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Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD
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O deputado federal Raimundo Costa (PSD) reforçou a importância de políticas em defesa de pescadores e marisqueiras, durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (9). Ao programa, o parlamentar defendeu a ampliação de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho, crédito e profissionalização para as comunidades que vivem da pesca no Brasil.
Segundo o parlamentar, apesar do grande potencial produtivo, o setor ainda enfrenta dificuldades estruturais e históricas de acesso a financiamento e apoio governamental. Ele citou exemplos de regiões com forte atividade pesqueira, mas que convivem com desafios para transformar a produção em renda para as comunidades.
“Se você for ali na Cidade Baixa, é uma situação constrangedora. Se você for lá em Sobradinho, Pilão Arcado, tem um espaço chamado ‘passagem’. Se você olhar, tem uma estrutura fantástica de produção de peixe”, afirmou.
De acordo com Raimundo da Pesca, o Brasil tem uma dívida histórica com as comunidades pesqueiras. Para ele, muitas vezes o consumidor considera o pescado caro, mas o lucro acaba concentrado na cadeia de comercialização.
“A gente vai num restaurante e acha que o peixe é caro, mas quem ganha dinheiro é o empresário. A gente tem que dar condições àqueles que produzem”, disse.
O deputado também destacou que tem atuado no Congresso para ampliar o acesso de pescadores a crédito rural e políticas de financiamento. Entre as propostas defendidas por ele está a criação de um fundo de amparo voltado ao setor.
“Não tem projeto que estabeleça uma condição de facilidade, muito pelo contrário. A gente tem lutado muito no Congresso para que tenha recurso no plano rural, para que possa ter crédito e facilidade. Eu mesmo tenho um projeto para criar um fundo de amparo à pesca e à aquicultura”, afirmou.
Segundo ele, fatores climáticos também impactam diretamente a atividade: “Se dá um temporal, se dá uma chuva, a pesca para. É muito difícil”.
Ao falar sobre a profissionalização da atividade, o parlamentar ressaltou a importância de políticas públicas e investimentos federais para modernizar o setor. Ele lembrou que, no passado, a área não contava com uma estrutura institucional específica no governo federal.
“No passado, nós não tínhamos um ministério. Se você não é visto, você não é lembrado. A partir daí você estimula políticas públicas, investimentos e qualificação”, discorreu.
Raimundo da Pesca também defendeu investimentos em capacitação, tecnologia e prospecção para ampliar o potencial produtivo da pesca brasileira. Segundo ele, muitas embarcações ainda operam nos mesmos locais há décadas, o que pode indicar esgotamento de determinadas áreas.
“Nossa pesca ainda é artesanal. É preciso fazer prospecção, investimento para mostrar novas possibilidades. Nossa embarcação pesca no mesmo lugar há muitos anos, será que não está esgotado? É preciso uma sequência de investimentos federais para chegar na ponta e qualificar”, disse.
O deputado ainda destacou a importância da rastreabilidade e do controle sanitário para agregar valor ao pescado. Para ele, a certificação e a transparência sobre a origem do produto aumentam a confiança do consumidor e fortalecem o mercado.
“Quando você chega no restaurante quer comer um peixe que alguém diga que é de qualidade. Quando você vai no mercado olha o rótulo e vê todo o procedimento e alguém responsável por essas informações. Isso é um valor agregado”, afirmou.
Por fim, o parlamentar avaliou que políticas públicas estaduais também podem contribuir para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade do setor, com a criação de núcleos de produção e distribuição.
“O governo do estado tem feito políticas públicas que facilitam, mas você pode criar núcleos de produção onde a parte de logística tenha um custo menor. Porque isso também entra no preço final do produto e não pode ficar caro, senão você perde competitividade”, avaliou Raimundo.
Confira:
Com o iminente desfalque do deputado federal Léo Prates e do estadual Emerson Penalva, o PDT se reorganiza para recompor as futuras perdas após oficializar sua migração para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, visando conquistar uma maior densidade eleitoral, o presidente estadual da legenda, Félix Mendonça Jr., negocia a chegada de seu colega de parlamento, Raimundo Costa (Podemos), ao PDT, além de aliados que selaram aliança com o congressista.
As conversas envolvem, além de Raimundo Costa, o ex-deputado Bebeto Galvão, primeiro suplente do senador Jaques Wagner (PT), e o ex-prefeito de Serrinha Adriano Lima, atualmente no PP. A movimentação conta com o aval de Jerônimo Rodrigues (PT) e integra a estratégia de fortalecimento da base aliada no estado.

