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O piloto Max Verstappen comentou o acidente que sofreu durante a sessão de classificação do GP da Austrália, disputada em Melbourne, e voltou a fazer críticas ao novo regulamento técnico da Fórmula 1.
Eliminado ainda no Q1, o holandês saiu da pista e bateu nas barreiras ao iniciar sua primeira volta rápida. Após o incidente, o tricampeão mundial afirmou que o problema ocorreu de forma inesperada no carro.
"Eu simplesmente pisei no acelerador e todo o eixo traseiro travou completamente", disse ele à imprensa, logo após a sessão.
“Principalmente com esses carros de Fórmula 1, é muito estranho. Quer dizer, eu nunca experimentei isso em toda a minha vida”, disse e continuou: “Não faço ideia de onde isso veio. Ainda não falei com a equipe.”
Em declarações posteriores à Sky Sports F1, Verstappen detalhou o momento do acidente e sugeriu que o problema pode estar relacionado ao sistema do carro.
"Deu errado antes da redução de marcha. Pisei no pedal e reduzi a marcha rapidamente, mas o câmbio já estava travado no pico da pressão do freio. Algo muito estranho, com certeza".
CRÍTICAS AO NOVO REGULAMENTO DA FIA
O piloto da Red Bull tem sido um dos principais críticos das novas regras da Fórmula 1, especialmente das mudanças nas unidades de potência.
Segundo Verstappen, os novos regulamentos reduziram a energia disponível no sistema elétrico dos carros, obrigando os pilotos a adotar estratégias incomuns durante as corridas.
Entre elas estão manobras de “levantar o pé e planar” e momentos em que os carros perdem velocidade nas retas para recuperar energia da bateria, entrando no chamado modo de “super-clipping”.
"Quer dizer, definitivamente não estou me divertindo nada com esses carros. Não sei."
O holandês já havia demonstrado reservas sobre o novo regulamento desde os primeiros testes em simuladores, realizados nos últimos anos, e voltou a afirmar que as mudanças podem levar o esporte a uma direção “anti-corrida”.
Após o acidente, Verstappen foi encaminhado ao Centro Médico do circuito para avaliar possíveis lesões nos pulsos devido ao impacto contra o muro. “Nada quebrado”, disse ele. “Com o volante, quando bati na parede… mas nada [nele] está quebrado.”
Apesar do incidente na classificação, a Red Bull ainda aparece como uma das equipes competitivas no início da temporada, mesmo diante das críticas do piloto ao novo formato técnico da categoria.
O campeão olímpico Italo Ferreira já está pronto para dar o pontapé inicial na temporada de 2026 do Circuito Mundial de Surfe. Neste domingo (1°), o potiguar apresentou suas novas pranchas para o ano, com design inspirado no universo da Fórmula 1.
Nas redes sociais, o surfista revelou que o modelo faz referência ao RB22, carro da Red Bull Racing em parceria com a Ford na principal categoria do automobilismo mundial.
“Duas das minhas principais paixões no esporte vão me acompanhar no tour esse ano. Apresento pra vocês minha nova prancha, inspirada no RB22”, escreveu Italo.
O atleta está em São Paulo para participar do Medina Surf Fest, desafio realizado na piscina de ondas que tem como um dos idealizadores o tricampeão mundial Gabriel Medina. O evento também contará com a presença do campeão mundial Filipe Toledo.
Em uma decisão inesperada, a Red Bull anunciou nesta quarta-feira (9) a demissão imediata de Christian Horner do cargo de chefe de equipe da Red Bull Racing, após duas décadas à frente do time de Fórmula 1. A saída do dirigente, que liderou a equipe em seis conquistas do Mundial de Construtores e oito títulos de pilotos, não teve justificativa divulgada oficialmente.
Logo após o anúncio, o comentarista Martin Brundle, da Sky Sports, revelou que conversou com Horner, que afirmou não ter recebido nenhuma explicação para sua demissão. A Red Bull, por sua vez, agradeceu em comunicado pelo "trabalho excepcional" do dirigente e exaltou sua importância para o crescimento da equipe desde 2005.
"Com seu comprometimento incansável, experiência, expertise e pensamento inovador, Christian foi fundamental para estabelecer a Red Bull Racing como uma das equipes mais bem-sucedidas da Fórmula 1", disse Oliver Mintzlaff, diretor-geral da Red Bull. "Você sempre será uma parte importante da nossa história."

Foto: Reprodução/Instagram
NOVA DIREÇÃO
Para o lugar de Horner, a Red Bull nomeou Laurent Mekies como novo CEO da equipe principal. Ele deixa a Racing Bulls, equipe satélite da Red Bull, que passará a ser comandada por Alan Permane.
A decisão vem em um momento turbulento para a escuderia, que passa por uma fase de instabilidade dentro e fora das pistas. No último GP, realizado em Silverstone, Max Verstappen terminou apenas em quinto lugar após liderar o grid. O holandês, atual tetracampeão, está 69 pontos atrás do líder Oscar Piastri na classificação da temporada 2025.
Horner esteve no comando da equipe desde sua aquisição pela Red Bull, em 2005, e conduziu dois períodos de hegemonia. Entre 2010 e 2013, sob liderança de Sebastian Vettel, e a partir de 2021, com Max Verstappen, que conquistou quatro títulos consecutivos até 2024.

