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Adriano Sampaio
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Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

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Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

tjba mais juri

Justiça baiana possui mais de 19 mil processos “pendentes” de crimes contra a vida no Tribunal do Júri
Foto: CNJ

O estado da Bahia possui mais de 19 mil processos de crimes contra a vida “pendentes” de julgamento no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O número revela o maior congestionamento judicial do país em processos desse tipo. Os dados são do painel Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça, atualizados em 30 de junho deste ano.

 

Em resposta aos números, o Tribunal de Justiça da Bahia, que é um dos maiores do país, vem criando iniciativas para garantir o aumento da produtividade e a aceleração da tramitação de processos. O Bahia Notícias conversou com o juiz de direito Leonardo Carvalho Tenório de Albuquerque, coordenador do projeto “TJBA Mais Júri”.

 

O Tribunal do Júri é um mecanismo do Judiciário brasileiro que é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, ou seja, aqueles em que houve a intenção de matar ou o risco assumido de causar a morte. O mecanismo foi criado com base na premissa de assegurar a participação popular nos julgamentos e a garantia de que o suspeito seja julgado “por seus semelhantes”.

 

O tribunal é composto por um juiz de direito e por 21 jurados que são sorteados dentre os cidadãos. Os jurados sorteados compõem o conselho de sentença. O serviço do júri é obrigatório e qualquer “cidadão de notória idoneidade” maior de 21 anos pode ser escolhido.

 

Em todo o Brasil, são mais de 203.275 processos pendentes no Tribunal do Júri, sendo que cerca de 22 mil ações já foram julgadas este ano. Até o dia 30 de junho, a Bahia possuía exatamente 19.134 processos pendentes de julgamento no Tribunal do Júri, considerando a primeira e a segunda instâncias.

 


Infográfico elaborado pelo Gemini, com base nos dados do CNJ.

 

Além do TJ-BA, lideram os índices de pendências os tribunais de Pernambuco (TJ-PE), com 17,8 mil processos; do Rio Grande do Sul (TJ-RS), com 17,1 mil; e de São Paulo (TJ-SP), com 16,5 mil processos pendentes. Ao Bahia Notícias, o juiz Leonardo Albuquerque detalha o funcionamento das instâncias do júri, que operam de forma distinta aos demais setores da Justiça.

 

Ele explica que nem todos os processos de crimes dolosos contra a vida são levados ao júri: “O procedimento do júri é um procedimento bifásico. Ele tem uma primeira fase em que a tramitação se dá inteiramente com o juiz togado. Não tem o conselho de sentença ainda, em que se quer apurar se há indícios suficientes de autoria e materialidade para levar o processo a júri.”

 

“Para que seja levado um processo a júri, primeiro ele passa por uma instrução completa, com o Ministério Público (MP-BA), com a defesa, em que se verifica se há elementos mínimos para levar esse processo para o júri”, detalha o magistrado. Caso seja decretada a pronúncia do processo, o caso segue para a segunda fase, onde ocorre o júri, com o conselho de sentença.

 

Por outro lado, “se não há esses elementos mínimos, o processo pode ser extinto já nessa primeira fase, com a impronúncia.” “Por exemplo, quando o juiz verifica que não há esses elementos mínimos, ou até mesmo com uma absolvição sumária, quando já se verifica de logo que há situações que permitem a absolvição”, completa Leonardo.

 

Entre os processos do TJ-BA que constam no CNJ, mais de 14 mil são referentes ao crime de homicídio qualificado. Mais de 4 mil são considerados homicídios simples, cerca de 3.600 são homicídios tentados e mais de 800 seriam feminicídios. Vale destacar que as “categorias” parecem se sobrepor e mais de uma pode ser aplicada ao mesmo processo.

 

Para dar vazão aos quase 20 mil processos desse tipo na Corte, o Tribunal de Justiça da Bahia idealizou, em 2024, o projeto “TJBA Mais Júri”, instituído formalmente pelo Decreto Judiciário nº 788/2024. À frente da coordenação do projeto, o juiz Leonardo Albuquerque destaca que a iniciativa busca capitalizar a presença do júri nos municípios e regiões baianas.

 

“O projeto ‘TJBA Mais Júri’ é estruturado na Bahia em 18 regiões. Nós dividimos a Bahia em 18 regiões para esse fim. Cada região com algumas comarcas que estão territorialmente próximas ou em um mesmo ambiente territorial de influência”, elucida o gestor.

 

Albuquerque destaca que, para garantir esse formato de funcionamento, “cada regional tem um juiz coordenador regional que faz essa interlocução conosco [da coordenação geral] e com as unidades daquela região, e há também, nas regionais, juízes auxiliares.”

 

Com um contingente tão alto de processos, o projeto escolhe as ações a serem julgadas a partir de critérios de priorização com base nas Metas Nacionais do Poder Judiciário definidas pelo CNJ. Ao Bahia Notícias, o magistrado cita especialmente três metas que são relevantes para as definições dos processos a serem julgados a cada etapa do Mais Júri.

 

A primeira é a Meta 2, de processos antigos, que prevê a identificação e o julgamento dos processos mais antigos, de até 2022 ou 2023, acumulados nas diferentes instâncias e juizados. Já a Meta 8 do CNJ determina a priorização do julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

 

“Também são prioritários os processos de réus presos e também aqueles processos relativos a crimes contra crianças e adolescentes. Para além disso, o Mais Júri prioriza atuar nas unidades que não têm, no momento, um juiz titular atuando, então a gente chega para dar esse apoio”, esclarece o juiz Leonardo.

 

Para o coordenador do projeto, a análise de produtividade das unidades é parte importante da atuação do Mais Júri, que acaba funcionando como uma ferramenta de “aceleração” dos processos. “O Mais Júri é um plus. É um esforço concentrado que busca exatamente ampliar esse julgamento, então trabalha com redução de acervo, mas, mais do que isso, também trabalha com redução de tempo. A gente quer que os processos tramitem com mais celeridade”, ressalta.

 

Segundo Albuquerque, isso não significa que os processos não contem com todas as garantias necessárias. “A observância do devido processo legal é inegociável. Isso já é feito com regularidade. A gente atua dentro das garantias, dentro do devido processo, com respeito ao contraditório, respeito à defesa. O que há é um esforço concentrado com mais juízes atuando e com uma coordenação por trás gerindo e organizando essa atuação, inclusive com reforço de servidores”, garante.

 

Como a realização de um Tribunal do Júri exige a presença do Ministério Público (MP-BA), Defensoria Pública (DPE-BA) e advogados, o coordenador destaca que o “TJBA Mais Júri” faz parte do projeto Bahia pela Paz e articula essa rede de forma presencial e virtual.

 

“Então, essa relação com os advogados é bastante frequente, do ponto de vista presencial, mas também, eventualmente, em audiências remotas. Com as outras instituições, como o Ministério Público (MP-BA) e a Defensoria Pública (DPE-BA), nós temos um contato direto e frequente com as respectivas coordenações. Essas instituições também têm coordenadores. Há promotores e promotoras, defensores e defensoras que são coordenadores dessa competência do júri”, aponta.

 

“Eu considero que julgar é mais até do que o resultado em si do julgamento, como se julga, qual foi a pena aplicada, o tamanho dessa pena. Eu considero que é muito importante julgar e julgar com a celeridade que a Constituição exige”, define o juiz de direito.

 

Na Bahia, os novos processos do Tribunal do Júri seguem em uma crescente desde 2020, quando os números passaram a ser monitorados pelo painel do CNJ. Em 2020, no primeiro ano de contagem, foram 1.675 novos processos registrados no TJ-BA direcionados ao Tribunal do Júri, considerando a primeira e a segunda instâncias. Já em 2025, o número saltou para 2.724, um aumento de 62,6% em apenas cinco anos. Apenas nos primeiros seis meses deste ano, o número de novos processos chegou a 1.355 casos.

 

A litigância excessiva, ou seja, o grande número de processos, pode ser avaliada como um resultado direto dos índices de violência do estado. Considerando que o Tribunal do Júri julga os crimes dolosos contra a vida, esses delitos estariam incluídos no índice de Mortes Violentas Intencionais (MVI), indicador usado para monitorar homicídios e crimes letais no Brasil.

