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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

rede sustentabilidade

Denúncia de assinatura “pós-morte” de Carlos Pitta em ata de eleição da Rede gera acusações de fraude na Bahia; entenda
Foto: Divulgação | Reprodução / Câmara dos Deputados

Uma denúncia de falsificação de assinaturas em documentos internos do partido Rede Sustentabilidade colocou em xeque a lisura de processos partidários em diferentes regiões da Bahia. Conforme relatos ao Bahia Notícias (BN), entre os casos apontados, chama a atenção o nome do falecido cantor e compositor baiano Carlos Pitta (1955–2025), que aparece como signatário em uma lista de presença ligada a uma votação interna realizada após o seu falecimento.

 

A reportagem do BN obteve acesso à ata da conferência de eleição do partido, datado em 3 de fevereiro de 2025, no qual consta com a presença de Carlos Pitta, inclusive, com sua assinatura. Entretanto, o artista faleceu no mês anterior, no dia 7 de janeiro de 2025, assim não sendo possível sua participação na conferência.

 

Conforme o documento, a reunião contou com um quórum de "327 (trezentos e vinte e sete) filiados regulares presentes". No encontro, foi realizado uma votação da direção municipal do partido em Salvador, com os nomes eleitos, segundo a denúncia, ligados a deputada federal Heloísa Helena.

 


Fotografia da lista de presença com o nome e assinatura de Carlos Pitta | Foto: Montagem do Bahia Notícias

 

Além da impossibilidade de presença na conferência em fevereiro, também há uma divergência na data de desfiliação. De acordo com a Certidão de Filiação Partidária extraída do sistema FILIA da Justiça Eleitoral, Carlos Pitta só consta como desfiliado em 12 de julho de 2025. A diferença cria um hiato de seis meses entre o falecimento (janeiro) e a baixa oficial no sistema (julho), período durante o qual ele continuou figurando formalmente como membro do partido. 

 

O próprio documento da Justiça Eleitoral ressalta que possui "presunção apenas relativa de veracidade" e que a regularidade depende de lançamentos feitos pelo próprio partido político.



Fotografias da ata da conferência da Rede e dados sobre a filiação de Carlos Pita no TSE | Foto: Montagem do Bahia Notícias

 

Em conversas com outro filiado do partido, foi relatado que, desde julho do ano passado, há uma apuração interna sobre as suspeitas de fraudes no processo eleitoral da Rede. Contudo, conforme a fonte, a direção nacional da legenda teria dificultado o acesso às atas, liberando apenas em dezembro de 2025, após decisão judicial em São Paulo.

 

Ao BN, foi relatado também que na ata de Salvador, além de uma suposta irregularidade na assinatura de Carlos Pitta, outros dois filiados teriam suas subscrições falsificadas na conferência do ano passado. Um deles, inclusive, é Valter Cruz, reconhecido como “presidente legítimo” do diretório do partido na capital baiana pelas alas que acusam a suposta fraude. A reportagem tentou entrar em contato com o dirigente, mas não foi respondida até o fechamento da matéria.

 

Os supostos casos de falsificação de assinaturas e presença irregular nas conferências do partido não seriam limitados a Salvador. Uma fonte interna do partido no estado detalhou um suposto esquema de fraude no interior da Bahia. Conforme relatado à reportagem do Bahia Notícias, também há suspeitas de burlamento em atas de municípios como Entre Rios, Una e Ilhéus. O caso também se estenderia, pelo menos, aos estados do Pará, Rio de Janeiro e Amazonas.

 

O BN também obteve acesso a uma denúncia movida no âmbito federal por um membro do partido do município de Itabuna. No documento, são citados a direção Nacional do Rede Sustentabilidade (2023-2025) e Respectivos Integrantes da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) do VI Congresso Nacional da Rede Sustentabilidade.

 

No texto, o filiado compara o suposto “golpe eleitoral” do partido ao escândalo do INSS e afirmou que o modus operandi captava os dados de cidadãos por meio de falsos cadastros em programas sociais do governo, como o Minha Casa Minha Vida.

