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Uma inovação científica desenvolvida pelo Laboratório de Zootecnia Celular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) surge como a principal alternativa para salvar a população de jumentos no Brasil, cujo abate hoje está concentrado em duas unidades industriais no interior da Bahia e de outras regiões no nordeste brasileiro.
O projeto, que já concluiu as etapas laboratoriais mais complexas, foca na produção do ejiao — uma gelatina extraída da pele do jumento e altamente valorizada pela medicina tradicional e indústria de beleza da China. Atualmente, o mercado de 'ejiao' movimenta cerca de US$ 1,9 bilhão anualmente.
Os pesquisadores buscam investimento de US$ 2 milhões para escalonar a produção de colágeno de jumento via fermentação de precisão, método que dispensa o sacrifício dos animais. Vale lembrar pesquisadores de diferentes áreas e departamentos concederam uma entrevista ao Bahia Notícias (BN), definindo os locais de abate fechados na Bahia como "verdadeiros campos de concentração".
O CASO NA BAHIA
A atividade de abate no Brasil é descrita por especialistas como extrativista e de baixo retorno econômico local, beneficiando atualmente apenas dois abatedouros em operação no território baiano. Dados da FAO e do IBGE revelam um cenário alarmante: a população de jumentos no país despencou 94% entre 1996 e 2024. No Nordeste, símbolo cultural da região, restam apenas seis jumentos para cada 100 que existiam há 30 anos.
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“Do ponto de vista produtivo, é muito mais eficiente investir em fermentação de precisão do que em fazendas de jumentos. Em um galpão com biorreatores, é possível produzir uma quantidade muito maior de proteína com menos insumos”, explica Carla Molento, coordenadora do projeto na UFPR.
Com a conclusão das etapas de sequenciamento e preparação do DNA, a equipe entra agora na fase de viabilidade técnica. O objetivo é apresentar, até dezembro de 2026, a "prova de conceito" com a produção das primeiras miligramas de colágeno integralmente obtido em laboratório.
A professora Melina Fachin, filha do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de uma cusparada e de agressões verbais ao sair, na última sexta-feira (12), do prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A professora é diretora do Setor de Ciências Jurídicas da Federal do Paraná.
Segundo relato feito por Marcos Gonçalves, marido de Melina Fachin, um homem teria se aproximado da professora sem se identificar, lhe deu uma cusparada e a chamou de “lixo comunista”.
“Essa violência é resultado direto do discurso de ódio promovido por setores da extrema direita, que buscam eliminar tudo o que consideram diferente”, escreveu Gonçalves.
Em nota, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) informou que está analisando a agressão sofrida pela professora Melina Fachin, e que realizará uma reunião nesta terça (16).
“A UFPR analisa a situação ocorrida com a professora Melina Fachin na última sexta-feira (12/9). Ela será debatida em reunião do Conselho de Planejamento e Administração (Coplad) da universidade na próxima terça-feira (16/9)”, diz a nota da universidade.
O Conselho Federal da OAB, junto à sua Comissão Nacional de Direitos Humanos, em nota nesta segunda (15), manifestou solidariedade à professora e advogada pela agressão sofrida. A entidade disse repudiar “veementemente o episódio”.
“O episódio afronta valores essenciais da vida democrática. A democracia exige o respeito às liberdades, ao pluralismo e à convivência pacífica, sobretudo no espaço acadêmico, que deve ser preservado como ambiente de diálogo e de construção do conhecimento — jamais como palco para violência, intolerância ou tentativas de silenciamento”, disse a OAB.
Os professores da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná também saíram em defesa da diretora do Setor de Ciências Jurídicas da instituição. O grupo manifestou solidariedade à colega e reafirmou que a convivência democrática deve orientar a universidade e toda a sociedade.
“Divergências políticas e ideológicas são legítimas, mas nunca podem justificar agressões ou intimidações”, diz um trecho da nota dos professores.
Formada em direito em 2005 pela UFPR, Melina tem pós-graduações em universidades renomadas na França e em Portugal, além de mestrado e doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), concluídos em 2013. Ela trabalha como professora do curso de direito na UFPR desde 2012 e assumiu a direção da faculdade em 2021.
