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restaurado
Um filme do cineasta baiano Glauber Rocha está passando por um processo de restauração. Trata-se do longa “Cabeças Cortadas”, de 1970. O procedimento está sendo realizado na Espanha, com previsão de conclusão para 2027. A obra será apresentada no Mercado Internacional de Cinema Clássico, que acontece durante o Festival Lumière, em Lyon, na França, entre os dias 10 e 18 de outubro, e reúne projetos de preservação e restauração de obras cinematográficas.
A restauração está sendo conduzida pelas empresas espanholas Video Mercury Films e FlixOlé, em parceria com a Escola de Cinema de Madri. Algumas partes do filme já foram digitalizadas, como os negativos originais de imagem e som, em 6K, e, no momento, o trabalho de recuperação da imagem e de correção de cores está sendo feito.
O longa de Glauber Rocha acompanha Díaz II, um ditador exilado interpretado por Francisco Rabal, que é atormentado pelas lembranças de suas atitudes de repressão e brutalidade. Além de Francisco Rabal, também estão no elenco Pierre Clémenti, Marta May, Rosa María Penna, Emma Cohen e Luis Ciges. O filme foi lançado em 1970, durante o Festival de Cinema de San Sebastián, e dividiu opiniões entre a audiência e os críticos. Sendo um fracasso nas bilheterias espanholas, passou a ser visto como um filme amaldiçoado e acabou em ostracismo no país europeu.
A obra do conquistense foi realizada na Espanha, durante o regime de Francisco Franco, já que o diretor estava em exílio da ditadura brasileira. Para obter financiamento das autoridades locais, o cineasta apresentou o projeto sob o título “Macbeth 70”, como sendo uma adaptação da peça do inglês William Shakespeare.
Glauber Rocha é visto como um dos diretores mais importantes do Brasil, sendo precursor do Cinema Novo no país, e dirigiu filmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “Terra em Transe” e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”.
A empresa detentora dos direitos do filme, a Video Mercury Films, irá relançar a obra em circuitos específicos do cinema clássico restaurado.
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Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.