Foto: Reprodução/Instagram
No entanto, nos últimos 18 meses, o dirigente enfrentou uma série de controvérsias. Ele foi alvo de acusações de comportamento inapropriado feitas por uma funcionária da equipe, que foram rejeitadas após investigação interna e um recurso negado em agosto de 2024. Horner sempre negou as acusações.
Além disso, o time perdeu figuras importantes como o projetista Adrian Newey, que se transferiu para a Aston Martin, e o diretor esportivo Jonathan Wheatley, que foi para a Sauber.
VERSTAPPEN SEGUE NA RBR?
A permanência de Max Verstappen também está em xeque. Apesar de contrato até 2028, o piloto foi recentemente associado a conversas com a Mercedes, confirmadas por Toto Wolff. Uma cláusula contratual permite que Verstappen deixe a equipe dependendo de sua posição no campeonato até o fim deste mês.

Foto: Reprodução/Instagram
Martin Brundle afirmou que a saída de Horner pode ter implicações diretas na decisão do piloto: "Christian estava no comando do projeto do novo motor da Red Bull, que estreia no próximo ano, e será uma das maiores mudanças técnicas da história da Fórmula 1", destacou o comentarista.
A Red Bull ocupa atualmente apenas a quarta colocação no Mundial de Construtores, atrás de McLaren, Ferrari e Mercedes, um desempenho muito abaixo das expectativas para uma equipe que dominou amplamente as temporadas recentes.
Max Verstappen pode estar prestes a protagonizar a maior transferência da história da Fórmula 1. De acordo com as informações jornal La Gazzetta dello Sport, divulgadas nesta semana, o piloto holandês estaria inclinado a deixar a Red Bull ao fim da atual temporada para assinar com a Aston Martin em um acordo estimado em 264 milhões de euros (cerca de R$ 1,7 bilhão) por três anos.
A negociação seria viabilizada pelo fundo soberano da Arábia Saudita (PIF), que estaria prestes a adquirir a equipe atualmente comandada por Lawrence Stroll. O fundo, ligado ao príncipe Mohammed bin Salman, busca transformar a Aston Martin em uma potência da categoria.
O veículo italiano afirmou que Verstappen recusou uma oferta da Mercedes e estaria seduzido pelo projeto saudita, que promete reformular completamente a escuderia. “Pode parecer fantasia, mas é realidade”, destacou o jornal, apontando que o PIF estaria disposto a investir pesado para garantir o tetracampeão.
O fundo saudita já é conhecido por movimentações bilionárias no esporte. Foi responsável pela contratação de Cristiano Ronaldo pelo Al Nassr e pelo investimento na LIV Golf com a chegada de Jon Rahm, número 1 do mundo.
A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, no dia 20 de abril, com o Grande Prêmio da Arábia Saudita, quinta etapa da temporada.
A temporada 2025 da Fórmula 1 já tem a sua primeira mudança no grid. A Red Bull Racing (RBR) anunciou nesta quinta-feira (27) a substituição de Liam Lawson por Yuki Tsunoda após apenas duas corridas. O japonês de 24 anos assumirá o cockpit ao lado de Max Verstappen já no GP do Japão, entre 4 e 6 de abril.
Lawson não conseguiu pontuar nas duas provas que disputou pela equipe austríaca. No GP da Austrália, sofreu um acidente no final da corrida devido à chuva, e no GP da China, largou do pit lane após um erro na classificação, terminando apenas em 17º lugar.
Diante do desempenho abaixo do esperado, a Red Bull optou por fazer a mudança de forma antecipada. O chefe da equipe, Christian Horner, afirmou que a decisão foi tomada com base em critérios esportivos.
"Foi difícil ver Liam ter problemas com o RB21 nas duas primeiras corridas, e como resultado tomamos a decisão coletiva de fazer uma troca antecipada. Viemos para 2025 com duas ambições: manter o campeonato de pilotos e ganhar o de construtores, e essa é uma decisão puramente esportiva", declarou Horner.
O dirigente também ressaltou que a mudança visa proteger o futuro de Lawson na categoria.
"Temos um dever de cuidar e proteger Liam e, juntos, vemos que depois de um início tão difícil, faz sentido agir rapidamente para que ele ganhe experiência na RB, em um ambiente e uma equipe que ele conhece bem", completou.
Yuki Tsunoda, que estreia na equipe principal da Red Bull, tem quatro anos de experiência na F1. Desde 2021, competiu pela AlphaTauri, atual RB, e se consolidou no time, apesar das oscilações no desempenho.
Nas redes sociais, o japonês celebrou a oportunidade e disse estar "pronto para o desafio". Horner destacou que a experiência de Tsunoda será fundamental para o desenvolvimento do RB21 ao longo da temporada.
"Sabemos que há muito trabalho a ser feito com o RB21, e a experiência de Yuki vai se provar muito importante para ajudar a desenvolver o atual carro. Damos as boas-vindas e estamos ansiosos para vê-lo no volante", afirmou o chefe da Red Bull.
O histórico recente da Red Bull é de mudanças frequentes entre seus pilotos. Em 2023, Tsunoda se tornou referência na RB após a saída de Pierre Gasly para a Alpine e teve três companheiros de equipe ao longo do ano. Na última temporada, marcou 30 dos 48 pontos da equipe.
Lawson, por sua vez, havia sido escolhido para substituir Sergio Pérez na Red Bull, o que gerou questionamentos, já que Tsunoda possuía mais experiência na categoria. No início do ano, o japonês admitiu que não entendeu os critérios da decisão.
"Não adianta reclamar e blá, blá, blá. Eu apenas disse: 'Sim, eu entendi'. Tipo, 'Ok, boa sorte'. Ainda quero aquele assento em algum momento, mas a decisão que eles tomaram cabe a eles, não a mim. Eu não perguntei (o motivo de escolherem Lawson), acho que Christian mencionou que não se tratava de desempenho. É mais como política. Eu não sei", afirmou Tsunoda.
A Fórmula 1 retorna no dia 6 de abril com o GP do Japão, realizado no Circuito de Suzuka. O horário da corrida está agendado para às 02h (horário de Brasília).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.