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trafico internacional de armas
Um dos principais réus da Operação Dakovo foi extraditado da Argentina para o Brasil nesta quarta-feira (9). Apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como chefe de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de armas, ele responde a uma ação penal em andamento na Justiça Federal na Bahia.
De acordo com a denúncia do Gaeco/MPF, o empresário é acusado de integrar e comandar o grupo responsável por 25 episódios de tráfico internacional de armamentos e 28 crimes de lavagem de dinheiro. Ele seria sócio-gerente de uma empresa paraguaia usada para importar armas da Europa e da Turquia, que depois eram introduzidas ilegalmente no território brasileiro.
A investigação aponta ainda que armamentos adquiridos pela empresa foram apreendidos em diferentes estados do país. O esquema, segundo a acusação, envolvia vendedores, intermediários e militares paraguaios da Dirección de Material Bélico (Dimabel), que teriam facilitado procedimentos para beneficiar as operações.
O réu estava foragido desde a deflagração da Dakovo, em dezembro de 2023. Ele foi localizado pela Interpol em fevereiro de 2024, na cidade de Córdoba, na Argentina, onde permaneceu preso até a conclusão do processo de extradição. Inicialmente, ficará custodiado em Mato Grosso do Sul antes de ser encaminhado ao Sistema Penitenciário Federal.
A cooperação internacional segue como parte das investigações. O MPF acompanha 19 pedidos feitos pelo Gaeco, sendo 11 destinados ao Paraguai e oito à Argentina, para obtenção de provas, realização de depoimentos e cumprimento de atos processuais. Deflagrada após a apreensão de fuzis de origem croata em Vitória da Conquista, em 2020, a Operação Dakovo revelou uma rede que utilizava empresas de fachada e simulações comerciais para abastecer ilegalmente o mercado brasileiro.
Em dezembro de 2023, 28 pessoas foram denunciadas. Até o momento, sete sentenças de primeira instância condenaram 20 réus por crimes relacionados à organização criminosa, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. A ação envolvendo o empresário extraditado ainda tramita na Justiça Federal baiana.
Uma operação da Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão em Feira de Santana e Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. A ação apura o tráfico internacional de armas com objetivo de fazer chegar o material a facções criminosas. Conforme o G1, os investigados tiveram o bloqueio de bens no valor de R$ 10 milhões.
Além das cidades baianas, os mandados também são cumpridos em Foz do Iguaçu, no Paraná. Conforme a PF, a investigação começou no ano passado após a imprensa do Paraguai divulgar a apreensão de uma carga de 180 fuzis desmontados, no Aeroporto Internacional Guaraní, na região metropolitana de Ciudad del Este.
Depois, se descobriu que a carga clandestina tinha partido de um avião em Miami, nos Estados Unidos, e feito uma parada no aeroporto paraguaio. Por fim, a carga seria levada ao Rio de Janeiro (RJ). Ainda segundo informações, os investigados ainda tentaram enganar a fiscalização. Eles registraram o conteúdo da carga como outro tipo de produto e atribuíram a propriedade do material a uma pessoa que não tinha conhecimento do fato criminoso.
Os investigados vão responder pelos crimes de tráfico internacional de armas, comércio ilegal de armas de fogo, organização criminosa transnacional, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Atuam junto com a PF equipes da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI) da Embaixada dos Estados Unidos, da Adidância da Polícia Federal no Paraguai, além de outras entidades nacionais e internacionais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro".
Disse o senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT) ao responder as acusações de que teria recebido pagamentos mensais do Banco Master por supostas vantagens indevidas relacionadas à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia.