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A Secretaria de Segurança Pública (SSP) revelou que o colete balístico encontrado com um dos integrantes de uma facção que morreu durante confronto com a Polícia Militar nesta terça-feira (15), em Cajazeiras, pode ter sido desviado do Exército brasileiro.
Segundo a SSP, o equipamento foi encontrado com membros do tráfico que acabaram interceptados por equipes da unidade especializada da Polícia Militar, durante operação da polícia na capital baiana. Além do colete balístico, com nove criminosos foram apreendidos quatro fuzis calibre 7,62 e 5,56, carabina, espingarda, pistolas, carregadores, munições e drogas.
O colete citado pelas forças de segurança fazem parte de uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público, onde um militar do Exército foi apontado como responsável por liderar um suposto esquema de desvio de armamentos e munições das forças armadas para abastecer organizações criminosas. Segundo os investigadores, o cabo Deivison dos Santos Ferreira, lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, seria o responsável pelas negociações com integrantes do tráfico de drogas.
A reportagem indica que as evidências foram encontradas em abril deste ano, após uma operação que desmontou um laboratório de drogas e armazenamento de armas em Itapuã. No local, foram apreendidos celulares onde os investigadores localizaram conversas atribuídas ao militar oferecendo materiais de uso restrito e armamentos para criminosos.
O telefone que revelou a conexão pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado pela polícia como responsável pela compra e revenda de armas e drogas para diferentes facções criminosas. Nas conversas, Gabriel e Deivison utilizavam apenas um emoji para se identificar nas conversas, porém o militar teria fornecido dados pessoais, como CPF e chave Pix, para receber pagamentos.
De acordo com a Polícia Civil (PC-BA), somente para esse grupo criminoso o cabo teria vendido cerca de 1.000 munições de fuzil dos calibres 5.56 e 7.62. Também há registros de negociações envolvendo granadas, embora a quantidade exata desviada ainda não tenha sido identificada.
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Pérolas do Dia
Marcelo Werner
"O recado que eu mando é que a gente vai continuar trabalhando contra as facções de forma firme. Eu posso garantir em relação a isso".
Disse o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu as críticas de quem classificou como "chacina" a operação da Polícia Militar que resultou na morte de nove suspeitos no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, na tarde de terça-feira (15).