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A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou, nesta terça-feira (25), a falência da Oi, antiga gigante do setor de telecomunicações. A decisão ocorre após uma série de tentativas de recuperação financeira da companhia, que enfrenta uma crise há mais de uma década.
A falência já havia sido determinada em novembro de 2025 pela 7ª Vara Empresarial do TJ-RJ, mas a medida acabou suspensa após recursos apresentados por bancos. A situação financeira da empresa se agravou depois que a Oi não conseguiu concluir a venda de seus últimos ativos. A decisão anterior apontava insolvência técnica e patrimonial, além de um patrimônio considerado esvaziado.
Na época, a companhia acumulava aproximadamente R$ 1,7 bilhão em dívidas com fornecedores que ficaram fora da recuperação judicial, enquanto registrava receita mensal de cerca de R$ 200 milhões. A crise também afetou a prestação de serviços. No mês passado, fornecedores chegaram a suspender contratos considerados essenciais para o funcionamento de serviços de internet e telefonia fixa em diferentes cidades do país.
Outro reflexo ocorreu no quadro de funcionários. Na semana passada, a Oi fechou um acordo com sindicatos para a demissão de 60% dos trabalhadores. As verbas rescisórias foram previstas em 10 parcelas. Antes dos cortes, a empresa mantinha cerca de dois mil empregados.
Com votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (8) o projeto de lei que aumenta a pena pelo furto ou roubo de cabos, fios e equipamentos relacionados à geração de energia elétrica e telecomunicações. Os deputados rejeitaram as emendas que haviam sido aprovadas no Senado, e agora o projeto segue para sanção presidencial.
De acordo com o texto aprovado na Câmara, a pena por furto de cabos, fios e equipamentos relacionados à geração de energia elétrica passará de reclusão de 1 a 4 anos para 2 a 8 anos, envolvendo também materiais ferroviários ou metroviários. Para o roubo desses bens, a pena de reclusão de 4 a 10 anos será aumentada de 1/3 à metade.
A reclusão de 2 a 8 anos será aplicável também quando o furto for de quaisquer bens que comprometam o funcionamento de órgãos da União, estado, município ou estabelecimentos públicos ou privados que prestem serviços públicos essenciais. Caso ocorra roubo desses bens, a pena de reclusão de 4 a 10 anos passa para reclusão de 6 a 12 anos.
Nesses casos, os aumentos de pena envolvem vários outros tipos de serviços, como saneamento básico ou transporte. O projeto também possui um dispositivo para suspender obrigações regulatórias das concessionárias e extinguir processos administrativos quando o fato decorrer das situações de furto de cabos, conforme regulamento.
O texto apresentado pelo relator, deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), aumenta ainda a pena para o crime de receptação de fios, cabos e equipamentos tratados no projeto. A receptação envolve ações como comprar, guardar, ocultar ou vender o material. A pena variável de 1 a 8 anos será aplicada em dobro, conforme se tratar de receptação simples ou qualificada.
Quanto ao crime de interromper serviço de telecomunicação, impedir ou dificultar seu restabelecimento, atualmente com pena de detenção de 1 a 3 anos, o projeto aprovado pela Câmara prevê a aplicação em dobro se isso ocorrer por causa da subtração, dano ou destruição de equipamentos na prestação desses serviços.
Dois homens foram presos em flagrante pelas Polícias Militar e Civil ainda na tarde desta quinta-feira (09) enquanto furtavam cabos de fibra óptica da central da operadora OI, localizada ao lado do Hospital Municipal da cidade de Valente, no nordeste baiano.
Segundo a polícia ao Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, a dupla utilizava um veículo Meriva de placa JPW7H36 para cometer o crime. Os indivíduos tentavam se passar por técnicos de telecomunicações, isolando a área com cones de sinalização e retirando cerca de 130 metros de cabos. A intenção era vender o material furtado na capital baiana.
A ação foi em meio a uma abordagem policial, além dos cabos, foram encontrados no veículo ferramentas utilizadas para o crime, uma porção de substância análoga à cocaína, relógios, celulares e dinheiro.
Os suspeitos e todo o material apreendido foram encaminhados para a delegacia local, onde foram autuados em flagrante. A Polícia Civil investiga a origem dos materiais e se a dupla possui envolvimento em outros crimes.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ana Paula Matos
"Você tem um governo do estado que está dizendo que todas as cidades, todos os prefeitos não estão cuidando da saúde? De quem é o problema? Ou tem algo errado aí?"
Disse a vice-prefeita de Salvador e ex-secretária de Saúde, Ana Paula Matos ao rebater as críticas feitas pela oposição sobre a falta de leitos nos hospitais públicos da capital baiana e a falta de hospitais com “demanda aberta”, aqueles que atendem casos de urgência e emergência mediante necessidade.