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A diretoria do Corinthians calcula que o acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularização de débitos fiscais resultará em uma redução aproximada de R$ 200 milhões na dívida bruta total do clube, atualmente estimada em cerca de R$ 2,8 bilhões.
A negociação envolve uma dívida de R$ 1,2 bilhão com a União e prevê desconto de 46,6% sobre juros, multas e encargos. Com isso, o Corinthians pagará R$ 679 milhões ao longo de um período de dez anos.
Em comunicado oficial, o clube explicou que “parte desse desconto já existia na transação anterior, portanto a redução no passivo atual do clube será de aproximadamente R$ 200 milhões”.
De acordo com o último balancete divulgado, referente a novembro de 2025, o Corinthians possui uma dívida de R$ 2,151 bilhões. Ao somar os R$ 661 milhões relativos ao financiamento da Neo Química Arena, o montante chega a aproximadamente R$ 2,8 bilhões.
Ainda segundo o clube, o acordo representa um avanço no processo de reorganização financeira. “É um avanço relevante no processo de reestruturação financeira do clube, ao proporcionar maior previsibilidade ao fluxo de caixa e contribuir diretamente para a busca por saúde financeira e equilíbrio fiscal”, destacou o comunicado.
Com a formalização da negociação, o Corinthians informou que passa a reunir as condições necessárias para obter a Certidão Negativa de Débitos (CND), documento essencial para a regularidade institucional e ampliação de oportunidades administrativas e comerciais.
“Trata-se de uma conquista muito relevante para o Corinthians. É mais uma vitória fora de campo, que reforça nosso compromisso com a responsabilidade financeira e cria bases sólidas para um futuro mais previsível e sustentável”, afirmou o presidente do clube.
ENTENDA O ACORDO
O Corinthians fechou um acordo de transação tributária com a PGFN para quitar uma dívida considerada irrecuperável, formada ao longo de quase 20 anos. Do total de R$ 1,2 bilhão, R$ 1 bilhão refere-se a débitos não previdenciários, R$ 200 milhões a débitos previdenciários e R$ 15 milhões ao FGTS.
O pagamento será feito em 120 parcelas para os débitos não previdenciários e 60 parcelas para os previdenciários. Em relação ao FGTS, o clube optou pela modalidade oferecida pela Caixa Econômica Federal, com desconto superior a 30% e parcelamento em até 60 vezes.
Já os créditos de contribuição social serão quitados à vista, com desconto de 70%. A expectativa é que, com as parcelas mensais, a dívida renegociada seja integralmente quitada em até dez anos.
Como garantias do acordo, o Corinthians ofereceu os valores a receber da loteria Timemania e o Parque São Jorge, avaliado em R$ 602,2 milhões. A PGFN informou que irá acompanhar de perto o cumprimento dos termos, incluindo a manutenção da regularidade fiscal do clube.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.