Artigos
A matemática do segundo turno
Multimídia
"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
rio branco
O Rio Branco, clube de Americana, no interior de São Paulo, enfrenta uma crise financeira que ameaça sua continuidade no futebol profissional. A equipe, que revelou jogadores como o lateral-direito Vanderson, da Seleção Brasileira, está em recuperação judicial e negocia uma parceria com o Sertãozinho para viabilizar sua participação nas competições de 2027. As informações foram divulgadas pelo ge.globo nesta sexta-feira (16).
Atualmente na Série A-3 do Campeonato Paulista, o Rio Branco avalia a possibilidade de ceder temporariamente seu nome, escudo e uniformes para uma empresa responsável pela gestão do futebol do Sertãozinho, que possui vaga na Série A-2 estadual. Pelo modelo discutido, o clube de Americana solicitaria licença à Federação Paulista de Futebol (FPF), enquanto a equipe parceira passaria a utilizar sua identidade.
A negociação ainda depende de definições jurídicas e esportivas. Segundo a reportagem, a Justiça autorizou a continuidade das conversas, mas não concedeu autorização antecipada para operações que envolvam bens ou direitos sujeitos ao controle judicial.
A diretoria sustenta que a parceria é necessária diante da impossibilidade de arcar com os custos da próxima temporada. A projeção apresentada no processo aponta despesas de até R$ 1,8 milhão para disputar a Série A-3 de 2027, enquanto as receitas poderiam chegar a R$ 480 mil.
VENDA DE VANDERSON
Uma das principais pendências do Rio Branco envolve a transferência de Vanderson, lateral-direito do Monaco, da França, e convocado para a Seleção Brasileira por Carlo Ancelotti.
Revelado nas categorias de base do clube paulista, o jogador foi transferido ao Grêmio em 2018. Posteriormente, o clube gaúcho negociou o atleta com o Monaco por cerca de 11 milhões de euros. O Rio Branco tinha direito a uma parcela dos valores envolvidos na operação, mas parte dos pagamentos permanece em discussão.
Em junho deste ano, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) determinou que o Grêmio pagasse R$ 1,9 milhão ao Rio Branco. Entretanto, a equipe gaúcha obteve autorização para parcelar coletivamente suas dívidas, o que deixou indefinido o prazo para o recebimento integral dos recursos.
A situação também envolve o ex-jogador Sandro Hiroshi, responsável por um projeto de formação de atletas nas categorias de base do Rio Branco. Pelo acordo firmado em 2016, sua empresa teria direito a 70% das receitas provenientes dos direitos econômicos dos jogadores vinculados à parceria, enquanto o clube ficaria com 30%.
Hiroshi recorreu à Justiça para solicitar que sua parcela dos valores relacionados à transferência de Vanderson seja destinada diretamente à empresa. O pedido foi aceito em decisão liminar, que ainda pode ser contestada.
SUSPEITA DE IRREGULARIDADES
Além das dificuldades financeiras, o Rio Branco enfrenta questionamentos sobre movimentações bancárias realizadas durante o processo de recuperação judicial, iniciado em 2023.
Conforme documentos informados pelo ge, valores recebidos pelo clube foram transferidos para uma empresa chamada Manager Serviços Administrativos, que tem entre seus sócios o presidente do Rio Branco, Cláudio Bonaldo.
Em dezembro de 2024, por exemplo, o clube recebeu R$ 1,2 milhão do Grêmio e realizou, na sequência, três transferências que totalizaram o mesmo valor para a empresa. Em janeiro de 2025, outra movimentação envolveu R$ 533 mil.
As operações levantaram questionamentos de credores, que apontaram suspeitas de irregularidades na administração dos recursos. Diante disso, a Justiça determinou uma auditoria sobre as movimentações financeiras.
O Ministério Público também solicitou à Polícia Civil a abertura de uma investigação preliminar para apurar possíveis atos fraudulentos durante a recuperação judicial. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, até a publicação da reportagem, ainda não havia sido instaurado inquérito policial.
Em manifestação à Justiça, o Rio Branco negou irregularidades e afirmou que passou a centralizar suas receitas e despesas na Manager devido às dificuldades administrativas. Segundo o clube, a empresa foi escolhida pelo Conselho Deliberativo por apresentar o menor custo de gestão.
PARCERIA PODE TER DEFINIDO FUTURO DO CLUBE
Fundado em 1913, o Rio Branco teve seu período de maior destaque no futebol paulista durante a década de 1990. Além de Vanderson, o clube revelou atletas como Flávio Conceição, Marcos Assunção, Marcelinho Paraíba, Mineiro e Marcos Senna.
A equipe disputou 17 temporadas consecutivas na elite estadual antes do rebaixamento em 2007. Desde então, enfrentou dificuldades esportivas e financeiras, chegando a participar da última divisão do Campeonato Paulista.
Agora, a possível parceria com o Sertãozinho é apresentada pela diretoria como uma alternativa para preservar a identidade do clube e evitar o encerramento de suas atividades profissionais.
O administrador judicial manifestou parecer favorável à continuidade das negociações, mas solicitou a apresentação do contrato para análise. Uma alternativa também discutida é disputar a Série A-3 de 2027 utilizando jogadores das categorias de base.
A definição precisa ocorrer dentro dos prazos de licenciamento estabelecidos pela Federação Paulista de Futebol. Sem uma solução, o Rio Branco corre o risco de ficar fora das competições profissionais da próxima temporada.
O volante Bruno Silva, que atuou pelo Bahia entre 2009 e 2010 e defende atualmente o Rio Branco, viveu um drama pessoal recentemente. Diagnosticado com câncer, o atleta de 39 anos precisou passar por uma cirurgia que resultou na amputação parcial do pênis.
