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Novak Djokovic garantiu vaga nas oitavas de final do Australian Open neste sábado (24). O sérvio, atual número 4 do ranking mundial, superou o holandês Botic van de Zandschulp por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 7/6 (4).
Com o resultado, Djokovic alcançou a marca de 102 vitórias no torneio disputado em Melbourne. Aos 38 anos, o ex-líder do ranking mundial está a apenas um triunfo de superar o recorde de Roger Federer, que soma o mesmo número de resultados positivos no Grand Slam australiano.
Maior vencedor de títulos de Grand Slam da história, com 24 conquistas, o sérvio também é o principal campeão do Australian Open, onde levantou o troféu em dez oportunidades, a mais recente em 2023.
Na próxima fase, Djokovic enfrentará o vencedor do confronto entre o tcheco Jakub Mensik e o norte-americano Ethan Quinn, em busca de mais um avanço no torneio e da quebra de mais um recorde.
O tênis voltará a ver Roger Federer em ação no palco que ajudou a construir sua lenda. Três anos depois de anunciar a aposentadoria, o suíço de 44 anos confirmou que retornará às quadras em uma partida de exibição durante a cerimônia de abertura do Australian Open de 2026, em Melbourne.
Será a primeira aparição de Federer na Rod Laver Arena desde 2020, quando chegou às semifinais e foi eliminado por Novak Djokovic. Naquele mesmo ano, o ex-número 1 do mundo iniciou uma série de procedimentos no joelho que reduziram drasticamente sua rotina de torneios e culminaram no anúncio oficial de sua despedida, em setembro de 2022, encerrando a carreira com 20 títulos de Grand Slam.
Em comunicado divulgado pela organização do torneio, Federer ressaltou o vínculo afetivo com Melbourne Park.
"Parece que faz uma eternidade desde que criei a expressão ‘Happy Slam’ para o Aberto da Austrália, e ainda me faz sorrir quando penso nos momentos que vivi aqui”, afirmou. “Ganhei seis vezes o Norman Brookes Challenge Cup, joguei diante do próprio Rod Laver, enfrentei grandes rivais e sempre senti o apoio incondicional dos fãs australianos."
O suíço também relembrou o título de 2017, conquistado após período marcado por incertezas físicas.
"Voltar a vencer o Aberto da Austrália em 2017 é uma das minhas memórias mais preciosas, e repetir o feito em 2018 foi outro sonho realizado. Mal posso esperar para voltar e criar mais momentos fantásticos com os fãs", destacou.
A exibição reunirá Federer e outros três ex-números 1 do mundo — Andre Agassi, Patrick Rafter e Lleyton Hewitt — em um duelo festivo que abrirá oficialmente a temporada no Grand Slam australiano. A iniciativa integra a celebração pelos 120 anos do torneio e marca a contagem regressiva para mais um ano do circuito internacional.
O suíço Roger Federer, que se aposentou das quadras em 2022, se tornou oficialmente bilionário, de acordo com levantamento publicado pela revista especializada Forbes. O ex-tenista tem fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões), impulsionada principalmente por investimentos e patrocínios fora das quadras.
Federer disputou sua última partida profissional na Laver Cup de 2022, ao lado do amigo Rafael Nadal, e conquistou seu último título em 2019, em Basileia, sua cidade natal. Dentro de quadra, ele colecionou 103 títulos e passou 310 semanas como número 1 do mundo, acumulando quase US$ 131 milhões em prêmios — marca que só fica atrás de Novak Djokovic (US$ 189 milhões) e Rafael Nadal (US$ 135 milhões).
Apesar dos números expressivos no circuito, o maior diferencial de Federer está no campo comercial: durante a carreira, ele faturou cerca de US$ 1 bilhão em patrocínios e empreendimentos, mais que o dobro de Djokovic ou Nadal. Ele foi o tenista mais bem pago do mundo por 16 anos consecutivos e, em 2020, chegou a liderar todos os esportes, com ganhos de US$ 106,3 milhões antes de impostos.
