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rodovias federais na bahia
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou nesta quinta-feira (3) o edital da Rota 2 de Julho, projeto que prevê a concessão de 653,3 quilômetros das rodovias BR-116 e BR-324, na Bahia. O contrato terá duração de 30 anos e prevê R$ 14,33 bilhões em investimentos, sendo R$ 10,52 bilhões nos primeiros oito anos.
Segundo a agência, o projeto abrange o trecho da BR-324 entre Salvador e Feira de Santana e da BR-116 entre Feira de Santana e a divisa da Bahia com Minas Gerais.
Entre as obras previstas estão 306,6 quilômetros de duplicação, 63,7 quilômetros de faixas adicionais em pista simples e 192 quilômetros em pista dupla, além de 35,9 quilômetros de vias marginais, 42 passarelas, 239 acessos e 328 pontos de ônibus.

BR-116, em Vitória da Conquista / Foto: Reprodução / Blog do Anderson
A concessão também prevê a implantação do sistema de pedágio eletrônico Free Flow, sem praças físicas. Serão instalados 12 pórticos de cobrança no primeiro ano, sendo dois na BR-324 e dez na BR-116. A cobrança deverá começar a partir do sexto mês de concessão, que poderá ser paga de forma automática por meio da identificação eletrônica do veículo ou de forma avulsa.
PEDÁGIO
O contrato também estabelece mecanismos de controle da arrecadação e regras para o compartilhamento do risco de evasão ou inadimplência. Conforme a ANTT, a tarifa básica estimada para o primeiro ano é de R$ 0,08396 por quilômetro. O valor terá três reajustes progressivos de 13%, 13% e 14,244% nos três primeiros anos, chegando a R$ 0,12248 por quilômetro a partir do quarto ano. A tarifa final, no entanto, dependerá do deságio oferecido pela empresa vencedora do leilão.
Ainda segundo a agência, a receita tarifária projetada para os 30 anos é de quase R$ 63,81 bilhões, enquanto as receitas acessórias estão estimadas em R$ 957,12 milhões. Os custos e despesas operacionais previstos somam R$ 6,70 bilhões.
A versão final do projeto foi revisada pela ANTT após a análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que aprovou o processo de desestatização em 26 de agosto, por meio do Acórdão nº 2.337/2026-TCU-Plenário.
LEILÃO
Antes previsto para novembro, o leilão da Rota 2 de Julho deve ocorrer no dia 18 de dezembro deste ano, às 10h, na B3, em São Paulo. A concessão integra a 5ª Etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais e inclui ações de ampliação de capacidade, operação, conservação, atendimento aos usuários e segurança nos 653,3 quilômetros do sistema.
Dois advogados de Feira de Santana entraram com uma ação popular para pedir a suspensão do acordo firmado entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e a ViaBahia, concessionária que administra as BR-324 e BR-116 no estado.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a ação foi movida pelos advogados Maurício Bastos Souza e Laís da Silva Lima. Os dois solicitam que a Justiça Federal suspenda a indenização, que deve custar em torno de R$ 892 milhões ao Erário, pela quebra antecipada do contrato que permitiria à empresa administrar as rodovias até 2034.
A ViaBahia encerra a gestão das estradas na próxima quinta-feira (15), e os trechos passam a ser administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão ligado ao Governo Federal. O argumento dos advogados é que o valor não deve ser pago por conta da gestão “ruim” dispensada pela ViaBahia, fato comprovado pelo estado de conservação das estradas.
O juiz da 16ª Vara da Justiça Federal deu um prazo de 72h para que o TCU, o Governo Federal, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Dnit e o Governo da Bahia se manifestem sobre a ação. Um levantamento do Acorda Cidade, nos últimos 14 anos, apontou que os condutores pagaram cerca de R$ 3,8 bilhões em pedágios à ViaBahia.
Apesar do faturamento alto, a concessionária é alvo de diversas reclamações em relação à má conservação das estradas e é acusada de não ter cumprido a parte que lhe cabia no acordo de concessão das rodovias.
A Bahia é o estado com o maior número de autuações realizadas entre 2018 e 2022 em estradas e rodovias federais, segundo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
As informações foram divulgadas através da Fiquem Sabendo, agência de dados especializada no acesso a informações públicas. Ao todo, foram 2.374.642 autos de infração na Bahia, com R$ 404.218.204,20 sendo arrecadados no período.
Na Bahia, a via com mais infrações foi a BR 101 nos quilômetros que passam pela cidade de Itamaraju, no sul do estado. Ao todo, foram arrecadandos R$ 12.222.180,44, com 75.325 infrações no período. A via é a 11ª em número de infrações.
No topo da lista estão dois pontos na BR-343 no Piauí: o km 2.160 e o km 2.800. Juntos, os trechos somam mais de 316 mil autos de infração nos anos pesquisados. A Bahia, seguida por Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul são os estados que concentram a maior quantidade de multas.
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o arquivo não contém todas as infrações registradas em 2022, então ainda não é possível comparar o ano passado com anos anteriores. Antes disso, houve crescimento no volume de autos de infração: eram 6,3 milhões em 2018 e subiram para 7,6 milhões em 2021. As multas de velocidade representam mais de 96% dos autos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Sandro Filho
"Não é flerte, não é namoro, não é casamento. É só uma decisão de um cidadão e agora um deputado eleito acreditando que um candidato a presidente é melhor do que o outro para trazer investimentos tanto para o meu estado quanto para o meu país".
Disse o deputado federal eleito Sandro Filho (PP) rechaçou a caracterização de que sua movimentação política represente um "flerte", "namoro" ou "casamento" com o bolsonarismo.