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Policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão em Caraíbas, no Sudoeste baiano, em uma operação contra a compra de votos. Dois dos alvos seriam funcionários da prefeitura da cidade. As ações são realizadas na manhã desta sexta-feira (4).
Segundo a Polícia Federal (PF), a investigação teve início com uma denúncia envaida ao Ministério Público Eleitoral (MPE). Conforme a acusação, que inclui áudios, uma suposta servidora pública da prefeitura de Caraíbas oferece R$ 800 a um eleitor para que ele votasse em certo candidato a prefeito.
Ela também prometia, caso o candidato vencesse as eleições, um emprego para o eleitor. Ainda segundo a “Operação Compra de Voto”, nos áudios é possível ouvir que o acordo previa o pagamento ao eleitor em duas parcelas de R$ 400.
A suposta servidora da prefeitura ainda diz que, caso o eleitor soubesse de outras pessoas interessadas, também poderia indicar a ela. Os interlocutores comentam também sobre o fornecimento de combustível e pagamento de passagens para que eleitores residentes em outras cidades se dirijam até Caraíbas para votar.
Em Caraíbas dois candidatos disputam a prefeitura: Clóvis Meira (PSD), apoiado pelo prefeito em segundo mandato Jones Coelho (PSD); e Renato Lima dos Santos, o Renatinho (PP)
Ainda segundo a PF, há indícios do envolvimento de outro servidor da prefeitura, em desfavor de quem foi cumprido um dos mandados de busca, que supostamente também estaria negociando com eleitores os valores para compra dos votos.
A PF informou que as condutas investigadas são crimes de compra de votos, que prevê pena de até quatro anos de reclusão e pagamento de multa; e captação ilícita de sufrágio, com pena de multa e de cassação do registro ou do diploma.
O material apreendido será analisado e a investigação segue em curso para apurar se há outros agentes nos fatos delituosos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.