Clube dos bilionários
Federer agora integra um seleto grupo de atletas que superaram a marca de US$ 1 bilhão em renda. Entre eles estão LeBron James, Tiger Woods, Phil Mickelson, Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Floyd Mayweather. O primeiro atleta a entrar nesse clube foi o romeno Ion Tiriac, em 2007, hoje com fortuna avaliada em US$ 2,3 bilhões.
Outros nomes de destaque incluem Michael Jordan (US$ 3,8 bilhões), Magic Johnson (US$ 1,5 bilhão) e Junior Bridgeman (US$ 1,4 bilhão). Entre os ainda ativos em seus esportes, apenas LeBron James e Tiger Woods atingiram a marca.
Estratégia de negócios
O suíço soube explorar sua imagem de atleta carismático e sofisticado, firmando contratos com marcas de peso como Rolex, Lindt, Mercedes-Benz e Moët & Chandon. Em 2018, surpreendeu ao trocar a Nike pela japonesa Uniqlo, em acordo estimado em US$ 300 milhões por 10 anos.
No mesmo período, aproveitou a liberdade contratual e investiu na marca suíça de calçados On, adquirindo cerca de 3% da empresa. Hoje, a companhia tem valor de mercado próximo a US$ 15 bilhões, com as ações em alta de 86% desde o IPO em 2021 — o que rendeu a Federer mais de US$ 375 milhões.
Além disso, Federer é cofundador da Team8 e da Laver Cup, que se tornou um evento oficial da ATP e altamente lucrativo. Também investiu em startups, como a chilena NotCo, focada em alimentos à base de plantas, avaliada em US$ 1,5 bilhão.
Popularidade imbatível
Mesmo aposentado, Federer segue como um dos atletas mais influentes do mundo. Ele mantém 43,5 milhões de seguidores somando Facebook, Instagram e X (antigo Twitter), ficando atrás apenas de Rafael Nadal no tênis. Seu índice de engajamento nas redes sociais (2,3%) supera com folga os de Djokovic (1,2%) e Nadal (0,5%).
Carismático, elegante e estratégico nos negócios, Roger Federer continua a expandir seu legado muito além das quadras de tênis — agora como um dos poucos atletas bilionários da história.
Com o adeus às quadras de Rafael Nadal se aproximando após uma carreira brilhante, com dois títulos de Grand Slam e dois ouros olímpicos, seu grande rival do esporte, Roger Federer, publicou uma mensagem de despedida ao espanhol.
Federer destacou o carinho que sente por Nadal, desejou sorte na sequência da vida e emocionou a todos ao relembrar os embates entre eles.
“Você me venceu... muito. Mais do que eu consegui vencer você. Você me fez trabalhar mais do que jamais pensei que poderia, apenas para permanecer forte. Você me fez refazer meu jogo. Você me fez gostar ainda mais do jogo”, escreveu o suíço que está aposentado das quadras desde 2022 sobre o ex-companheiro de profissão.
O ex-tenista também relembrou as superstições de Nadal em quadra, e o quanto isso serviu para motivá-lo ainda mais.
"Você me fez reimaginar meu jogo — chegando até a mudar o tamanho da cabeça da minha raquete, esperando por alguma vantagem. Não sou uma pessoa muito supersticiosa, mas você levou isso para o próximo nível. Todo o seu processo. Todos aqueles rituais. Montar suas garrafas de água como soldados de brinquedo em formação, arrumar seu cabelo, ajustar sua roupa íntima... Tudo isso com a mais alta intensidade. Secretamente, eu meio que amei a coisa toda. Porque era tão único — era tão você", diz trecho da carta.
Formando a rivalidade Fedal, considerada por muitos a maior rivalidade do tênis, ao todo, os dois tenistas se confrontaram 40 vezes, sendo o mais recente na semifinal do Torneio de Wimbledon de 2019, onde Federer derrotou Nadal em quatro sets.
Confira a carta de Federer na íntegra:
"Vamos, @RafaelNadal!