Adriano Lima, Raimundo Costa e Bebeto Galvão | Foto: Divulgação
No início de fevereiro, os três formaram um pacto de aliança político-partidária. Na época, em comunicado oficial, o trio afirmou que, após avaliação conjunta do cenário político do Brasil e da Bahia e das projeções eleitorais para o próximo ciclo, deverá atuar de forma integrada para decidir sobre filiação partidária.
Os três serão candidatos a deputado federal, e as lideranças das bases dos pré-candidatos avaliam que, do ponto de vista matemático e eleitoral, juntos eles projetam um potencial estimado em 220 mil votos, podendo chegar próximo dos 300 mil votos com a incorporação de outros nomes que dialogam com o grupo
Além da chamada “trinca”, o PDT também negocia a chegada de um deputado estadual com mandato. A reportagem recebeu informações de que a articulação também prevê a inclusão de uma liderança feminina no pacote de reforços, ampliando a representatividade na chapa proporcional.
A meta traçada internamente é eleger ao menos três deputados federais e três estaduais, ampliando a bancada nas duas Casas.
INDICAÇÃO
Um atrativo para a chegada de Raimundo Costa ao PDT seria a possibilidade de indicação do futuro diretor-presidente da Bahia Pesca, atualmente comandada por Daniel Benício dos Santos Victória. O gestor foi indicação do deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel (PSD), o qual rompeu com a base governista.
O atual comandante da Bahia Pesca foi assessor de Diego e está no cargo desde o início de 2023.

Angelo Coronel Filho, Daniel Benício e Diego Coronel | Foto: Reprodução / Redes Sociais
PERDAS E SILVA NETO
No movimento de reestruturação, a legenda deve perder Léo Prates, que caminha para o Republicanos, e Emerson Penalva, que não concordaram com a saída do partido da base do ex-prefeito ACM Neto.
Também há incerteza quanto à permanência do ex-prefeito de Araci, Silva Neto, considerado uma das principais apostas pedetistas para a Assembleia Legislativa.

Silva Neto em entrevista à rádio Antena 1 Salvador | Foto: Reprodução / Youtube
O Bahia Notícias apurou que a avaliação interna é de que Félix Mendonça Jr. aposta em renovação e reposicionamento estratégico da sigla para manter protagonismo no cenário estadual, agora alinhado ao governo petista.
Figura histórica no Podemos, o deputado federal Bacelar (PV) confirmou que não irá mais retornar à legenda, apesar dos convites feitos pela presidente nacional do partido, Renata Abreu. Em conversa com o Bahia Notícias, após a reportagem receber informações de bastidores, o parlamentar informou que optou por permanecer no PV por conta de uma criação de “identificação” com as pautas da legenda.
Ao BN, Bacelar também contou que aguardar uma robustez maior no Podemos, com uma base mais forte dentro do governo de Jerônimo Rodrigues (PT) e, além disso, alegou dificuldades na. Segundo ele, para deixar o PV, teria que vir “uma proposta extraordinária” em razão da boa relação com a militância e os dirigentes da sigla.
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Além disso, após ser questionado sobre a influência da composição da federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Bacelar destacou que a permanência nos verdes também passa pelo “conforto” da união partidária.
“Eu nunca descartei o PV. Fui convidado, conversei porque política tem que conversar. Se a gente conseguisse formar um partido mais forte na base do governo. (...) Houve uma dificuldade na montagem da chapa. Me dei muito bem com o PV. Se a gente conseguisse formar um partido mais forte na base do governo. Houve uma dificuldade na montagem da chapa. Teria que ser uma proposta extraordinária. Me dou bem com a militância, minha pauta tem sido muito direcionada ao meio ambiente”, disse Bacelar.
“Do ponto de vista pragmático, a Federação é mais confortável também”, completou.
O colega de parlamento de Bacelar, o deputado federal Raimundo Costa (Podemos), afirmou que a recusa do convite de filiação ocorreu há duas semanas e avaliou que o partido “ficou mais leve”. Segundo Costa, a legenda fica mais “atrativa” por não ter um “corte alto” para uma possível composição na Câmara dos Deputados.
Ele também contou que a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, esteve na Bahia e tinha a expectativa do retorno de Bacelar para a legenda.