 

Segundo dados do Anuário de Segurança Pública de 2026, a Bahia é o estado que mais mata no Brasil. O estado registrou 5.473 casos de mortes violentas intencionais (MVI) em 2025 e ficou na 1ª posição do ranking nacional desse tipo de registro.

 

Apesar dos números, o juiz Leonardo Albuquerque diz que não considera o crescimento como algo “atípico”. “Não temos um crescimento atípico notado. De fato, a Justiça recebe anualmente mais e mais processos, o crescimento de demanda na Justiça é algo que tem sido verificado sempre pelo CNJ. Anualmente temos recebido mais processos, mas não é nada assim que eu classificaria como atípico nos anos recentes”, aponta.

 

Sobre os impactos do Mais Júri, que se encontra em sua 3ª edição, o magistrado aponta que eles são expressivos e já superam as metas estabelecidas. A primeira meta é a de analisar todos os processos com pronúncia. “Nós nos propusemos a analisar 100% desses processos e, aqui com a nossa equipe de servidores e de juízes, nós fizemos essa análise de 100% dos processos que tenham pronúncia registrada nos autos”, disse.

 

A segunda meta está relacionada ao tempo de tramitação dos processos. “Também atingimos a meta de reduzir em 10% o tempo médio de tramitação. Já reduzimos esse ano, então, o tempo médio de 2.300 para cerca de 2.100 dias, representando uma redução de 10% nesse tempo médio”, demonstra.

 

E, por fim, a terceira meta é realizar mais de 1.500 sessões do Mais Júri em 2026. “Já chegamos hoje a 1.071 sessões plenárias. No dia de hoje [segunda-feira, dia 31 de agosto] nós já apuramos 1.071 sessões. Estamos nos aproximando muito desse número, acredito que vamos superá-lo. O nosso objetivo é superar”, afirma.

 

Ao falar sobre a importância de dar celeridade aos processos do Tribunal do Júri, o coordenador do projeto diz que a ação não se trata de uma mudança de abordagem do tribunal, mas uma forma de reforçar a atuação para garantir que as famílias das vítimas e os suspeitos tenham o desfecho necessário.

 

“Atuando com velocidade, com a celeridade necessária, com a razoável duração do processo, a gente tenta aplacar essas percepções negativas, sociais, que podem existir, que são a sensação de impunidade e também a questão da família, o sentimento prolongado das famílias aguardando um julgamento. Então, julgar é importante, decidir esses casos e dar esse fechamento é muito relevante”, completa.

TJBA Mais Júri: dois homens são condenados a 30 anos de prisão por feminicídio na Bahia
Foto: Reprodução / TJ-BA

Em sessões realizadas na última semana pelo projeto TJBA Mais Júri, o Tribunal do Júri condenou dois homens à pena de 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de feminicídio em diferentes municípios baianos.

 

O primeiro crime julgado ocorreu no município de Cícero Dantas. Na ocasião, o réu Erivaldo Celestino Alves atacou a companheira com golpes de faca em um bar no centro da cidade, após a vítima se recusar a acompanhá-lo até a residência do casal.

 

O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, reconheceu a autoria e a materialidade do homicídio qualificado por três circunstâncias: feminicídio (crime praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino), motivo fútil e emprego de meio cruel.

 

Ao fixar a pena, a juíza Marina Torres valorou negativamente quatro circunstâncias judiciais, com destaque para as consequências do crime. A vítima deixou cinco filhos, sendo um deles menor de idade, o que causou severo impacto psicoemocional e social ao núcleo familiar.

 

O segundo julgamento foi conduzido pela Vara do Júri da Comarca de Jacobina, referente a um feminicídio praticado no município de Ourolândia. O réu perseguiu a vítima e a assassinou com golpes de arma branca.

 

Por maioria dos votos, os jurados acolheram a tese da acusação e reconheceram as qualificadoras de feminicídio, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

 

O assassinato deixou órfãs três filhas da vítima. Em trecho da sentença, o juiz Teomar Almeida de Oliveira ressaltou o profundo impacto familiar e econômico do crime:

 

"O réu ceifou a vida de uma mulher jovem, de apenas 43 anos de idade, em plena fase produtiva, a qual acabara de alugar um ponto comercial para empreender no ramo de bar, privando a família de seu sustento e convivência."

