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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

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Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

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Dino se reúne com secretários de Segurança e diz que propostas da área vão para Congresso em fevereiro
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse nesta quinta-feira (26) que o governo federal deve enviar ao Congresso Nacional um pacote medidas com propostas voltadas para a segurança pública do país. A informação foi dada durante abertura de uma reunião com secretários de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal.

 

"Nós temos também o desafio atinente aos crimes contra o estado democrático de direito. Nós temos algumas propostas que nós estamos ofertando ao debate. O presidente Lula, quando considerar oportuno, vai encaminhar ao Congresso Nacional, provavelmente no mês de fevereiro, para que haja o exame de algumas situações, abrangendo desde a questão do DF”, afirmou o ministro.

 

As medidas propostas levam em conta os atos terroristas que vandalizaram as sedes da Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro. Durante a reunião, Dino afirmou ainda que o “terrorismo político” não pode ficar isento de consequências gravíssimas. Todo o pacote com as medidas foram apresentados nesta quinta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"Vamos rever certos aspectos da construção do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), por exemplo, o modo como o Fundo Nacional de Segurança Pública é distribuído, partilhado", discursou Dino. "Tão logo quanto possível, queremos que esses recursos cheguem às prestações das atividades finalísticas. São R$ 2,3 bilhões já repassados para os fundos nacionais que não conseguiram alcançar seus intentos", acrescentou.

 

Além disso, o ministro garantiu que haverá uma “operação complexa” na capital federal para garantir a segurança das cerimônias de início dos anos do Legislativo e Judiciário, em 1º de fevereiro, quando parlamentares tomarão posse e serão eleitos os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

 

POLÍTICA ARMAMENTISTA

Uma outra medida que estará dentro desse pacote de propostas a ser encaminhado ao Congresso Nacional será mudanças na política armamentista. Durante a reunião, Dino citou o primeiro decreto assinado por Lula, e que o governo pretende trabalhar modificando a regulamentação, e não a lei já existente. "Não é nosso objetivo mexer na lei, mas na esfera infralegal, com decretos e outras medidas", garantiu.

 

"isso impacta muito fortemente na segurança publica e no combate às organizações criminosas. Essa regulamentação vai se dar de forma participativa, inclusive, nós desejamos que haja a indicação, por esse conselho, de um representante do secretário de segurança dos estados, para junto conosco debaterem essa proposta a ser apresentada ao presidente Lula”, destacou o ministro.

 

MONITORAMENTO INTERNET

As redes sociais também estarão entre as medidas. De acordo com o ministro, o objetivo dessa proposta entregue hoje é criar uma regulação focada especificamente em conteúdos considerados terroristas e que atentem contra o Estado Democrático de Direito, com base no Código Penal.

 

Dino disse ainda que a redação dessa proposta foi finalizada essa semana. A medida prevê contar com denúncias dos usuários de conteúdos ofensivos, além também de notificar as plataformas para tomarem ações contra as postagens (como a remoção imediata do conteúdo).

  

Além disso, o texto da proposta afirma que irá responsabilizar as empresas de redes sociais, e irá também mirar publicações que vão de incitação a golpe e deposição de governo até comércio de armas de fogo e munições.

 

Para justificar a medida, o ministro Flávio Dino destacou que as redes sociais tiveram papel fundamental na organização dos ataques golpistas aos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal no dia 8 de janeiro.

 

O Ministério da Justiça criou uma estrutura na pasta para coordenar os trabalhos deste assuntos, e a coordenadora será a advogada e especialista em regulação e direito digital, Estela Aranha.

 

Segundo o ministro, a iniciativa não se trata de censura, e sim de melhorar a velocidade com que as autoridades reagem ao que é dito nas redes sociais, a exemplo do que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez no segundo turno das eleições de 2022, com destaque em relação as urnas eletrônicas.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta". 

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.

Podcast

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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