"Essa conversa com Renata já tivemos na Bahia. Ela já esteve aqui, quando Bacelar, quando tinha a expectativa de ter ele como uma força, uma vez que ele teve uma história, ela fez o convite desde antes. Tem 15 dias que ele declinou, seguimos com o partido mais leve. Sou deputado, mas não tenho uma votação não tão expressiva, então fica mais atrativo. A sensação de ir para um partido de corte alto, fica o ambiente complicado. É disputar uma eleição que só se sabe ao abrir as urnas. Vejo com naturalidade. Não quero o partido para me eleger, claro que quero, mas tem que ser atrativo. Tudo com transparência", disse Raimundo.
Uma das principais lideranças do Podemos na Bahia, o deputado federal Raimundo Costa, também conhecido como Raimundo da Pesca, garantiu que o partido seguirá marchando na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (4), o parlamentar também explicou a arrumação da legenda, que anunciou recentemente a unificação com o vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão (PSB), e o ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP).
O deputado também contou que pretende se reunir com a presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu, após o período de Carnaval. O encontro, conforme o legislador baiano, seria para alinhar as estratégias do pleito de outubro, garantindo a manutenção da aliança com Jerônimo e Lula: "Irei conversar com Renata após o recesso branco".
Em conversa com a reportagem, Raimundo reforçou que, enquanto a legenda for liderada por ele e pelo presidente do Podemos na Bahia, Heber Santana, o partido estará com na base petista. Após o acordo com os políticos do interior, foram levantadas dúvidas em relação à movimentação política da sigla na Bahia.
"Aqui, enquanto eu e Heber estivermos, é com o governo Jerônimo e o presidente Lula. É meu compromisso. Estou falando de mim e do partido aqui. Eu tenho compromisso com Jerônimo e o presidente Lula", disse Raimundo.
Sobre o acordo com as lideranças do interior, que prevê as candidaturas à Câmara dos Deputados, o parlamentar afirmou que as trativas ocorreram no sentido de dar robustez para a chapa proporcional do partido. Além disso, Raimundo reforçou o conforto na permanência no Podemos por ser um partido que “não vai para os extremos”.
"Estou no Podemos desde 2022 e construímos uma história positiva, presidi em 2023 e meu desejo é dar continuidade. É um partido que entende várias causas, não vai para o extremo. Respeita o posicionamento dos filiados. Gosta de qualificar o quadro, me identifico muito. O que puder fazer, para podermos disputar pelo Podemos em 2026, farei de tudo. Tenho convidado as peças, sentamos com Adriano, tem lá no Sisal seu trabalho. Bebeto também, na parte sindical. Dá para discutir a política global, mais de estado. Queremos isso, buscar pessoas para incorporar. Mostrei e ouvimos os projetos e estamos na luta de formar essa chapa. Fizemos uma chapa de estarmos juntos, avançado nessa", detalhou.
Na terça (3), Raimundo Costa, Adriano Lima e o Bebeto Galvão, formalizaram um pacto de aliança político-partidária. No comunicado, o trio afirmou que, após avaliação conjunta do cenário político do Brasil e da Bahia e das projeções eleitorais para o próximo ciclo, deverão atuar de forma integrada para decidir sobre filiação partidária, reafirmando um compromisso de unidade e coordenação política.
A aliança entre eles reúne bases em diferentes regiões do estado. Raimundo Costa possui inserção entre pescadores, comunidades ribeirinhas e no Baixo-Sul; Adriano Lima, médico oftalmologista e ex-prefeito por dois mandatos, concentra liderança no território do Sisal; e Bebeto Galvão tem trajetória na defesa dos direitos da classe trabalhadora, com representatividade no sul da Bahia.
O deputado federal Raimundo Costa (Podemos), o ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP) e o ex-deputado federal, Bebeto Galvão (PSB), formalizaram, nesta terça-feira (03), um pacto de aliança político-partidária. Em comunicado oficial, o trio afirmou que, após avaliação conjunta do cenário político do Brasil e da Bahia e das projeções eleitorais para o próximo ciclo, deverão atuar de forma integrada para decidir sobre filiação partidária, reafirmando um compromisso de unidade e coordenação política.
A aliança entre eles reúne bases em diferentes regiões do estado. Raimundo Costa possui inserção entre pescadores, comunidades ribeirinhas e no Baixo-Sul; Adriano Lima, médico oftalmologista e ex-prefeito por dois mandatos, concentra liderança no território do Sisal; e Bebeto Galvão tem trajetória na defesa dos direitos da classe trabalhadora, com representatividade no sul da Bahia.