Enquanto você se prepara para se formar no tênis, tenho algumas coisas para compartilhar antes que eu possa me emocionar. Vamos começar com o óbvio: você me venceu — muito. Mais do que eu consegui vencer você. Você me desafiou de maneiras que ninguém mais conseguiu. No saibro, parecia que eu estava pisando no seu quintal, e você me fez trabalhar mais do que eu jamais pensei que poderia apenas para manter minha posição. Você me fez reimaginar meu jogo — chegando até a mudar o tamanho da cabeça da minha raquete, esperando por alguma vantagem. Não sou uma pessoa muito supersticiosa, mas você levou isso para o próximo nível. Todo o seu processo. Todos aqueles rituais. Montar suas garrafas de água como soldados de brinquedo em formação, arrumar seu cabelo, ajustar sua roupa íntima... Tudo isso com a mais alta intensidade. Secretamente, eu meio que amei a coisa toda. Porque era tão único — era tão você.
E sabe de uma coisa, Rafa, você me fez curtir ainda mais o jogo. OK, talvez não no começo. Depois do Aberto da Austrália de 2004, eu alcancei o primeiro lugar no ranking pela primeira vez. Eu achava que estava no topo do mundo. E eu estava — até dois meses depois, quando você entrou na quadra em Miami com sua camisa vermelha sem mangas, exibindo aqueles bíceps, e você me venceu de forma convincente. Todo aquele burburinho que eu estava ouvindo sobre você — sobre esse jovem jogador incrível de Mallorca, um talento geracional, provavelmente ganhando um major algum dia — não era só exagero.
Nós dois estávamos no início de nossa jornada e é uma que acabamos fazendo juntos. Vinte anos depois, Rafa, eu tenho que dizer: Que jornada incrível você teve. Incluindo 14 Roland Garros — histórico! Você deixou a Espanha orgulhosa... você deixou todo o mundo do tênis orgulhoso. Fico pensando nas memórias que compartilhamos. Promovendo o esporte juntos. Jogando aquela partida meio grama, meio saibro. Quebrando o recorde de público de todos os tempos jogando na frente de mais de 50.000 fãs na Cidade do Cabo, África do Sul. Sempre fazendo um ao outro rir. Desgastando um ao outro na quadra e então, às vezes, quase literalmente tendo que segurar um ao outro durante as cerimônias de troféus.
Ainda sou grato por você ter me convidado para Mallorca para ajudar a lançar a Rafa Nadal Academy em 2016. Na verdade, eu meio que me convidei. Eu sabia que você era educado demais para insistir que eu estivesse lá, mas eu não queria perder. Você sempre foi um modelo para crianças ao redor do mundo, e Mirka e eu estamos muito felizes que nossos filhos tenham treinado em suas academias. Eles se divertiram muito e aprenderam muito — como milhares de outros jovens jogadores. Embora eu sempre tenha me preocupado que meus filhos voltassem para casa jogando tênis como canhotos.
E então veio Londres — a Laver Cup em 2022. Minha partida final. Significou tudo para mim que você estivesse lá ao meu lado — não como meu rival, mas como meu parceiro de duplas. Compartilhar a quadra com você naquela noite, e compartilhar essas lágrimas, será para sempre um dos momentos mais especiais da minha carreira. Rafa, sei que você está focado na última parte da sua carreira épica. Conversaremos quando terminar.
Por enquanto, só quero parabenizar sua família e equipe, que desempenharam um papel enorme no seu sucesso. E quero que saiba que seu velho amigo está sempre torcendo por você, e estará torcendo igualmente alto por tudo o que você fizer a seguir. Rafa, isso!
Sempre o melhor, seu fã,
Roger"
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Sérgio Moro
"Se vamos adentrar na questão da Bahia, então vamos convocar o ministro Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues, que deu continuidade a essa relação do governo baiano com o Master".
Disse o senador Sérgio Moro (União-PR) durante a CPI do Crime Organizado do Senado e debater as possíveis convocações para a comissão.