 

“O modus operandi guarda semelhanças com esquemas criminosos conhecidos, como o ‘Esquema do INSS’, onde dados de cidadãos eram ilicitamente obtidos e utilizados para desvios e a criação de uma maioria virtual de filiados, para controle da gestão nacional do partido. O modus operandi aplicado pelo grupo é caracterizado pela criação de uma esperança de acesso a benefícios sociais (como o programa habitacional "Minha Casa Minha Vida") para a obtenção de documentos pessoais (RG, CPF, Título de Eleitor) de pessoas vulneráveis”, diz trecho da matéria.

 

Vale destacar que o uso do nome de uma pessoa falecida ou não presente no momento de assinatura do documento oficial pode configurar falsidade ideológica, ou falsificação de documento particular, além de comprometer a validade das deliberações. Conforme o artigo 299 do Código Penal, a pena pelo crime pode variar entre 1 e 5 anos de reclusão.

 

RACHA DA REDE
O Rede Sustentabilidade foi fundado em 2013 pela atual ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Atualmente, no entanto, a legenda atravessa uma crise interna marcada por um profundo racha entre duas de suas principais lideranças: a própria Marina e Heloísa Helena. As divergências entre os grupos refletem disputas sobre o comando da sigla, visão estratégica e alinhamento político, e já se estendem por vários anos.

 

Nos últimos ciclos internos, a ala liderada por Heloísa Helena obteve sucessivas vitórias nas eleições partidárias. No 6º Congresso Nacional da Rede Sustentabilidade, realizada em Brasília em abril de 2025, a chapa apoiada por Heloísa recebeu ampla maioria dos votos dos delegados inscritos. A corrente ligada à ministra Marina Silva, que apoiava outro nome para a direção, obteve pouco mais de um quarto dos votos no pleito.

 

Desde então, a disputa não se restringiu ao processo de votação: houve tentativas de anular judicialmente o congresso. O grupo de Marina questionou a composição do colégio eleitoral e conseguiu decisões que chegaram a suspender temporariamente a eleição interna, mas a Justiça acabou autorizando a realização do congresso com a participação de todos os delegados.

 

Além da disputa pelo comando partidário, as lideranças divergem em pontos programáticos e estratégicos. Segundo reportagem do Poder 360, Marina, tem sido associada a uma postura mais “sustentabilista” e a uma relação colaborativa com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Heloísa Helena, por sua vez, defende uma linha mais próxima ao ecossocialismo e crítica ao alinhamento automático com o PT, abrindo espaço para novas alianças e independência programática.

 

Vale lembrar que Heloísa é uma das fundadoras do PSOL, legenda que surgiu a partir de um racha interno no Partido dos Trabalhadores no primeiro governo Lula (2003-2006). Contudo, ela deixou o partido justamente para colaborar na fundação da legenda com Marina Silva. 

 

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente, o Rede possui 5.314 baianos filiados ao partido.

Após derrota na Rede, Marina Silva recebe convite para retornar ao PSB
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Derrotada nas eleições internas da Rede Sustentabilidade, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi convidada a se filiar ao PSB. O convite partiu do presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, e também teria sido estendido a aliados próximos, como a deputada estadual Marina Helou (SP).

 

A possível migração para o PSB representaria, na prática, um retorno. Marina disputou a Presidência da República em 2014 pelo partido, após a morte do ex-governador Eduardo Campos, com quem formava chapa. Na ocasião, terminou em terceiro lugar, alcançando sua maior votação em eleições presidenciais.

 

Apesar da sinalização, aliados da ministra afirmam que, por enquanto, a saída da Rede está descartada — embora reconheçam que a reversão do cenário interno no partido é pouco provável.

 

A tensão interna cresceu após a eleição de Paulo Lamac, secretário da prefeitura de Belo Horizonte e ligado à ex-senadora Heloísa Helena, como novo porta-voz da sigla. O grupo de Marina investe em ações judiciais contra a ala adversária e contesta a condução do processo interno.