Além de sua atuação acadêmica, Melina tem forte atuação na área do Direito Constitucional e dos Direitos Humanos, sendo também advogada e sócia da Fachin Advogados Associados, escritório de seu pai. Ela é membro do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho Permanente de Direitos Humanos do Estado do Paraná, da Comissão de Direitos Humanos do Paraná e do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) da OAB do Paraná.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) informou, nesta segunda-feira (1º), que revogou os títulos de doutores “honoris causa” dos ex-presidentes do golpe e ditadura militar Humberto de Alencar Castelo Branco, Artur da Costa e Silva e Ernesto Geisel. O ato um dia depois que o golpe de 1964 completou seis décadas.
O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, explicou através das redes sociais, que a revogação é uma iniciativa necessária diante dos acontecimentos durante o período militar no Brasil.
“Revogar os títulos de doutores honoris causa dados aos presidentes da República da época da ditadura militar brasileira que na época ditatorial eram chefes de estado e de governo, chefes supremos das Forças Armadas, articuladores e executores centrais das políticas de repressão e do terror de Estado, condutores de regimes de força que levaram adiante horrores, torturas, mortes e supressão de direitos, de liberdades e da própria democracia parece que é medida necessária para uma instituição como a Universidade Federal do Paraná”, afirmou Ricardo.
O reitor apontou ainda que a “instituição renovou hoje seu compromisso com a democracia, com a memória, com a verdade, com a justiça, com o presente e com o futuro”.
A medida foi decretada após uma reunião de pouco mais de duas horas e meia. O ato foi estabelecido por meio de votação.Conforme informações publicadas pela universidade, via CNN, o primeiro título foi entregue a Castelo Branco no dia 31 de julho de 1964.
Já o título para Costa e Silva foi agraciado em 18 de setembro de 1968. Geisel recebeu a honraria em 13 de janeiro de 1976, mas só foi entregue para o penúltimo presidente do período militar em 1981. O reitor, que relatou o processo, pontuou ainda que “não pode deixar de respeitar continuamente o passado na sua real espessura e deve a cada momento se vacinar contra as ‘artimanhas da memória’ que ainda hoje atuam para distorcer, para deturpar, para desinformar”.
O deputado federal cassado e ex-procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo-PR), teve uma palestra marcada para esta sexta-feira (17) na Universidade Federal do Paraná (UFPR) cancelada. O cancelamento veio após pressão do movimento estudantil da instituição onde Dallagnol se formou.
Ele iria ministrar um painel com o tema “A Liberdade de Expressão e Combate à Corrupção”, no auditório nobre da instituição. Pelas redes sociais, Deltan Dallagnol afirmou ter sido “censurado”.
Em nota, também publicada nas redes sociais, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) diz que depois de ter tomado conhecimento da “palestra organizada por um grupo de extrema-direita”, mobilizou o movimento estudantil organizado e todo o campo progressista da instituição para um ato contra a ida do lavajatista para a UFPR.
Após pressão do movimento estudantil, a direção do Setor de Ciência Jurídicas da UFPR retirou a reserva do auditório e impediu a realização do evento. “Essa é mais uma vitória do movimento estudantil e todo o campo progressista, democrático e popular da nossa instituição. Continuemos atentos! Aqueles que diariamente atacam as instituições públicas de ensino amam utilizá-las de palanque político para espalhamento do ódio”, celebrou o DCE.
São 83 autores, sendo sete deles baianos. O estado é representado pelos bancários Manoel Meneses e Elísio Pacheco, o advogado Ricardo José Martins, a enfermeira Samantha Pereira, a bióloga Deyna Arêas e as professora Ione Cabral e Luci Zorgetz. "Com este livro, pretendemos adensar o debate e esclarecer alguns pontos discordantes, servindo como um contraponto à mídia convencional”, defende a organizadora do livro Cleusa Slavieiro. O prefácio da obra é assinado pelo argentino Adolfo Esquivel.
SERVIÇO:
O quê: Livro Crônicas da resistência 2016 – Narrativas de uma democracia ameaçada
Quem: Autores brasileiros - Editora ComPactos
Quando: dia 28 de julho, às 18h
Onde: Teatro da Reitoria UFPR
Valor: Livro – R$ 30
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.