 

Projeto TJBA Mais Júri


As duas sessões integram a 3ª Edição do projeto TJBA Mais Júri, instituída pelo Decreto Judiciário nº 353/2026. A iniciativa tem como objetivo intensificar e ampliar a pauta de sessões do Tribunal do Júri em todo o Estado da Bahia, conferindo maior celeridade à tramitação de processos que apuram crimes dolosos contra a vida.

Cynthia Resende destaca ações do TJ-BA para aceleramento de processos de crimes contra à vida

A desembargadora e presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Cynthia Resende, destacou as ações da Corte baiana para acelerar o julgamento de processos “estacionados”. Na cerimônia de abertura do Mês Nacional do Júri e lançamento da Semana Nacional de Conciliação 2025, a representante do TJ-BA destacou a criação do “TJBA Mais Júri”, projeto que antecipa a preocupação do sistema judiciário em evitar a morosidade de processos nas Cortes brasileira. 

 

“[A preocupação] Não só agora, mas desde o ano passado, o Tribunal de Justiça da Bahia já criou o projeto TJBA Mais Júri e vem acelerando esse julgamento pelo Tribunal do Justiça em todas as comarcas do Estado da Bahia. Então em razão desse programa a gente já teve mais de 1.400 juros realizados somente este ano aqui no Estado da Bahia, com mais 600 que nós temos designados para agora, no mês de novembro”, disse a jurista. 

 

Cynthia alega que “nós teremos esse ano mais de 2.000 sessões”. “Comparando com o ano de 2022, nós tivemos apenas uma média de 180 sessões, [a ação] representa o esforço que o Tribunal de Justiça da Bahia está fazendo para garantir que as famílias que perderam seus parentes, as vítimas, possam ter a satisfação de ver a justiça funcionando”, destacou. 

 

A desembargadora destaca que ambas as ações, por se darem na atuação dos Tribunais de Juri, visam dar um retorno à sociedade sobre os crimes contra a vida. “Então, esse é o grande objetivo, essa grande resposta do Tribunal de Justiça da Bahia para as pessoas que clamam por justiça para as suas vítimas”, completa. 

No primeiro mês do “Mais Júri”, TJ-BA faz 200 julgamentos e ações pendentes do tribunal do júri vão para 15,6 mil
Foto: TJ-BA

Após a criação do projeto “TJBA Mais Júri” no início deste mês com o objetivo de intensificar as sessões do Tribunal do Júri (júri popular) no último trimestre de 2024, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) contabiliza a marca de 200 julgamentos desde o início do mês de outubro até agora. A meta da Corte é realizar 500 julgamentos até o final de dezembro. 

 

Com o movimento, segundo dados do Mapa Nacional do Júri elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a quantidade de ações pendentes no tribunal baiano caiu de 15.820 para 15.611. O TJ-BA ocupa o 4º lugar no ranking dos tribunais com maior concentração de processos pendentes de análise, com tempo médio total de oito anos e dois meses. 

 

Fonte: Mapa Nacional do Júri

 

O Tribunal do Júri é responsável pelo julgamento dos crimes dolosos contra a vida, como por exemplo feminicídio e homicídio. Para auxiliar no andamento do “TJBA Mais Júri”, o Ministério Público (MP-BA), a Defensoria Pública (DP-BA) e o Governo do Estado também atuam em conjunto com o tribunal. 

 

O TJ-BA explica que o projeto concentra os trabalhos em 25 unidades com maior volume de processos de competência do júri popular. Para tanto, foram selecionados 16 municípios com altos índices de violência: Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Camaçari, Candeias, Dias d’Ávila, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Salvador, Simões Filho, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.  

 

O planejamento das atividades prioriza demandas em que os réus já estejam presos, capacitações para os profissionais em gestão processual e medidas para evitar adiamentos dos trabalhos.  

