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uso da ia
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, demonstrou preocupação com o avanço desenfreado da Inteligência Artificial no judiciário brasileiro. Em entrevista à imprensa, na cidade de Salvador, nesta segunda-feira (18), o advogado revelou que a OAB busca garantir que a IA seja utilizada como ferramenta, e não para substituir os profissionais.
“Nós temos trabalhado exatamente para que isso não ocorra, para que os seres humanos, os advogados e advogadas não sejam substituídos por ferramentas ou inteligências artificiais. A ordem tem trabalhado para que essas ferramentas sejam muito bem utilizadas no bom desempenho da advocacia e da prestação jurisdicional”, disse Simonetti durante o lançamento da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, maior evento jurídico do mundo.
O presidente acredita que o Brasil e o mundo ainda estão se adaptando rapidamente à IA no sistema judicial e que a entidade está trabalhando para regulamentar o uso para proteger os advogados, o sistema de justiça e os cidadãos. Ele comentou ainda que essa conferência nacional da advocacia na Bahia discutirá o futuro da advocacia com a ferramenta tecnológica.
“Esse é um tema que ainda não foi debatido dentro da instituição. Essa conferência nacional, que tem como tema principal, mote principal, a inteligência artificial e debaterá exatamente isso, qual será o futuro da advocacia junto a IA. Como é que nós utilizaremos dela, nós viveremos trazendo a IA como boas ferramentas, não só a advocacia, bem como ao sistema de justiça”, explicou.
A inteligência artificial (IA) vem transformando o ambiente educacional, impactando desde como as aulas são planejadas até a maneira como o aprendizado acontece na prática. Essas tecnologias prometem otimizar tarefas repetitivas, oferecer ensino personalizado e ampliar o acesso ao conhecimento. No entanto, a incorporação da IA na educação levanta questões importantes sobre o papel do professor, a dimensão afetiva da aprendizagem e os desafios para manter o senso crítico dos alunos em meio a essa revolução tecnológica.
Estudos recentes, como os da consultoria McKinsey, indicam que até 40% das horas gastas atualmente pelos docentes em atividades repetitivas poderiam ser otimizadas com o uso dessas ferramentas. A automação pode reduzir em até metade o tempo dedicado à preparação de aulas, tornando o processo mais eficaz. Além disso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) destaca o potencial da IA para personalizar o ensino e facilitar o acesso à educação para alunos com necessidades especiais.
Para o professor Fábio Ferreira, que ministra a disciplina Iniciativa Maker no Colégio Cândido Portinari, essa transformação vai muito além da tecnologia e envolve principalmente a dimensão humana do processo educacional.
Ferreira reforça que a tecnologia não substitui o papel do educador. "A aprendizagem é um processo afetivo e relacional, que envolve troca de afetos e desenvolvimento socioemocional", explica.
O professor também alerta para o risco da dependência excessiva da tecnologia, que pode comprometer o senso crítico dos alunos. “Quando o estudante recebe respostas prontas, tende a se acomodar e perder criatividade”, afirma. Essa acomodação pode atrofiar a capacidade criativa e a habilidade de questionar, tão fundamentais para o desenvolvimento integral do indivíduo.
No cenário atual, em que a inteligência artificial, de acordo com artigos, deve criar cerca de 133 milhões de empregos até 2030, especialmente em áreas que necessitam criatividade e competências sociais, a escola tem papel de criar cidadãos críticos, éticos e preparados para os desafios que virão.
“Enquanto houver educação, haverá a necessidade da presença humana no processo, pois nenhuma inteligência artificial pode substituir a complexidade das relações, o exemplo e a mediação do conhecimento que o professor oferece”, concluiu Fábio Ferreira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.