Artigos
O Espectro Invisível das Pesquisas
Multimídia
Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
servidor condenado
Um servidor público do Distrito Federal (DF) foi condenado a pagar o equivalente a 40 salários mínimos, cerca de R$ 65 mil, por injúria racial contra o influenciador baiano Jefferson Costa Santos. Proferida na última terça-feira (28), em julgamento cível, a decisão foi divulgada nesta sexta-feira (1°).
Segundo a TV Bahia, a ação por danos morais foi movida por Jefferson e o companheiro dele, Emerson Bruno Silva Costa, também influenciador digital. Juntos, eles somam mais de 240 mil seguidores nas redes sociais. O réu foi identificado como Luciano Lyra Cavalcante.
Mesmo após ser citado pela Justiça, ele não compareceu aos atos do processo nem apresentou defesa, sendo julgado à revelia. Até a última atualização, não houve retorno da defesa do condenado.
De acordo com a ação, as ofensas começaram a partir de interações frequentes do réu com Emerson nas redes sociais, inicialmente com elogios e mensagens consideradas invasivas. Com o tempo, os contatos evoluíram para manifestações de ciúmes e hostilidade em relação ao relacionamento do casal, culminando em ataques de cunho racista e classista direcionados a Jefferson.
Ainda segundo os autos, o acusado utilizou mensagens e emojis para associar Jefferson a um animal, além de fazer comentários que remetiam à subalternização de pessoas negras, sugerindo que ele deveria exercer funções de servidão. O processo também indica que, após um suposto flerte não correspondido, as agressões se intensificaram, incluindo expressões ofensivas de cunho racial e ataques ao companheiro por defender a vítima.
O casal relatou abalo emocional, constrangimento e sofrimento psicológico. O processo tramitou na Justiça da Bahia e teve decisão unânime em segunda instância. Inicialmente, o réu havia sido condenado ao pagamento de R$ 3 mil.
Após recurso do casal, a 5ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça da Bahia elevou o valor da indenização para o montante solicitado. O julgamento foi relatado pela juíza Eliene Simone Silva Oliveira, com participação das magistradas Ana Lúcia Matos e Mariah Fonseca.
Durante o voto, a relatora mencionou experiências pessoais relacionadas ao racismo no exercício da magistratura e destacou a necessidade de enfrentamento desse tipo de conduta. O processo julgado é de natureza cível, voltado à reparação por danos morais.
A apuração criminal segue em andamento na Delegacia Especializada de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Decrin). Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).