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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou nesta terça-feira (21) que não houve acordo para que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) seja a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A informação foi divulgada pelo próprio dirigente em entrevista à CNN Brasil, após um novo encontro com a parlamentar em Brasília.
"Não houve acordo, ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a Presidência do Senado e que esse é o objetivo dela", declarou Valdemar.
A senadora, que foi ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem reafirmado a interlocutores que pretende concorrer à Presidência do Senado Federal em 2027, e avalia que uma participação na campanha presidencial deste ano inviabilizaria esse projeto pessoal.
Com a recusa, o PL segue sem definir o nome que vai compor a chapa de Flávio, que deve ser oficializada durante a convenção nacional do partido, marcada para este sábado (25), em São Paulo. Segundo apurações, o partido também avalia o nome da administradora Daniella Marques, filiada ao Republicanos, embora a indicação dependa do avanço das negociações entre as duas siglas, que ainda têm divergências sobre os palanques estaduais.
Nomes de deputadas do PP que chegaram a ser cotados, como Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE), perderam força nos bastidores do partido, já que a federação formada por PP e União Brasil deve adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o partido vai tentar fechar uma coligação até o último momento, seja com a federação PP-União Brasil, seja com o Republicanos.
Ex-diretor do FNDE na gestão Bolsonaro é apontado como assessor de Valdemar em negociação de emendas
O advogado Garigham Amarante Pinto, apontado pelas investigações da Polícia Federal (PF) como emissário do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em um esquema de desvio de emendas parlamentares, ocupou o cargo de diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) durante o governo de Jair Bolsonaro.
Segundo informações reveladas pelo jornal O Globo, Amarante, que é homem de confiança de Valdemar, foi nomeado para a autarquia, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e responsável por programas nacionais como o do livro didático, em maio de 2020, por indicação direta do dirigente partidário.
No site do Congresso Nacional, o advogado está listado como ocupante de um cargo de natureza especial na Liderança da Oposição na Câmara dos Deputados, ainda em exercício.
FNDE NA MIRA
Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que Garigham era o responsável pela interlocução com Mariângela Fialek, que atuava na organização e no controle das cotas atribuídas aos parlamentares. Durante sua gestão no FNDE, o ex-diretor respondeu tecnicamente por um pregão eletrônico destinado à compra de ônibus escolares. A licitação acabou embargada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sob a suspeita de um superfaturamento de R$ 700 milhões.
Além disso, enquanto exercia a função pública, Amarante recebeu repasses de quase R$ 170 mil do PL para prestar consultoria sobre assuntos ligados ao próprio FNDE e ao MEC.
O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, criticou nesta segunda-feira (18) a pré-candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa à Presidência da República e classificou a tentativa como uma “piada”.
A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil. Durante a conversa, o dirigente do PL também criticou a aposentadoria antecipada de Joaquim Barbosa do Supremo Tribunal Federal, em 2014.
“Quem se aposenta com 59 anos no Supremo Tribunal Federal não pode ser presidente”, afirmou Valdemar.
Joaquim Barbosa foi o relator do processo do Mensalão no STF, que condenou Valdemar Costa Neto em 2012. O dirigente do PL foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A pena definida pela Corte foi de 7 anos e 10 meses de prisão, além do pagamento de multa. Como a condenação foi inferior a oito anos, Valdemar iniciou o cumprimento da pena em regime semiaberto no fim de 2013.
Bisneto de Juscelino Kubitschek troca PSD pelo PL para disputar vaga de deputado no Distrito Federal
O ex-secretário de Juventude do governo do Distrito Federal André Kubitschek, bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek, se filiou nesta sexta-feira (3) ao PL, com intenção de se candidatar a deputado distrital pelo Distrito Federal. André estava no PSD, que em Brasília é presidido por seu pai, o ex-senador Paulo Octavio.
Filho de Anna Christina Kubitschek Pereira, neta de JK, o pré-candidato contou com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), na sua solenidade de filiação. Também estavam presentes o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), e a presidente regional do partido, deputada federal Bia Kicis (DF).
Após se filiar, o bisneto de Juscelino Kubitschek afirmou que ingressa no PL por acreditar que o partido pode transformar o Brasil em um “celeiro de oportunidades”.
“Preservando valores fundamentais como a família, a transparência, o bom senso, o trabalho, o equilíbrio fiscal e principalmente o respeito absoluto à nossa Constituição. Então, contem comigo nessa caminhada para solidificar e resgatar a confiança no nosso país”, declarou André.
A mudança de partido ocorreu em meio a divergências com o PSD sobre a disputa pelo governo do Distrito Federal. O pré-candidato a deputado distrital apoia a reeleição de Celina Leão, enquanto o PSD, presidido por Gilberto Kassab, filiou o ex-governador José Roberto Arruda, que pode ser lançado ao cargo, embora esteja inelegível por condenação por improbidade administrativa.
Também na disputa nacional, o bisneto do ex-presidente JK possuía divergências com o partido. André Kubitschek apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente, enquanto o PSD anunciou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o seu nome na disputa.
André Kubitschek, de 32 anos, é conselheiro no museu Memorial JK e concorreu a deputado federal em 2022. Foi o primeiro titular da Secretaria da Juventude do Distrito Federal, criada em 2025 pelo governador Ibaneis Rocha.
Em meio a uma disputa pela indicação para candidatura ao Senado dentro do PL de Santa Catarina, uma postagem do ex-vereador Carlos Bolsonaro na rede X está sendo entendida como uma indireta à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria ficado incomodado com o apoio dado por Michelle à deputada Carol de Toni (PL-SC), que deve sair do partido para concorrer ao Senado por outra legenda.
