Artigos
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Multimídia
Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
unifesp
O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu nesta segunda-feira (26) no Hospital São Paulo, na zona sul da capital paulista. Ele é vítima de agressões violentas por um grupo de sete pessoas na madrugada do último sábado (24), nas proximidades de um evento em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Santos, no litoral paulista.
Segundo o pai da vítima, Marcelo Rocha, o jovem dá entrada no hospital gerido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) às 19h40 de domingo (25), transferido da Santa Casa de Santos em estado considerado gravíssimo.
Segundo informações apuradas pelo jornal Folha de S. Paulo, a unidade hospitalar confirma que o paciente chega com traumatismo craniano grave, além de fratura de base e calota craniana, permanecendo internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sob suporte de ventilação mecânica até o óbito.
ENTENDA O CASO
Conforme o boletim de ocorrência, a vítima sofre agressões de diversas pessoas e tem o celular e outros pertences roubados. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informa que a Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica dos fatos, a motivação do crime e identificar os envolvidos.
Rocha participa de um evento de samba com a banda Esquerdantina nas proximidades da sede do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), localizado na avenida Conselheiro Nébias, em Santos. Amigos do engenheiro saem para procurá-lo após ele demorar para retornar do banheiro e o encontram caído.
O jovem é socorrido em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado inicialmente para a Santa Casa do município, onde precisa ser intubado.
O grupo musical Esquerdantina cita um possível caso de homofobia e manifesta-se por meio de nota publicada em suas redes sociais: "Exigimos a rápida apuração dos fatos e a responsabilização e punição dos responsáveis. Manifestamos nossa solidariedade à vítima e a seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia. Alertamos para os riscos que todos corremos quando o ódio é naturalizado, protegido ou promovido como instrumento de intimidação política."
O jovem cursa mestrado na Unifesp, instituição que também publica nota de repúdio contra a agressão e solicita a punição dos envolvidos. "Independentemente das motivações que venham a ser esclarecidas, a violência não pode ser naturalizada ou tolerada. O respeito à vida, à integridade das pessoas e ao direito à participação na vida pública constitui fundamento indispensável da convivência democrática", diz a universidade.
Confira manifestação:
Ao menos 11,4 milhões de brasileiros considerando os maiores de 14 anos, já usaram cocaína ou crack alguma vez na vida. É o que aponta o levantamento divulgado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) nesta terça-feira (1°). O índice, que representa 6,6% da população, sugere um aumento estatisticamente significativo no uso de substâncias ilícitas.
Segundo os pesquisadores, em 2012, a taxa era de 4,43%. A coleta dos dados ocorreu em 2023, com 16.608 participantes de 300 municípios do país e não inclui pessoas em situação de rua. A pesquisa faz parte do terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III) foi realizado com financiamento da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre ambas as substâncias, a cocaína é predominante. Considerando apenas o recorte de uso da cocaína, o estudo estimou o consumo ao longo da vida por cerca de 9,3 milhões de brasileiros, o que representa 5,38% da população.
Entre os usuários de cocaína, aqueles que consumiram no último ano, quase metade (43,6%) relatou uso frequente, definido como consumo diário ou mais de duas vezes por semana. O estudo aponta que esse é um padrão associado a maior risco de complicações agudas e problemas relacionados ao uso.
No caso do crack, o levantamento estimou que 1,39% da população brasileira maior de 14 anos relatou ter usado crack pelo menos uma vez na vida, o que representa cerca de 2,32 milhões de pessoas. O uso no último ano foi relatado por 0,5%, ou seja, cerca de 829 mil pessoas.
Em relação à dependência, o estudo aponta que a amostra de indivíduos que declararam uso de crack nos últimos 12 meses não foi numericamente suficiente para permitir “a estimativa precisa e estatisticamente robusta da prevalência de Transtorno por Uso de Substâncias (TUS) associado exclusivamente a essa substância”. As informações são da Agência Brasil.
PERFIL DOS “USUÁRIOS”
Entre respostas obtidas no estudo, 2,2% dos brasileiros relataram ter feito uso das substâncias nos últimos 12 meses, o que equivale a cerca de 3,8 milhões de pessoas. No levantamento anterior, em 2012, foram 2% no mesmo período de tempo.
No que diz respeito ao gênero, o perfil daqueles que consumiram as substâncias é majoritariamente masculino, no grupo de 25 a 49 anos. Em relação à cor, amarela e indígena tiveram maiores proporções. No critério de renda, os índices mais altos de consumo estão entre pessoas com menor escolaridade e entre aquelas com renda mensal domiciliar de até dois salários mínimos.
Do ponto de vista conjugal, os maiores índices são observados entre pessoas divorciadas ou separadas. “Cerca de metade da população brasileira [43,8%] afirma perceber o tráfico como frequente (soma das respostas “acontece muito” e “acontece”) em seu bairro, com destaque para as regiões Sudeste [51,6%] e Norte [47,5%], e para os grandes centros urbanos”, informou a Unifesp.
Apesar de compreenderem que “o uso atual de cocaína e crack no Brasil não parece ter piorado nos últimos 10 anos”, a Unifesp alerta que é preciso cuidado para análise de tendências.
Segundo nota da instituição, “qualquer comparação entre 2012 e 2023 deve ser interpretada como a descrição de diferenças pontuais entre dois momentos distintos, sem que seja possível inferir com segurança se tais variações correspondem a um crescimento, declínio ou estabilização contínuos”. A Unifesp alertou, no entanto, que “o uso permanece elevado entre populações vulneráveis, com perfis marcados por desigualdade social, exclusão e baixa escolaridade”. As informações são da Agência Brasil.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.