 

Antes mesmo da escolha de Lamac, a disputa já estava judicializada. A ala da ministra acusa Heloísa Helena de arbitrariedade, enquanto a direção atual rebate, alegando desrespeito às decisões democráticas da legenda.

 

Mesmo com o racha, Marina e seus aliados ainda insistem na permanência na Rede — partido que ela ajudou a fundar em 2013 como alternativa ao PT e à oposição tradicional. Já Heloísa Helena, ex-PSOL, entrou na legenda em 2015. As informações são do site O Globo.

Sob indicação de Marina Silva, dirigente estadual da Rede-BA é indicada como nova porta-voz nacional do partido
Foto: Divulgação

A dirigente estadual da Bahia, Iaraci Dias, foi indicada para ser a nova porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, juntamente com Paulo Lamac (MG), pela chapa "Rede Vive". A eleição ocorreu nos últimos dias 11, 12 e 13 em congresso nacional que aconteceu em Brasília. 


“Estou muito honrada, como mulher preta e nordestina, de origem popular, a ocupar função tão importante, lugar que a nossa maior liderança Marina ocupou no passado", ressaltou a recém-eleita. 


A baiana foi escolhida pelo grupo da ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva. No evento, marcaram presença alguns parlamentares, como o deputado federal de Pernambuco Tulio Gadelha (REDE), a deputada estadual de São Paulo, Marina Helou e a deputada estadual por Minas Gerais, Ana Paula Siqueira (REDE).

Com possível fim de Federação entre PSOL e Rede em 2026, eleição municipal em Salvador deve ter embate entre partidos; entenda
Foto: Divulgação

A Federação entre o PSOL e a Rede Sustentabilidade pode ter a temperatura dos bastidores aquecida em breve. A disputa eleitoral deste ano pode opor as legendas, que se uniram em 2022, principalmente na disputa pela Câmara Municipal de Salvador. 

 

O Bahia Notícias apurou com lideranças partidárias ligadas a ambos partidos, que um entrave pode existir por conta da nominata do partido. Sem uma "divisão" de candidaturas para o pleito, as 44 candidaturas devem ter nomes do PSOL de forma majoritária. Mesmo assim, o grupo dos socialistas deve "travar" indicações da Rede que não estejam alinhadas "com os ideais da Federação". Um encontro do grupo foi realizado recentemente. 

 

O evento teria sido marcado pelo embate entre os grupos e a apresentação de divergências para os nomes indicados e a temática estaria incomodando integrantes do PSOL. Sem um grande número de quadros para disputar a eleição, a Rede estaria recebendo nomes "sem identidade ideológica para o pleito" e "usufruíram dos votos do PSOL", segundo lideranças envolvidas no processo. 

 

Um dos nomes mencionados e que estaria causando um incômodo nos socialistas seria o do ex-chefe de gabinete da Conder, Humberto Neto, que recentemente se filiou à Rede, com olhos para as eleições na capital baiana. Ligado ao atual presidente da Conder, Zé Trindade, Neto teria se filiado há pouco tempo, após uma longa articulação para o movimento. 

 

Lideranças do PSOL baiano revelaram ao BN que existe amparo legal para que o partido vete nomes para ir à disputa. Em condição de anonimato, uma das lideranças apontou que no marco da federação ficou estabelecido que, por conta da ampla maioria de representação na Câmara dos Deputados, o PSOL teria a prerrogativa de impedir, por "diferenças ideológicas" alguns nome de disputarem eleições pelo grupo. 

 

As dificuldades também não devem favorecer a renovação da Federação. Em Brasília, a sinalização da cúpula nacional do PSOL é de não renovar o projeto conjunto, em razão das divergências ideológicas. 