O caso veio a público após declarações de sua esposa, Andressa Marinho, que na última segunda-feira (25) anunciou o fim do casamento por meio de publicações nas redes sociais. Na postagem, ela acusou o jogador de traição e também relatou ter sofrido agressões físicas durante o relacionamento.
Segundo Andressa, mesmo diante das dificuldades do tratamento, ela permaneceu ao lado do marido:
“Não o abandonei nem mesmo quando ele descobriu que, por causa do câncer, teria que amputar parcialmente o seu órgão. Eu fui mulher! Mas ele, homem lindo, com um órgão comprometido, foi pra zona”, escreveu.
Bruno e Andressa estavam juntos desde 2017 e tiveram dois filhos: Bruno, de cinco anos, e Paolo, de apenas cinco meses. Em seu relato, a biomédica também afirmou ter sido agredida pelo jogador enquanto estava grávida do primogênito.
A biomédica Andressa Marinho anunciou na última segunda-feira (25) o fim de seu casamento com o volante Bruno Silva, capitão do Rio Branco (ES). Em postagem nas redes sociais, ela acusou o atleta de múltiplas traições e de tê-la agredido durante os oito anos de relacionamento.
O desabafo ocorreu dois dias após o empate em 0 a 0 contra a Inter de Limeira, pela Série D do Campeonato Brasileiro, que culminou na eliminação do Rio Branco. Andressa relatou que decidiu expor a situação após receber a informação de que Bruno e outros jogadores teriam ido a um estabelecimento de entretenimento adulto em Campinas.
"Fui uma esposa fiel, dedicada e lutei muito pra que meus filhos fossem criados pelo pai. Fui parceira, leal, amiga. Eu não o abandonei nem mesmo quando ele descobriu que por causa do câncer teria que amputar parcialmente o seu órgão. Eu fui mulher! Mas ele, ele homem lindo, com um órgão comprometido, foi pra uma zona em Campinas no sábado junto com os colegas do clube. E eu, não preciso disso. Não mereço isso! Seguirei em paz, de cabeça erguida e pra ele? Desejo força, vai precisar", escreveu.
Andressa afirmou ainda que as dificuldades no casamento não eram recentes. Segundo ela, ao longo da relação foi vítima de repetidas infidelidades e chegou a sofrer agressão física durante a primeira gravidez.
"Pensei muito em como vir aqui falar sobre isso. Gravei 1 milhão de vídeos, mas decidi que simplesmente vou escrever sobre. Foram 8 anos, não foram anos fáceis, eu fui traída por esse homem LINDO, muitas vezes. Apanhei, inclusive grávida do meu primogênito. Há 4 anos, vivíamos um pouco mais tranquilos e tentando pela família, Bruninho e apaixonado por ele, Paolo também. Isso me segurou demais nessa relação doentia. Hoje venho aqui dizer que coloquei um ponto final, decidi recomeçar a vida com os meus filhos, Deus, eu e eles", completou.
Andressa Marinho e Bruno Silva se casaram em 2017 e tiveram dois filhos: Bruno Júnior, de cinco anos, e Paolo, de cinco meses.
O Rio Branco, equipe do Espírito Santo, vem reforçando o seu elenco para a temporada 2024 com um pacote de reforços de jogadores com rodagem pelo mundo da bola. A lista de contratações da equipe capixaba conta com nomes como o centroavante Kieza, com passagens por Bahia e Vitória, o atacante Maranhão, ex-Bahia, e o lateral-esquerdo Pedro Botelho, ex-Vitória.
Atualmente com 36 anos, Kieza estava no Floresta, do Ceará, onde entrou em campo apenas seis vezes neste ano. Em 2023, ele também defendeu o Brasiliense. Com passagens por equipes como Fluminense, Cruzeiro, Náutico, entre outras, Kieza atuou no Bahia em 2014 e 2015, somando 72 jogos e 35 gols marcados. Pelo Vitória, Kieza atuou entre os anos de 2016, 2017 e 2018, somando 79 partidas e 25 gols.
O atacante Maranhão está com 33 anos e em 2023 atuou pelo Santa Cruz. Revelado pelo Itabuna, Maranhão jogou no Bahia entre 2010 e 2011, somando 27 jogos e um gol com a camisa do Esquadrão. Já o lateral-esquerdo Pedro Botelho, também com 33 anos, vestiu a camisa do Vitória em 2017, realizando 19 jogos e dois gols pelo Leão.
Recentemente, os sócios do Rio Branco aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária a constituição oficial da empresa Rio Branco Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que vai gerir o futebol do clube nos próximos dez anos. O clube já iniciou os trâmites para aprovação da due diligence, assinatura de contrato para a transferência de 90% das ações da empresa Rio Branco SAF para a T2R Sports. Após o contrato ser assinado, a T2R Sports passa a ser acionista majoritária da SAF do Rio Branco, fazendo a gestão do futebol.
Além de Kieza, Maranhão e Pedro Botelho, o time capixaba já anunciou o lateral João Paulo, ex-Fluminense, o volante Ferrugem, ex-Ponte Preta e Sport e o meia Bruno Cosendey, ex-Vasco.
Com o vice na Copa ES, o Rio Branco irá disputar simultaneamente a Copa Verde e o Campeonato Capixaba no início de 2024. No segundo semestre, a Copa ES segue no calendário alvinegro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Não dá para jantar antes de almoçar".
Disse o presidente do PL na Bahia, João Roma ao avaliar que a oposição na Bahia saiu fortalecida no primeiro turno das eleições, com a eleição de nomes importantes e o crescimento dos votos de Flávio Bolsonaro no estado. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o candidato ao Senado Federal negou, no entanto, que já haja negociações em torno da ocupação de cargos em um eventual governo de Flávio.