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A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 teve forte presença brasileira e momentos marcantes protagonizados pela delegação do país. O desfile do Brasil foi liderado pelo esquiador Lucas Pinheiro e pela sledder Nicole Silveira e ocorreu de forma inédita em quatro sedes diferentes: Milão, Cortina D’Ampezzo, Predazzo e Livigno.
???? É O BRASIL DO BRASIL! Delegação brasileira na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno. #NevouNaGlobo pic.twitter.com/ENfc2PY4Ud
— SB (@SeriesBrasil) February 6, 2026
A passagem brasileira chamou atenção pela quebra de protocolo e clima descontraído, com direito a dancinha e gestos simbólicos durante o desfile. Além dos atletas, a ginasta Rebeca Andrade também participou da cerimônia ao carregar a bandeira olímpica no Estádio San Siro, em Milão, a convite do comitê organizador local.
Welcome back, Olympians! Eliud Kipchoge, Rebeca Andrade, Cindy Ngamba and Pita Taufatofua are among the bearers of the Olympic Flag ????#MilanoCortina2026 | #OpeningCeremony pic.twitter.com/si0eSzgbxF
— The Olympic Games (@Olympics) February 6, 2026
A edição de Milão-Cortina 2026 marca o início dos Jogos em que o Brasil chega com expectativa real de medalha inédita em Olimpíadas de Inverno. Lucas Pinheiro, do esqui alpino, é considerado um dos principais candidatos ao pódio após uma temporada de destaque na Copa do Mundo da modalidade. Nicole Silveira, no skeleton, e o snowboarder Pat Burgener também aparecem entre os atletas com chances de bons resultados.
No Estádio San Siro, também conhecido como Giuseppe Meazza, Lucas Pinheiro entrou com a bandeira brasileira ao lado da esquiadora de cross country Bruna Moura. Durante o desfile, Lucas entregou a bandeira à companheira de equipe, em um gesto que simbolizou superação e emocionou o público.
Bruna Moura faz sua estreia em Jogos Olímpicos após enfrentar uma sequência de adversidades. Em 2022, sofreu um grave acidente de carro dias antes do embarque para os Jogos de Pequim. No ano seguinte, teve que lidar com uma toxoplasmose que a afastou das competições por quase um ano e provocou a perda de cerca de 25% da visão. A dupla foi acompanhada por Emilio Strapasson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) e chefe da missão brasileira.
Já em Cortina D’Ampezzo, a delegação brasileira entrou em clima de festa. Liderados por Nicole Silveira, os atletas do bobsled Edson Bindilatti, Luís Bacca, Rafael Souza, Davidson de Souza e Gustavo Ferreira protagonizaram uma dancinha durante o desfile, arrancando sorrisos e aplausos.
Nas outras sedes, o Brasil também esteve representado. Em Predazzo, Eduarda Ribera e Manex Silva desfilaram ao lado dos oficiais Caio Freixeda, treinador, e Tatiana Freira, chefe da equipe. Em Livigno, os snowboarders Pat Burgener e Augustinho Teixeira representaram o país com direito a manobras acrobáticas, incluindo um mortal durante a apresentação.
As piras olímpicas foram acesas por lendas do esqui alpino italiano: Alberto Tomba e Deborah Compagnoni, em Milão, e Sofia Goggia, em Cortina D’Ampezzo, encerrando a cerimônia de abertura com homenagens à história do esporte de inverno na Itália.
O snowboard brasileiro alcançou uma marca inédita nesta sexta-feira. Em sua primeira competição defendendo o Brasil, Pat Burgener terminou em quarto lugar na etapa de Secret Garden, na China, e registrou o melhor resultado do país no snowboard halfpipe em Copas do Mundo. O rider somou 81,25 pontos em sua segunda descida, desempenho que o colocou muito próximo do pódio — apenas 7,75 pontos atrás do japonês Hirano Ruka. Ayumu Hirano garantiu o ouro, seguido por Yuto Totsuka, completando um pódio inteiramente japonês.
Nas redes sociais, Burgener celebrou o feito e destacou o simbolismo da estreia: "Competindo pela primeira vez sob a bandeira do Brasil, eu nunca imaginei levar o país tão alto no ranking, mas conseguimos. Sou muito grato a todos que acreditam em mim, ao meu treinador Boris e a todo o time da CBDN."
Aos 31 anos, o atleta nascido na Suíça e filho de mãe brasileira já havia construído carreira sólida representando o país europeu. Ele conquistou bronzes nos Mundiais de 2017 e 2023, além de resultados expressivos nas duas últimas Olimpíadas — quinto lugar em PyeongChang 2018 e 11º em Pequim 2022.
A mudança de nacionalidade esportiva foi anunciada oficialmente em junho pela Swiss-Ski, que reconheceu a importância do atleta e desejou êxito no novo ciclo. Segundo Burgener, a migração faz parte da sua preparação para tentar vaga em Milão-Cortina 2026.
O snowboard, conhecido como o “surfe da neve”, envolve descidas em pranchas por encostas preparadas ou naturais. No halfpipe, modalidade disputada na China, os competidores utilizam as paredes de uma estrutura em formato de “U” para executar manobras aéreas de alta complexidade.
A Copa do Mundo segue no início de 2026, com a próxima parada marcada para Calgary, no Canadá, no dia 2 de janeiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.