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A prefeitura de Salvador planeja entregar a maternidade pública do município no aniversário da cidade em 2024. A projeção foi feita pela vice-prefeita e secretária de Saúde, Ana Paula Matos, após o prefeito Bruno Reis publicar um decreto para a desapropriação da área do Hospital Salvador, atualmente abandonado, com o desejo de instalar o novo equipamento de saúde no local. Apesar do quadro otimista, Ana Paula ressalta que só terá uma dimensão mais realista do prazo quando as equipes de engenharia verificarem de perto a estrutura física do prédio.
"Se os estudos técnicos que a gente já começou estiverem certos, a gente pretende entregar no aniversário da cidade do ano que vem, mas depende da engenharia, a Defesa Civil já esteve no local. Tentamos por três vezes acessar o hospital e tivemos dificuldade porque tem segurança privada. Quando conseguimos entrar, entendemos que a estrutura física está boa, mas vamos ter que investir para reconstruir", disse a vice-prefeita na noite desta quarta-feira (22).
A publicação do decreto de desapropriação, declarando a utilidade pública do prédio, é o primeiro passo para tirar a Maternidade Municipal do papel. A promessa de entregar a unidade de saúde foi feita por Bruno Reis no início do mês de fevereiro, durante discurso na Câmara de Vereadores. O objetivo inicial é utilizar a estrutura física já existente do prédio do hospital, realizando a recuperação do espaço, o que permitiria maior celeridade nas intervenções para a entrega acontecer já no próximo ano.

Foto: Reprodução / DOM
Segundo Ana Paula Matos, o hospital é privado e a gestão municipal vai tentar chegar a um acordo amigável com os donos do local para efetivar a desapropriação. Caso não seja possível, o município não descarta judicializar a questão se entender que a área é importante para a cidade. Ainda de acordo com ela, a prefeitura vai continuar avançando nos estudos de engenharia para verificar se de fato é possível recuperar o prédio e usar a estrutura.
INTERVENÇÕES NECESSÁRIAS E ESTRUTURA ATUAL
Já nos estudos preliminares a prefeitura constatou pontos que serão necessários recuperar caso o prédio do Hospital Salvador seja mesmo o escolhido para abrigar a nova maternidade: troca de elevadores, toda a rede de gases e rede elétrica.
A gestão municipal também entende que o espaço, que fica na Rua Caetano Moura, no bairro da Federação, é de "boa localização", o que facilitaria avançar no processo de desapropriação. Durante o período em que esteve em funcionamento, o Hospital Salvador contava com 140 leitos de internação, 40 leitos de UTI e seis salas de cirurgia.
De acordo com Ana Paula, a existência de um centro cirúrgico com 11 salas com leitos e espaços em andares do prédio vão permitir que o local seja usado, além da maternidade, para um serviço direcionado para as mulheres, crianças e famílias.
GESTÃO NA PANDEMIA E ABANDONO
Antes de ser abandonada por completo, a unidade funcionava como ponto exclusivo para atendimento e tratamento da Covid-19 até outubro de 2021. À época, a Secretaria de Saúde de Salvador (SMS) informou que revogou o contrato da requisição do hospital já em novembro do mesmo ano.
Com o fim da operação, o hospital foi alvo de vândalos que invadiram o espaço e depredaram a unidade. Além disso, equipamentos e aparelhos chegaram a ser levados pelos suspeitos. Em 2022, dois incêndios também foram registrados no local em menos de um mês (relembre aqui e aqui).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).