 

No projeto, o Judiciário baiano disponibiliza o Salão do Júri, a alimentação aos jurados, a designação de magistrados auxiliares e o cumprimento de atos cartorários. O MP-BA fornece um promotor de Justiça; a DP-BA, um defensor público; e o Governo do Estado, segurança nos fóruns e transporte aos réus já reclusos.  

Projeto criado pelo TJ-BA vai “incrementar” quantidade de sessões do Tribunal do Júri nos últimos meses de 2024
Foto: TJ-BA

A realização de sessões do Tribunal de Júri ou júri popular na Bahia será intensificada nos últimos meses de 2024. Decreto publicado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) nesta quarta-feira (2) institui o projeto “TJBA Mais Júri” e um grupo de trabalho para atuar nas unidades judiciárias de competência para a realização dos julgamentos. 

 

Ao criar a ação, o tribunal baiano aponta que o objeto é “incrementar” a quantidade de sessões plenárias do Tribunal do Júri no último trimestre de 2024. A medida leva em consideração o Mês Nacional do Júri estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em todo mês de novembro, quando os tribunais brasileiros concentram esforços para priorizar o julgamento de crimes dolosos contra a vida. O projeto já foi apresentado no âmbito do Programa Bahia pela Paz, encabeçado pelo governo estadual. 

 

O TJ também considerou a redução da quantidade de processos pendentes nas unidades judiciárias com competência em Tribunal do Júri. 

 

Para o aumento do número de sessões serão adotadas algumas providências, como a análise do acervo para identificar os processos pendentes de designação da sessão plenária do júri; e a antecipação dos júris agendados para 2025, incluindo-os nas pautas dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2024. 

 

Ao grupo de trabalho, composto por magistrados e servidores, caberá efetivar o cumprimento dos atos cartorários determinados, realizar os atos de comunicação processual; e conduzir a realização das Sessões Plenárias do Júri designadas nas comarcas de Alagoinhas (1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais), Barreiras (Vara do Júri e Execuções Penais), Candeias (Vara Criminal), Itaparica (Vara Criminal, Júri, de Execuções Penais e Infância e Juventude), Santa Rita de Cássia (Vara Criminal, Júri e Execuções Penais), Senhor do Bonfim (Vara Criminal, Júri, de Execuções Penais e Infância e Juventude) e Vitória da Conquista (Vara do Júri). A atuação dos componentes do GT se dará de forma remota ou presencial, conforme natureza da atividade a ser desenvolvida. 

 

O Grupo Operacional de Magistrados tem 12 membros: 

 

  • Juíza Adiane Jaqueline Neves da Silva Oliveira, titular da 1ª Vara do Sistema dos Juizados Especiais de Itapetinga;

  • Juiz Bernardo Mário Dantas Lubambo, titular da 14ª Vara Criminal de Salvador; 

  • Juiz Gabriel Igleses Veiga, titular da Vara Criminal, Júri, de Execuções Penais e Infância e Juventude de Ipirá; 

  • Juíza Iasmin Leão Barouh, titular da Vara de Jurisdição Plena de Saúde; 

  • Juíza Ivana Pinto Luz, titular da Vara da Infância e da Juventude de Jequié; 

  • Juiz Luís Henrique de Almeida Araújo, titular da Vara do Júri, Execuções Penais e Medidas Alternativas de Jequié; 

  • Juiz Maurício Alvares Barra, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública de Barreiras; 

  • Juiz Mateus de Santana Menezes, titular da Vara Criminal, Júri, de Execuções Penais e Infância e Juventude de Remanso; 

  • Juiz Paulo Sérgio Ferreira de Barros Filho, substituto da Vara de Jurisdição Plena de Gentio do Ouro; 

  • Juiz Ricardo Guimarães Martins, titular da 1ª Vara do Sistema dos Juizados Especiais de Jequié; 

  • Juiz Rodrigo Souza Britto, titular da 5ª Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cíveis, Comerciais e Acidentes de Trabalho de Vitória da Conquista; 

  • Juiz Yago Daltro Ferraro Almeida, titular da Vara Criminal, Júri, de Execuções Penais e Infância e Juventude de Entre Rios.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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