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Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

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O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

tom tavares

O que é MPB? Homenagem à Chiquinha Gonzaga mistura ritmos e gêneros, mas segue sem renovação
Foto: Reprodução / Instagram @gilbertogil

Um dia após a comemoração do Dia Nacional da Música Popular Brasileira (MPB), em 17 de outubro, o Bahia Notícias questiona: “O que é MPB?”. A pergunta permeou, por 38 anos, as aulas de História da Música Popular Brasileira da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e tiveram início com o mesmo debate sobre o que seria “Música Popular Brasileira”.

 

A pergunta também chegou a discussões entre artistas e internautas nas redes sociais, pode não ter uma resposta “certa”, mas para o professor de música da UFBA, Tom Tavares, é um conceito simples. 

 

“Eu considero que a Música Popular Brasileira é tudo em termos de música que é produzido no Brasil ou por brasileiros. A música é um produto. Não é que eu queira colocar isso de forma mercantilista, não, de maneira alguma. É que é um produto, verdadeiramente”, defendeu o músico. 

 

Ele conta que as respostas durante a “o que é MPB?” na sua aula variavam de aluno para aluno. Alguns respondiam samba, outros, maracatu ou até mesmo samba-reggae, mas, para o estudioso, se juntasse tudo estariam certos. 

 

O conceito ainda diverge do que as plataformas tentam emplacar nos serviços de música e streaming. A exemplo do Spotify, o segmento MPB é classificado como um “gênero” e suas playlists estão vinculadas, principalmente, aos artistas mais conhecidos de movimentos como o Rock, Bossa Nova e Tropicália, por volta dos anos 60 e 70. Na plataforma, uma série de playlists surgem com sucessos de cantores como Maria Bethânia e Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento e Erasmo Carlos.

 

 

“Canções que ajudaram a escrever a História da Música Popular Brasileira”, é o que diz a descrição. O mesmo acontece em outras plataformas populares como Apple e YouTube Music. Para Tavares, que também atuou como radialista por décadas, o termo MPB surge com o Festival de Música Popular Brasileira, um concurso anual de canções originais e inéditas criado em 1960, no Guarujá, em São Paulo. 

 

Foi através do festival que o país conheceu, em 1967, figuras como os baianos Gilberto Gil, que apresentou “Domingo no Parque” e Caetano Veloso, com “Alegria Alegria”. O festival ocorreu ininterruptamente de 1965 a 1969. Talvez por isso, as figuras como os baianos, além de nomes como Elis Regina, Chico Buarque e Nana Caymmi se tornaram referência do que ficou conhecido no imaginário brasileiro como MPB. 

 

A MAESTRINA BRASILEIRA
Mas a MPB vem antes mesmo dos festivais de música. A data foi instituído em 9 de maio de 2012, em decreto pela então presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PF), e homenageia da artista Chiquinha Gonzaga, nascida em 17 de outubro de 1847. Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro, fruto da união de José Basileu Neves Gonzaga, militar no Segundo Império, com a forra Rosa, filha de escravizada. 

 

Após passar por dois casamentos e três gravidezes, sempre mantendo a música como seu refúgio e agrado pessoal, Chiquinha passou a se dedicar plenamente a música na década de 1870. Compondo choros, músicas para teatro de variedades e atuando como regente, o sucesso chegou em 1899, com a marcha “Ó Abre Alas”. Chiquinha foi a fundadora, sócia e patrona da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), ocupando a cadeira n.º 1. Chiquinha Gonzaga faleceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro de 1935.

 


Foto: Reprodução / Acervo

 

Para Tom, Chiquinha possui uma importância para a música brasileira como instrumentista, compositora e também a pessoa que criou a primeira sociedade de arrecadação de direitos autorais no Brasil, a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat). “Ela foi uma pessoa que mandou ver, passou por cima de obstáculos, criados pela sociedade de então”, defendeu.  

 

“Ela foi, além de tudo, uma mulher que enfrentou todo o preconceito da sociedade, porque até então uma mulher se arriscar a fazer o que ela fez poderia sucumbir, né? Mas ela conseguiu, enfrentou e venceu essa sociedade preconceituosa do século, do começo do século XX (20)”, completou o professor. 

 

E A “NOVA MPB”?
Quando trazemos a discussão para a atualidade, nomes como Liniker, Anavitória, Lagum e os Gilsons despontam repetitivamente nas coletâneas de músicas. Para o professor, a denominação “Nova MPB” existe apenas em função do “marketing”. “É o marketing dizendo: ‘Ó, esses são os novos produtores de música popular brasileira’. O que não quer dizer que os demais não existam”, afirmou. 

 

 

No entanto, Tom alerta: “Você quer se classificar como novo, trate de fazer alguma coisa nova”, o que o professor admite não estar vendo ultimamente. Um dos fatores para essa falta de novidade seria a “ausência de autenticidade”. 

 

O que estes e outros artistas possuem em comum é um grande apelo a composição, referências da bossa nova, neo-soul e R&B, e as músicas mais melódicas. Inevitavelmente, fãs e consumidores os relacionam aos artistas mais velhos, criando correlações e até comparações. 

 

“Olha como a coisa é interessante: eles são os novos, mas a produção deles mira a produção dos velhos. Então, tem muita gente na Bahia que está produzindo ‘nova MPB’ na Bahia, mas tem como referência Caetano Veloso, Gilberto Gil, o tempo todo. Para a pessoa realmente produzir algo novo, ela tem que se desvincular desses grilhões”, explicou o músico.

 

Caso a “libertação” da música não ocorra, Tavares afirma que o que acontecerá será a “repetição do que já aconteceu”. “Parece coisa de IA. Parece coisa de Inteligência Artificial. Na verdade, a IA não produz nada novo. Ela apenas junta ideias de coisas que já aconteceram. Então, esses compositores estão agindo de maneira semelhante. Estão usando os mesmos signos musicais utilizados pelos seus ídolos”, completa.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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