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revisao de gastos
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a proposta de revisão de gastos estruturais do Brasil deve ser levada ao presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) após o segundo turno das eleições. Em entrevista nesta terça-feira (15), após reunião com o titular da Fazenda, Fernando Haddad, Tebet disse que "chegou a hora para levar a sério" a revisão.
A pretensão é que ele seja enviado ao Congresso Nacional em seguida, permitindo que algumas das propostas sejam aprovadas ainda neste ano e outras, no início de 2025. Tebet afirmou que o plano da equipe econômica é endereçar uma série de medidas em três pacotes.
"Nós estamos muito otimistas que esse pacote terá condições de avançar na mesa do presidente", disse Tebet. Segundo a Folha de São Paulo, as medidas que serão enviadas a Lula, esclareceu, já passaram pelo crivo da equipe econômica.
Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento)
Segundo a ministra, o tempo escasso até o fim do ano foi considerado para determinar quais medidas seriam contempladas pela primeira etapa.
"Nós temos que trabalhar com a política brasileira. Nós temos que trabalhar com o diálogo, com o Congresso Nacional", disse. "A ideia é colocar o máximo possível de medidas ainda neste ano dentro daquilo que a gente sabe que é possível votar ou começar a discussão e terminar no primeiro semestre do ano que vem".
Tebet afirmou que a maioria das propostas deve necessitar de medidas legislativas e afirmou que acredita que será possível aproveitar PECs que já foram apresentadas.
Questionada se a limitação dos supersalários do setor público será contemplada em alguma das etapas, a titular do Planejamento afirmou que os salários acima do limite constitucional são ilegais, inconstitucionais e imorais. A inclusão da medida agora ou em um segundo momento, acrescentou, depende de uma conversa que envolverá o presidente Lula.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.