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shopping busca vida
A empresária Andréia Alencar, residente em Cruz das Almas, tem enfrentado uma longa batalha judicial desde 2015 após adquirir uma sala comercial no Shopping Busca Vida, que até hoje não foi entregue. Além disso, a construtora que havia assumido o projeto se declarou inativa, deixando os compradores sem qualquer tipo de resposta ou solução.
Andréia explica que adquiriu a sala comercial no terceiro pavimento do shopping, no valor de R$ 100 mil, pagando uma entrada de R$ 35 mil. A previsão era de que o imóvel fosse entregue em 2015, mas até o momento, a obra não foi concluída, e a sala nunca foi entregue. A empresária relatou que, perto do prazo final de entrega da sala, a empresa responsável pela construção passou a chamar os compradores para uma negociação de "repactuação de dívida", mesmo aqueles que já haviam quitado as parcelas acordadas.
"A obra não foi concluída, as lojas comerciais ainda não estavam prontas, e, mesmo assim, imóvel foi vendido. Paguei a entrada, e depois deveria financiar o restante, mas o imóvel nunca foi entregue", contou a empresária.
Ela afirma que tem procurado diversos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, Procon e a Justiça, sem obter respostas concretas. "Os processos têm sido longos, e a cada tentativa de solução, sou redirecionada para novos órgãos, sem que nada seja resolvido", lamenta.
"Eu não sou rica, mas investi meu dinheiro com esperança. Acredito que a única maneira de resolver esse problema é expondo a situação, para que outros compradores não passem pelo que estou passando", desabafa.
Na época em que comprou o imóvel, a empreendedora trabalhava no Polo Petroquímico, mas, tinha o desejo de ser autônoma. Perto do prazo de entrega, Andréia deixou seu emprego e se mudou para mais perto do shopping para poder “se organizar melhor”.
“Imagina ganhar de dois a três salários mínimos e pagar R$ 35 mil. Eu vou ter que queimar pneu na frente do shopping para ver se alguém chega para poder ver oque está acontecendo?”, questionou.
Parte da construção do shopping foi financiada pela Desenbahia “após minuciosa análise da viabilidade econômica financeira do empreendimento”. No entanto, depois que as obras não foram concluídas e “com a crise econômica brasileira, muitos empreendimentos antes considerados viáveis tornaram-se deficitários”.
“Ao final de 2017, os empreendedores do Shopping, LULI Patrimonial LTDA e a LRL Engenharia LTDA, deram em pagamento à Desenbahia uma fração ideal de 77% do Shopping Busca Vida, equivalente a três pavimentos do imóvel, em troca da quitação da dívida remanescente".
Após tomar conhecimento da situação legal, administrativa, física e financeira do Shopping Busca Vida, a agência de fomento notou a elevada ociosidade e o alto valor de despesas operacionais do equipamento. “Por estes motivos, a Desenbahia promoveu a denúncia dos contratos de locação firmados entre os lojistas e os construtores do bem, da forma como estipula o art. 8º da Lei 8.245/91”.
“O objetivo e obrigação da agência de fomento é recuperar os recursos públicos aplicados no financiamento, para utilizá-los em novas operações que ajudem a desenvolver a economia do estado”, explicou o órgão na época.
Para reaver os investimentos, a pasta realizou o primeiro Leilão da parte do imóvel que lhe pertence, cumprindo, obviamente, os trâmites legais aplicáveis aos leilões. No entanto, o leilão foi declarado "deserto" por diversas vezes, ou seja, sem interessados.
Na décima tentativa de recuperar o investimento, em outubro 2023, a Desenbahia realizou outra edição do leilão e, segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias na época, uma faculdade de medicina teria se interessado, porém o acordo não conseguiu ser selado. No espaço, todavia, já é possível identificar que o shopping iniciou obras para retomar as atividades.
Até o momento, para a empresária, o processo continua sem uma solução definitiva, e a ela aguarda um retorno das autoridades para finalmente ver seu direito de propriedade respeitado.
A Desenbahia, Agência de Fomento do Estado da Bahia, segue em busca de um comprador para o Shopping Busca Vida, localizado em Vila de Abrantes, em Camaçari. Em mais uma tentativa de vender o local de área bruta locável de 5.480,43 m², mais um leilão foi aberto.
O encerramento de ofertas ocorre a pouco mais de um mês, no dia 9 de maio. O último leilão aconteceu em setembro de 2023, mais uma vez com o resultado "deserto". Sem interessados, o espaço que possui três pavimentos, área de estacionamento e manteve o lance mínimo no novo leilão no valor de R$ 15 milhões. Informações obtidas pelo Bahia Notícias deram conta que uma faculdade de medicina teria se interessado, porém o acordo não conseguiu ser selado.
O projeto foi iniciado em 2013. No entanto, a partir de 2015, as obras do Shopping não foram totalmente concluídas, sendo que, de um total previsto de 90 lojas, menos de 20 estiveram em funcionamento. Ao final de 2017, os empreendedores do shopping, LULI Patrimonial LTDA e a LRL Engenharia LTDA, deram em pagamento à Desenbahia uma fração ideal de 77% do Shopping Busca Vida, equivalente a três pavimentos do imóvel, em troca da quitação da dívida remanescente.
A Desenbahia não é administradora de shoppings e tem vedação legal para manter em sua propriedade bens recebidos como pagamento de dívidas. Após a lavratura da escritura que formalizou o recebimento do imóvel, a agência tomou conhecimento da situação legal, administrativa, física e financeira do Shopping Busca Vida.
Não foi desta vez que o Shopping Busca Vida, localizado em Vila de Abrantes, em Camaçari, foi arrematado em leilão. O certame ainda segue buscando, de acordo com a Desenbahia, "recuperar os recursos públicos aplicados no financiamento, para utilizá-los em novas operações".
O leilão nº 04/2023, realizado no último dia 28, "resultou deserto", sem o interesse de aquisição. A confirmação do resultado da licitação se deu no diário oficial da Bahia, com a homologação do resultado. É a décima tentativa de realizar a venda do espaço, sem sucesso.
Com área bruta locável de 5.480,43 m², três pavimentos, área de estacionamento, teve lance mínimo neste leilão o valor de R$ 15 milhões. Informações obtidas pelo Bahia Notícias deram conta que uma faculdade de medicina teria se interessado, porém o acordo não conseguiu ser selado.
O projeto foi iniciado em 2013. No entanto, a partir de 2015, as obras do Shopping não foram totalmente concluídas, sendo que, de um total previsto de 90 lojas, menos de 20 estiveram em funcionamento. Ao final de 2017, os empreendedores do shopping, LULI Patrimonial LTDA e a LRL Engenharia LTDA, deram em pagamento à Desenbahia uma fração ideal de 77% do Shopping Busca Vida, equivalente a três pavimentos do imóvel, em troca da quitação da dívida remanescente.
A Desenbahia não é administradora de shoppings e tem vedação legal para manter em sua propriedade bens recebidos como pagamento de dívidas. Após a lavratura da escritura que formalizou o recebimento do imóvel, a agência tomou conhecimento da situação legal, administrativa, física e financeira do Shopping Busca Vida.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.