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O tratamento da obesidade passa por um momento de grandes transformações. A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, o crescente interesse por peptídeos, saúde hormonal e performance trouxe novas possibilidades para a medicina, mas também levantou questionamentos sobre indicações, riscos e a busca por resultados cada vez mais rápidos.
É dentro desse cenário que o novo episódio do podcast Vida em Equilíbrio, apresentado por Andrea Cunha, propõe a discussão: o que representa um verdadeiro avanço da ciência e o que pode estar sendo transformado em modismo?
Para aprofundar o tema, Andrea recebe o Dr. Ian Branco, médico com atuação voltada à obesidade, emagrecimento, saúde metabólica, performance e qualidade de vida. Pós-graduado em Obesidade e Emagrecimento pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o médico também é palestrante, escritor e mentor de médicos em Inteligência Artificial.
Dr. Ian integra ainda o corpo clínico do Núcleo GA, em Salvador, onde desenvolve um trabalho que considera a saúde para além do número na balança, observando aspectos como metabolismo, composição corporal, sono, energia, hábitos e saúde hormonal.
Durante a entrevista, Andrea e Dr. Ian conversam sobre o impacto das canetas emagrecedoras no tratamento da obesidade, suas indicações e os cuidados necessários diante da crescente procura por esses medicamentos. A preservação da massa muscular durante o emagrecimento também ganha destaque, ampliando a discussão para a importância da composição corporal e não apenas da perda de peso.
Outro tema que vem despertando interesse são os peptídeos e as promessas relacionadas a emagrecimento, recuperação, performance e longevidade. O episódio discute o que já encontra respaldo científico e por que é necessário cautela diante de tratamentos que ganham visibilidade rapidamente, especialmente nas redes sociais.
A saúde do homem também ocupa espaço importante na conversa. Testosterona, disposição, composição corporal e performance entram em pauta, assim como um assunto ainda pouco discutido quando se fala em autoestima masculina: a queda de cabelo.
A entrevista também traz uma reflexão sobre até onde a busca por performance e longevidade representa cuidado com a saúde e quando pode se transformar em excesso ou medicalização.
Com atuação também na área de tecnologia, Dr. Ian aborda ainda o avanço da Inteligência Artificial na medicina, suas possibilidades para um cuidado mais individualizado e a importância de preservar a relação humana e a tomada de decisão compartilhada entre médico e paciente.
Com o tema “Canetas emagrecedoras, testosterona e peptídeos: ciência ou modismo?”, o novo episódio do Vida em Equilíbrio convida o público a compreender melhor algumas das principais discussões da medicina atual e a importância de fazer escolhas baseadas em informação, ciência e acompanhamento profissional.
O episódio no ar nesta segunda-feira (5), às 19h, no YouTube do Bahia Notícias. Confira:
Apesar do encarecimento substancial no valor no cipionato de testosterona, conhecido como Deposteron, o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes) conseguiu manter os atendimentos às pessoas transexuais sem grandes intercorrências. Segundo o Hupes, os pacientes da unidade na verdade não foram afetados pelo aumento de mais de 400% nos medicamentos.
Ao Bahia Notícias, o hospital informou que continuou fornecendo os hormônios para os pacientes em tratamento. O Hupes contou que o medicamento que está sendo utilizado no momento é o Hormus, que precisa de quatro injeções ao ano, enquanto o Deposteron é utilizado uma vez a cada quatro semanas.
“Nossos pacientes adultos não sofreram com o aumento de preço da Deposteron, pois nós conseguimos continuar fornecendo a testosterona. No momento, estamos fornecendo o Hormus, uma testosterona de longa duração com apenas 4 injeções por ano. Isso gera um maior conforto aos usuários. Os bloqueadores androgênicos também são fornecidos regularmente pela farmácia do Hupes às mulheres trans e travestis acompanhadas aqui”, disse o Hupes.
O crescimento elevado da substância ocorreu devido uma liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que permitiu à farmacêutica brasileira EMS reajustar o valor de comércio do medicamento Deposteron, que é de fabricação própria.
Lembrando que, para 2022, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabeleceu ajuste máximo de 10,89% nos preços de produtos farmacêuticos, seguindo os índices de inflação do ano retrasado.
O medicamento também é utilizado para tratamentos de casos de hipogonadismo masculino, doença relacionada ao mau funcionamento dos testículos que causa deficiência de testosterona.
ATENDIMENTOS NO HUPES
O Hospital Universitário afirmou que, apenas em 2022, recebeu 111 novos pacientes na unidade de saúde, sendo 77 adultos e 34 adolescentes. A clínica possui acompanhamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e oferece diversas especialidades aos pacientes transexuais.
“Em 2022, foram acolhidos 77 novos pacientes adultos e 34 novos adolescentes. Temos mais 185 adultos e 20 adolescentes em acompanhamento regular. É oferecido aos pacientes atendimento de enfermagem, endocrinologia, ginecologia, psicologia e psiquiatria. O paciente também pode ser encaminhado para qualquer outra especialidade do hospital em caso de necessidade”, afirmou o Hupes.
Apesar de receberem pacientes adolescentes, a unidade informou que não realiza a aplicação hormonal em menores de idade, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. “É importante frisar que não fornecemos medicamentos para os adolescentes, pois eles não são contemplados pela Portaria do Ministério da Saúde que fornece o recurso para as medicações voltadas ao processo transexualizador”.
Para ser atendido na unidade, basta ir até o local e agendar um atendimento inicial com a enfermeira do Ambulatório Transexualizador. Assim, o paciente fará a consulta com um especialista em endocrinologia, caso queira ter um acompanhamento hormonal. O Hupes ressaltou que há fila de espera para os atendimentos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.