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A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, terminou nesta sexta-feira (28) sem a aprovação de um acordo global para o enfrentamento das secas. O tema foi adiado para a COP18, que ocorrerá no Egito. Representantes de organizações ambientais e da sociedade civil avaliaram negativamente o resultado devido à ausência de decisões substanciais sobre o problema.
A proposta de criação de um mecanismo multilateral voltado para o combate coordenado às secas é defendida há pelo menos três edições da conferência por países africanos, que exigem apoio financeiro voltado a nações vulneráveis. Em contrapartida, países desenvolvidos, incluindo integrantes da União Europeia, posicionaram-se contra compromissos obrigatórios e gastos externos.
Como alternativa ao impasse intergovernamental, foram lançadas iniciativas paralelas durante o evento, a exemplo do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), desenvolvido pela UNCCD e por Luxemburgo com apoio da IDRA, cujo objetivo é mobilizar até US$ 400 milhões em recursos públicos e privados para segurança hídrica, agricultura sustentável e recuperação de terras. Além disso, ocorreu o lançamento da segunda fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca (IDRO), que apresentou o Índice de Resiliência à Seca (DRI) para auxiliar na avaliação da capacidade de adaptação dos países.
Os preços mundiais do café e do açúcar atingiram novas máximas nesta quinta-feira (26), por conta da seca e das queimadas que vêm atingido o Brasil, o maior produtor global destas commodities.
Ainda assim, as previsões meteorológicas continuam indicando condições secas para os próximos meses no Brasil. O país passa por uma de suas piores secas registradas na história, o que, aliado a incêndios atingindo terras agrícolas, causa uma enorme perda na produção de café e de açúcar do país.
Analistas do London Stock Exchange Group (LSEF) afirmam que, embora alguns modelos meteorológicos prevejam que as chuvas finalmente chegarão ao Brasil, elas provavelmente só se concretizarão em meados ou final do mês de outubro, isso caso ocorram.
Negociantes do café e especialistas do setor afirmam que as lavouras do Brasil ainda podem se revigorar caso as chuvas consistentes se concretizem, embora a situação da safra como um todo já esteja bem delicada.
O tipo de café mais afetado pela tragédia climática é o arábica, cuja safra está em fase crítica de floração. Os contratos futuros deste tipo de café atingiram uma nova máxima de 13 anos, sendo negociados a US$ 2,735 por libra-peso. Já os contratos do açúcar bruto atingiram um novo pico de sete meses, chegando a 23,71 centavos de dólar por libra-peso.
A situação acaba afetando até mesmo o Vietnã, maior produtor de café robusta, já que os preços locais caíram esta semana, antes da nova safra do café, com especialistas afirmando que o clima continua favorável.
O aumento da produção da commoditie no Vietnã poderia ajudar a aliviar a pressão de alta sobre os preços do café arábica, já que ambos os tipos possuem o costume de oscilar na mesma direção. O Vietnã, no entanto, sofreu com um clima adverso no início deste ano, sendo esperado que a próxima safra reflita isso.
O Instituto Nacional de Metrologia (Inmet) divulgou que, no Brasil, 75 cidades estão há mais de 100 dias sem chuva. Com isso, mais de 12 milhões de brasileiros foram afetados e não veem uma gota de chuva há mais de três meses.
A longa estiagem, que assola diversas regiões do país, afeta principalmente capitais como Palmas (Tocantins), Cuiabá (Mato Grosso), Goiânia (Goiás) e Brasília. De acordo com o Inmet, das 75 cidades afetadas pela falta de chuvas, a maioria está nos estados de Minas Gerais e de Goiás.
“O que nós estamos enfrentando é um fortalecimento dessa massa de ar seco que está ocupando quase o Brasil na sua totalidade, impedindo que essas massas de ar mais fria e úmida, vindas do extremo sul, consigam furar e chegar ao estado de Minas Gerais”, afirmou ao G1 Carlos Wagner Coelho, geógrafo especialista em climatologia.
A capital mineira, Belo Horizonte, está sem chuva há 138 dias, um cenário que, segundo o Inmet, é inédito em mais de seis décadas. De acordo com o Ministério do meio ambiente, a qualidade do ar na capital mineira atingiu o nível de “muito ruim”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".