 

Nas últimas eleições estaduais, as diretorias dos partidos já tinham encontrado divergências sobre o futuro da federação. Com um impasse a época por conta do endosso a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo baiano, as legendas debateram de forma intensa sobre a temática. Inclusive, em conversa com o Bahia Notícias, a porta-voz da Rede na Bahia, Iaraci Dias, ressaltou a independência dos partidos e que PSOL/REDE “é uma federação e não é uma fusão, então Rede é Rede e PSOL é PSOL”.

 

A federação possui um novo presidente, desde fevereiro deste ano. Ronaldo Mansur, candidato a vice-governador em 2014 e 2022, assumiu a presidência da federação PSOL-REDE, com mandato pelos próximos três anos. 

STF invalida regra de distribuição de sobras eleitorais em eleições proporcionais; mudança será aplicada no pleito de outubro
Foto: Gustavo Moreno / SCO / STF

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria dos votos, invalidou a restrição de acesso de partidos e candidatos à segunda etapa de distribuição das sobras eleitorais, vagas não preenchidas nas eleições proporcionais. Com a decisão, todos os partidos poderão participar da última fase de distribuição dessas vagas, antes reservada aos que atingissem cláusula de desempenho.

 

No julgamento prevaleceu o entendimento de que a aplicação dessa cláusula de desempenho, que exigia o atingimento de 80% do quociente eleitoral, para os partidos, e 20% para os candidatos, introduzida no Código Eleitoral pela Lei 14.211/2021, na última fase da distribuição de vagas, inviabilizaria a ocupação de lugares no parlamento por partidos pequenos e por candidatos que tenham votação expressiva.

 

Também, por maioria, foi declarada a inconstitucionalidade de regra do Código Eleitoral, introduzida pela lei 14.211/2021, e de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê que, caso nenhum partido alcançasse o quociente eleitoral, as vagas seriam preenchidas pelos candidatos mais votados. O entendimento, nesse caso, foi de que a regra retiraria o caráter proporcional para as eleições parlamentares.

 

O colegiado definiu, ainda, que a decisão será aplicada a partir das eleições de 2024 e não afetará o resultado das eleições de 2022.

 

O quociente eleitoral é obtido com a divisão dos votos válidos pela quantidade de vagas a serem preenchidas. Já o quociente partidário, que define o número de vagas de cada partido, é obtido com a divisão do total de votos da agremiação pelo quociente eleitoral.

 

A lei estabeleceu que as vagas nas eleições proporcionais são distribuídas em três fases. Inicialmente as vagas são distribuídas aos partidos que obtiveram 100% quociente eleitoral e preenchidas pelos candidatos que tenham tido votos em número igual ou superior a 10% do quociente.

 

Na segunda fase, em que começam a ser distribuídas as sobras, participam os partidos com pelo menos 80% do quociente eleitoral, e os candidatos com votação igual ou superior a 20% desse quociente.

 

Ainda havendo vagas residuais, a lei prevê que as cadeiras sejam distribuídas aos partidos que apresentarem as maiores médias. Nesse ponto, a maioria do colegiado entendeu que, para compatibilizar a regra com a Constituição Federal, é necessário permitir a participação de todas as legendas, independentemente de terem alcançado a cláusula de desempenho.

 

As ações foram propostas pela Rede Sustentabilidade, Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Progressista (PP).

STF retoma na próxima quarta-feira julgamento sobre sobras eleitorais
Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF

Pedido de vista do ministro Nunes Marques suspendeu o julgamento de três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) no Supremo Tribunal Federal (STF), em que o Rede Sustentabilidade, PSB e Progressistas questionam a alteração dos critérios de distribuição das vagas decorrentes de sobras eleitorais nas eleições proporcionais, sistema aplicado para os cargos de deputados federais, estaduais e distritais e vereadores. O julgamento será retomado na sessão da próxima quarta-feira (28).

 

As ações contestam alterações promovidas no Código Eleitoral e Lei das Eleições pela Lei 14.211/2021. A nova regra estabelece que só poderão concorrer às vagas não preenchidas, chamadas de sobras eleitorais, os partidos que tenham obtido pelo menos 80% do quociente eleitoral, bem como os candidatos que tenham obtido votos em número igual ou superior a 20% desse mesmo quociente.

