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rivalidade entre bairros
Dois homens acusados de assassinar com mais de 20 facadas um homem com deficiência intelectual se apresentaram nesta quarta-feira (5) à Delegacia de Homicídios (DH) de Feira de Santana. A vítima, identificada como Gilson dos Santos Maceno, de 41 anos, residia no bairro Queimadinha.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o crime ocorreu na madrugada da última segunda-feira (5). Gilson chegou a ser socorrido por uma equipe do Samu e encaminhado ao Hospital Geral Clériston Andrade, mas não resistiu aos ferimentos.
RIVALIDADE ENTRE BAIRROS
Ao site feirense, o delegado Gustavo Coutinho, titular da DH do município, informou que as investigações levaram os suspeitos [identificados como Rodrigo e Rafael] a se entregar acompanhados de advogados. Coutinho informou ainda que os dois suspeitos estavam sendo ameaçados por moradores dos bairros envolvidos, o que teria reforçado a decisão de se entregar.
De acordo com familiares, que fizeram um protesto, cobrando justiça para o caso, Gilson havia saído de um culto em uma igreja no bairro Queimadinha na noite do domingo (4) e acabou se perdendo. Por ter deficiência intelectual, ele não conseguiu retornar para casa. Já na madrugada da segunda, familiares receberam a informação de que ele havia sido encontrado no bairro Expansão do Feira 9, ferido com várias facadas.

Foto: Reprodução / Acorda Cidade
Na delegacia, os suspeitos confessaram o homicídio, admitindo terem desferido as facadas após abordarem a vítima, que caminhava desorientada pelo bairro. “Eles disseram que estavam fazendo uso de bebida alcoólica e questionaram o que Gilson estava fazendo ali, se ele estava armado. Não consideraram o fato de ele ter deficiência intelectual e acabaram desferindo as facadas”, relatou o delegado.
A motivação, conforme a polícia, foi a rivalidade entre os bairros Queimadinha e Expansão do Feira 9. “Eles mataram conscientes do que estavam fazendo, unicamente porque a vítima morava em Queimadinha, bairro rival”, explicou o delegado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.