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romain molina
A Copa do Mundo de 2026 registrou sua primeira troca de treinador. A Federação Tunisiana de Futebol decidiu demitir Sabri Lamouchi poucas horas após a goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia, em Monterrey, pela primeira rodada do Grupo F.
A decisão foi tomada com a competição ainda em andamento. Mesmo com a Tunísia matematicamente viva na disputa por uma vaga na próxima fase, os dirigentes optaram por encerrar o trabalho do treinador depois de apenas uma partida no Mundial.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Romain Molina, a federação decidiu interromper imediatamente o vínculo com Lamouchi após a repercussão da derrota na estreia.
Sabri Lamouchi deixa o cargo depois de comandar a seleção tunisiana em apenas cinco partidas. O retrospecto no período foi de uma vitória, um empate e três derrotas. Antes da Copa do Mundo, a Tunísia havia perdido para Áustria e Bélgica em amistosos, empatado sem gols com o Canadá e vencido o Haiti por 1 a 0.
A derrota para a Suécia encerrou a passagem do treinador. Em campo, a equipe africana teve dificuldades desde os primeiros minutos. O meio-campista Yasin Ayari abriu o placar aos sete minutos para os suecos. Aos 30, Alexander Isak ampliou a vantagem.
A Tunísia ainda conseguiu diminuir antes do intervalo, com gol de Omar Rekik, e foi para o intervalo perdendo por 2 a 1.
No segundo tempo, a Suécia ampliou o controle da partida e marcou mais três vezes, fechando o placar em 5 a 1. O resultado deixou a Tunísia na última colocação do Grupo F e aumentou a pressão sobre a comissão técnica.
Com a saída de Lamouchi, a Federação Tunisiana terá que definir quem comandará a seleção na sequência da fase de grupos. A equipe ainda tem compromissos pela primeira fase e tenta se manter na disputa por uma vaga no mata-mata.
O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi impedido de entrar nos Estados Unidos, onde trabalharia em partidas da Copa do Mundo. O juiz teve a entrada negada por oficiais de imigração americanos e precisou retornar à Turquia, país de onde havia partido seu voo. A informação foi confirmada pelo jornalista Romain Molina, do jornal britânico The Guardian, neste fim de semana.
De acordo com Molina, o impedimento ocorreu por um problema relacionado ao visto de entrada nos Estados Unidos. Artan teria enfrentado dificuldades para emitir o documento e conseguiu viajar após obter um passaporte diplomático com apoio da embaixada da Somália em Nairobi, no Quênia.
O documento, no entanto, não foi aceito pelas autoridades migratórias americanas. Com isso, o árbitro acabou barrado ao desembarcar no país-sede do Mundial.
A situação ocorre em meio à preparação final da arbitragem para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Até o momento, a Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O governo dos Estados Unidos também não divulgou informações públicas sobre a decisão da imigração.
Artan é considerado um dos principais árbitros do futebol africano. Aos 34 anos, ele apitou a final da Champions League Africana de 2025 entre Pyramids FC, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul.
No mesmo ano, foi eleito o melhor árbitro da África pela Confederação Africana de Futebol. A presença dele na Copa representaria mais um passo de destaque em sua carreira internacional.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.