 

O quociente eleitoral é obtido com a divisão dos votos válidos pela quantidade de vagas a serem preenchidas. Já o quociente partidário, que define o número de vagas de cada partido, é obtido com a divisão do total de votos da agremiação pelo quociente eleitoral.

 

A lei estabelece que as vagas nas eleições proporcionais podem ser distribuídas em até três fases. Na primeira fase, as vagas são preenchidas pelos candidatos de cada partido que obteve o quociente eleitoral e tenham tido votos em número igual ou superior a 10% do respectivo quociente eleitoral.

 

Na segunda fase, em que começam a ser distribuídas as sobras, participam os partidos com pelo menos 80% do quociente eleitoral, e os candidatos com votação igual ou superior a 20% desse quociente. Havendo vagas residuais, a lei prevê que as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentarem as maiores médias.

 

Caso nenhum partido tenha conseguido alcançar o quociente eleitoral, são considerados eleitos os candidatos mais votados.

 

Até o momento, foram proferidos cinco votos. O relator, ministro Ricardo Lewandowski (aposentado), e os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que votaram em sessão virtual, entendem que todas as legendas e seus candidatos podem participar da distribuição das cadeiras remanescentes, na terceira fase, independentemente de terem alcançado a exigência dos 80% e 20% do quociente eleitoral. Essa corrente considera que a aplicação da cláusula inviabilizaria a ocupação de vagas por partidos pequenos e por candidatos que tenham votação expressiva. Já os ministros André Mendonça e Edson Fachin entendem que a alteração na legislação eleitoral é válida.

Rede Sustentabilidade escolhe Diego Cunha como novo porta-voz na Bahia
Foto: Reprodução

O advogado Diego Cunha é o novo dirigente da Rede Sustentabilidade da Bahia para o biênio 2023-2025. Iaraci Dias será a segunda porta-voz na direção da legenda no estado. Cunha tem experiência em direito eleitoral, é membro da executiva estadual da Rede e foi coordenador na gestão anterior. 

 

“Nossa responsabilidade é manter o propósito da Rede, estaremos no Congresso Nacional, em Brasília no dia 14, para defesa da tese #Rede Vive”, afirmou o novo porta-voz.

 

A decisão aconteceu durante a V Conferência Estadual realizada na Escola de Administração da Ufba, neste sábado (1º), e contou com a presença do dirigente do Psol, Kleber Rosa, prefeitos, vereadores, secretários municipais, representantes nacionais, estaduais, filiados e simpatizantes do partido.

 

“Foram 10 anos de lutas para firmar a Rede como um partido sério, comprometido com bandeiras diferenciadas. Hoje contamos com 21 vereadores, dois prefeitos, e três vice-prefeitos fazendo história, contribuindo com a reconstrução da Bahia. Diego chega para aprofundar este legado”, reafirmou Iaraci Dias.

Rede aciona Justiça contra ações de Bolsonaro que 'violam a liberdade artística e cultural'
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A Rede Sustentabilidade acionou a Justiça contra ações do governo de Jair Bolsonaro que para o partido "violam a liberdade artística e cultural no país".


De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda (26), cita um decreto que transferiu o Conselho Nacional de Cultura (CNC) para a Casa Civil e uma portaria que cancelou o edital da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que destinava R$ 70 milhões de reais para produções audiovisuais a serem veiculadas por emissoras públicas de TV.


O edital em questão era voltado para produções sobre temas voltados ao LGBTQ+ (clique aqui e saiba mais).


“Estabelecer filtros morais ou ideológicos é impensável em um governo democrático, que se diga, ao menos, moderno. O acesso às verbas públicas como incentivo à produção cultural deve ser pautado por critérios técnicos, como currículo do diretor, proposta de desenvolvimento e inovação e capilaridade social do roteiro e não pautado pela ideologia do presidente”, defende o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende
O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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