há um aumento da precipitação.  

 

Os dados apontam diferenças regionais desses efeitos sobre as áreas com vegetação nativa e as áreas com uso agropecuário. A Amazônia apresentou o maior déficit de precipitação entre os biomas nos três eventos de El Niño analisados. No último El Niño (2023/2024), a maior redução de chuvas foi observada nas áreas de agropecuária no bioma Amazônia (178 mm abaixo da média climatológica). 

 

No Cerrado e na porção norte da Mata Atlântica, a seca se acentua a cada novo evento de El Niño, principalmente nas áreas de vegetação nativa. No Pantanal, o último El Niño teve efeito pronunciado na redução das precipitações, sendo que 2024 foi o ano mais seco da série histórica mapeada.

 

Os eventos de El Niño produziram excesso recorrente de chuva no Sul do Brasil, considerando as anomalias de precipitação entre setembro e novembro. No Pampa, foi constatado que o excesso de chuvas foi maior nas áreas agropecuárias do que nas áreas de vegetação nativa em dois eventos de El Niño analisados.

 

“Esse excesso de chuvas nas áreas agropecuárias provoca, em muitos casos, perdas nas lavouras e erosão dos solos agrícolas, o que é agravado pela redução da vegetação nativa que atua na proteção do solo e na maior infiltração da água da chuva”, explica Eduardo Vélez, da equipe do Pampa no MapBiomas.

 

Ao longo de 41 anos, cerca de um terço (33%) do território brasileiro sofreu pelo menos uma mudança de cobertura e uso da terra, e 67% permaneceu estável. Na comparação direta entre os anos de 1985 e 2025, quase um terço (28%) do Brasil passou por transições na cobertura e no uso da terra, variando entre biomas e dentro de cada bioma. 

 

Nessa análise, considera-se que uma área teve transição quando a classificação em 2025 difere da de 1985 e é classificada como estável quando as classes coincidem nestes dois anos, independentemente de mudanças ao longo do tempo. 

 

As transições registradas englobam, por exemplo, ganho ou redução de superfície de água, o avanço antrópico sobre áreas naturais (e vice-versa), bem como a alternância entre diferentes usos da terra. A área com transições nesse período chega a 241 milhões de hectares, dos quais 56% (136 milhões de hectares) foram de vegetação nativa convertida para áreas de agropecuária. 

 

Essa é a principal transição de cobertura e uso da terra na Amazônia (55 milhões de hectares, que equivalem a 83,6% de todo o território modificado no bioma), Cerrado (52 milhões de hectares, ou 59,4% da área total de transições no período), Caatinga (14,1 milhões de hectares, ou 58,9%) e Pampa (4 milhões de hectares, ou 44,1%). 

 

Por outro lado, Caatinga e Mata Atlântica destacam-se por apresentarem as maiores áreas de transição de uso agropecuário para vegetação nativa, totalizando 4,4 milhões de hectares (18,2% do total das transições na Caatinga) e 6,2 milhões de hectares (13,6% na Mata Atlântica).

 

A Mata Atlântica registrou ainda a maior proporção de expansão da silvicultura, que adicionou 4,1 milhões de hectares (9,1% de toda a área transicionada do bioma entre 1985 e 2025). Por sua vez, a conversão de pastagens para a agricultura consolidou-se com maior expressividade no Cerrado (8,8 milhões de hectares; 10% da área transicionada no bioma) e na Mata Atlântica (8,5 milhões de hectares; 18,8%). 

Inema multa empreendimento na Ilha de Boipeba por 'intervenções' em área de proteção ambiental
Foto: Montagem / Bahia Notícias

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) multou em R$ 4.500,00 um empreendimentos na Ilha de Boipeba por realizar intervenções em uma área de proteção ambiental, causando danos à vegetação nativa e à fauna local, na localidade de Velha Boipeba, no município de Cairu.

 

Segundo o auto de infração, o empreendimento realizou intervenções no Loteamento Boca da Barra que resultaram na destruição de vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica e em danos a uma área de preservação permanente, localizada na APA das Ilhas Tinharé e Boipeba.