“Estaremos com você, Caroline de Toni”, disse Michelle Bolsonaro em suas redes sociais, dando a entender que o PL Mulher, que ela preside, seguiria apoiando a deputada. Após esse posicionamento, Carlos Bolsonaro fez a postagem em que inclusive insinua algum tipo de interesse financeiro por parte da ex-primeira-dama.
“Insisto: o objetivo não é medir forças com os filhos de Jair Bolsonaro, mas com ele mesmo. De tão surreal, eu não acreditaria se não conhecesse. Hoje, eu já creio que há outras verdinhas coincidências no tabuleiro”, afirmou o ex-vereador, resgatando postagem de janeiro em que, sem citar nomes, falava sobre o objetivo de Michelle em medir forças com o marido.
Ainda não houve anúncio oficial, mas parlamentares do PL confirmaram à imprensa que o partido definiu nesta semana a chapa em Santa Catarina, com o governador Jorginho Mello (PL) candidato à reeleição e os candidatos ao Senado, Carlos e o senador Esperidião Amin (PP-SC). Essa decisão já teria sido comunicada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, à deputada Carol de Toni.
Nessa reunião, a deputada teria dito a Valdemar que vai deixar o PL para viabilizar sua candidatura ao Senado por outro partido. A deputada se vale de pesquisas recentes para argumentar que ela tem fortes chances de conquistar uma cadeira para o Senado nas eleições de outubro.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada no mês de dezembro do ano passado mostra a deputada do PL em boa colocação em todos os cenários apresentados. Em um cenário com Carlos Bolsonaro, ela aparece na segunda posição com 22%, e no outro, com Esperidião Amin e sem Carlos, ela lidera a simulação com 24%.
O terceiro cenário, que apresenta os nomes de Carlos, Bolsonaro, Esperidião Amin e outros pretendentes, Carol de Toni fica em segundo lugar, com 18%. Amin, defendido pelo PL, fica em terceiro lugar com 14%.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse que Tarcísio de Freitas (Republicanos) contou a ele e a alguns governadores que, caso decida disputar a presidência, deve se filiar à legenda. A declaração foi recebida de forma negativa pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e sua cúpula, pois acabam enxergando essa movimentação como uma tentativa de excluir Jair Bolsonaro (PL) da política.
Em entrevista à coluna de Bela Megale, o ex-apresentador Paulo Figueiredo, grande aliado de Eduardo, relatou à coluna que o deputado tem grandes chances de sair do PL caso isso ocorra.
"Essa chance aumenta se Tarcísio for para o PL. Caso isso ocorra, Eduardo deixará o partido e irá para outra legenda para ser candidato à Presidência por outro partido", afirmou.
O governador vem afirmando que vai disputar a reeleição do estado de São Paulo.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou uma concessão que proibia o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, de se comunicar com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles não podiam se comunicar desde fevereiro do ano passado.
O ministro também revogou medidas como a de proibir o presidente do PL de participar de algum evento relacionado às forças militares e de sair do país.
Ele foi indiciado pela Polícia Federal, mas não estava na lista de denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Jair Bolsonaro (PL) já se pronunciou sobre o caso e disse que estava com "saudades" do Valdemar e falou como será a partir de agora.
“É importante conversar com ele (Valdemar). A gente vai dirigir melhor o partido. No resto, a vida segue”, declarou o ex-presidente.
Chamado de “frouxo” e “omisso” pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em sua conta na rede X (antigo Twitter), reagiu às críticas por não impedir operações da Polícia Federal no Congresso. Sem citar o nome de Valdemar, Pacheco disse ser difícil manter diálogo com quem faz da política um exercício para ampliar e obter ganhos com fundo eleitoral.
“Difícil manter algum tipo de diálogo com quem faz da política um exercício único para ampliar e obter ganhos com o fundo eleitoral e não é capaz de organizar minimamente a oposição para aprovar sequer a limitação de decisões monocráticas do STF”, afirmou o presidente do Senado.
No início da manhã desta quinta-feira (25), Valdemar Costa Neto, após saber da operação da Polícia Federal no gabinete do deputado federal Alexandre Ramagem (PL), disse que era mais uma perseguição à oposição por conta do ex-presidente Bolsonaro.
“Esse negócio de ficar entrando nos gabinetes é uma falta de autoridade do Congresso Nacional. Rodrigo Pacheco deveria reagir e tomar providências”, afirmou Valdemar.
Pacheco completou sua resposta ao presidente do PL afirmando que ele “ainda defende publicamente impeachment de ministro do Supremo para iludir seus adeptos, mas, nos bastidores, passa pano quando trata do tema”.
Na tréplica de Valdemar Costa Neto, publicada na rede X no meio da tarde, o presidente do PL, após reclamar que atualmente o que se vê no Brasil é o “sequestro das instituições e uso para fins políticos”, afirmou que passou a vida toda defendendo a isonomia dos três Poderes.
“Nunca fui covarde de mim calar quando um poder não respeita o outro, isso vale pra todos os lados. Sigo indignado com a falta de pulso para defender a imunidade de um parlamentar. Se o Senado tivesse um presidente comprometido, não perderia tempo pra reclamação do presidente de partido”, rebateu Valdemar Costa Neto.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nesta quinta-feira (2), em depoimento à Polícia Federal, afirmou que fez uso de uma "matáfora" quando disse que “todo mundo” tinha uma minuta do golpe em casa.
À corporação, Valdemar ainda declarou que recebeu até quatro propostas do documento.
Durante uma entrevista ao veículo, Valdemar afirmou que integrantes e interlocutores do governo Jair Bolsonaro tinham, em suas casas, propostas similares à "minuta do golpe", encontrada pela Polícia Federal na casa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança pública do Distrito Federal, que sugeria a decretação de um "estado de defesa" no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para alterar o resultado eleitoral que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.