 

Veja no mapa a região:

 

 


Com uma extensão que supera em muito o território de Salvador, essa APA é uma das 28 áreas de preservação estaduais da Bahia, cobrindo 5,41% do estado. Sua importância ecológica é evidente, abrangendo locais turísticos como Morro de São Paulo.

 

A infração, considerada grave, foi constatada após análise técnica de um processo administrativo aberto em 2019. As coordenadas geográficas da área impactada foram detalhadamente descritas no auto de infração.

 

A multa está sujeita a correção monetária e juros, e a infratora deverá regularizar a situação ambiental e pagar o valor devido. O descumprimento da notificação pode acarretar outras penalidades, como a impossibilidade de obter novas licenças ambientais e a responsabilização criminal.

Crime ambiental: desmatamento ilegal avança em 13 municípios baianos
Foto: Reprodução / Ibama

A nova edição Operação Mata Atlântica de Pé mais de 500 hectares com supressão ilegal de vegetação nativa na Bahia na última sexta-feira (27). Entre os dias 16 e 27 deste mês, a operação revelou o desmatamento de aproximadamente 300 hectares em 13 municípios da Bahia, abrangendo as regiões do litoral Norte, Sul, Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá.

 

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), em 60% dos casos, foi confirmada a supressão de vegetação nativa com algum indício de irregularidade. O MapBiomas, uma iniciativa colaborativa que utiliza tecnologias avançadas para monitorar o desmatamento no Brasil, através do processamento de imagens de satélite, atuou em conjunto na Operação em todo país.

 

Imensa faixa de terra por conta de área florestal desmatada | Foto: Reprodução / Ibama 

 

Na Bahia, a plataforma MapBiomas indicou mais de 100 alertas de desmatamento nas áreas de risco, que possibilita a detecção em alta resolução de desmatamentos e infrações ambientais, além dos alertas do programa Harpia do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Polícia Federal.

 

No extremo sul baiano, foram apurados 35 alertas em municípios como Belmonte, Santa Luzia, Canavieiras e Una. Ao todo, mais de 370 hectares de áreas desmatadas estão sendo objeto de embargos e os responsáveis serão multados pelas infrações cometidas e penalizados judicialmente.

 

Para o promotor de Justiça Augusto César Matos, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama), mais de 90% dessas áreas já estavam cadastradas no Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir), demonstrando que, apesar do registro, o desmatamento ilegal continua a ocorrer.

 

“A Operação Mata Atlântica em Pé é um exemplo de como o uso de tecnologia pode auxiliar no combate ao desmatamento. O monitoramento por satélite, aliado a parcerias entre instituições ambientais e o Ministério Público, tem permitido uma fiscalização mais eficiente e ágil. A operação reforça a necessidade urgente de ações mais firmes para preservar esse bioma tão importante para a biodiversidade e o equilíbrio ambiental do estado e do país”, destacou o promotor de Justiça Augusto César Matos.

 

Foram identificados no país 17.124 hectares de supressão ilegal de vegetação nativa, superando os 15,4 mil hectares de 2023 e os 11,9 mil hectares de 2022. As multas aplicadas, que somam mais de R$ 137 milhões, representam o maior valor já registrado em todas as edições da operação. O Piauí foi o estado mais afetado, com 7.300 hectares desmatados, seguido por Minas Gerais (2.854 hectares) e Espírito Santo (1.029 hectares). Minas Gerais também liderou no valor de multas aplicadas, com mais de R$ 56,2 milhões em penalidades. 


 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Eu já vi muito motivo pra atrasar obra, mas tartaruga é a primeira vez. Mas tem coisas que eu preferia não ver mesmo, como o Menudo Envelhecido soltando a voz. E enquanto Roto atua para embelezar o Judiciário, o Legislativo se pergunta quem teria enviado a infame mensagem pra Vorcaro. No meio disso tudo, o Molusco fez as bets provarem do próprio veneno, e Cunha segue encontrando mais um responsável pelo seu sofrimento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Carlos Viana

Carlos Viana
Foto: Reprodução / Redes Sociais

"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição". 

 

Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29). 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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