Os três serão candidatos a deputado federal, e as lideranças das bases dos pré-candidatos avaliam que, do ponto de vista matemático e eleitoral, juntos eles projetam um potencial estimado em 220 mil votos, podendo chegar próximo dos 300 mil votos com a incorporação de outros nomes que dialogam com o grupo. A expectativa pode ser determinante para a escolha do futuro partidário.
Bebeto Galvão tem sinalizado sobre a conjuntura e viabilidades do seu partido, o PSB, "convidando os demais a assinarem com a sua legenda em uma aliança estratégica estadual e nacional". Já os aliados, Raimundo e Adriano, têm apontado sobre o cenário do Podemos e as chances de vitória. "Ambas as legendas são consideradas como caminhos naturais, mas a definição será tomada de forma conjunta, observando os critérios políticos dos partidos que enxergarem e priorizarem essa agenda coletiva e garantam condições de disputa competitivas", concluem.
Com a fusão com o Podemos em seus últimos ajustes, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) irá realizar uma “força-tarefa” para manter as lideranças baianas da legenda da família Abreu. Uma das principais preocupações dos tucanos atualmente é com a situação do deputado federal Raimundo Costa (Podemos).
Atualmente, o parlamentar é o único representante do Podemos baiano na Câmara dos Deputados e possui forte influência em diversos municípios do interior. Vale lembrar que o partido, na Bahia, integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e possui indicações na gestão estadual.
Na semana passada, Raimundo deu uma declaração ao Bahia Notícias avaliando a possibilidade de fusão entre o Podemos e PSDB. Na ocasião, o deputado afirmou que “seu compromisso é com o governo”, o que levantou preocupação entre as lideranças tucanas.
“Meu compromisso é com o governo Jerônimo, e com isso vou até o final. O Podemos hoje tem esse compromisso. O PSDB, com Adolfo [Viana], tem seu espaço com ACM Neto, e não acompanho como ele vai ficar. Eu, particularmente, tenho compromisso com o governo”, afirmou Raimundo Costa em entrevista ao Bahia Notícias na última semana.
A reportagem buscou o deputado estadual e presidente do PSDB-BA, Tiago Correia, para questioná-lo sobre as repercussões na Bahia da provável fusão com o Podemos. Ao Bahia Notícias, a liderança tucana defendeu o diálogo para a construção da base dos dois partidos e afirmou que o PSDB “nunca se furtará” das conversas.
“É um momento de todos terem maturidade no processo da federação. A construção do nosso posicionamento será construída à base de muito diálogo. Nunca nos furtaremos ao diálogo sobre a temática envolvendo o PSDB”, disse Correia.
CENÁRIO FEDERAL E A FEDERAÇÃO
A cúpula nacional do PSDB autorizou o avanço da fusão com o Podemos, em votação por unanimidade. Uma convenção nacional foi convocada pelos mesmos dirigentes para confirmar a fusão em 5 de junho.
De acordo com informações, o Podemos espera uma convocação nacional para junho. Após os dois grupos aprovarem esta fusão, individualizadamente, é encaminhado um registro do novo partido para o TSE.
Além da fusão entre Podemos e PSDB, também é debatida a formação de uma federação com o Republicanos. A manobra seria uma articulação atribuída ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB).
O deputado federal Raimundo Costa (Podemos) comentou sobre a possibilidade da fusão entre o Podemos e o PSDB, que hoje estão em lados opostos no cenário político baiano. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar assegurou que, apesar da possível parceria com os tucanos, ele manteria seu “compromisso” com a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT).
“Meu compromisso é com o governo Jerônimo, e com isso vou até o final. O Podemos hoje tem esse compromisso. O PSDB, com Adolfo [Viana], tem seu espaço com ACM Neto, e não acompanho como ele vai ficar. Eu, particularmente, tenho compromisso com o governo”, afirmou Raimundo Costa.
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O deputado, que já foi presidente estadual do Podemos, contou que as federações vêm sendo debatidas no Congresso Nacional, focando no âmbito nacional. Para o parlamentar, a movimentação é uma alternativa para os partidos se fortalecerem, e a união com o PSDB, em sua avaliação, poderia conferir robustez ao Podemos.
Raimundo também disse que, caso oficializada a fusão, será preciso se reunir para definir a montagem de uma chapa forte para a disputa no próximo ano, e ressaltou que é preciso que “todos ganhem” na formação da coalizão.
“É um processo que tem crescido no Congresso. Hoje, o União Brasil e o PP se fortaleceram. O Podemos tem uma base boa, e com o PSDB, avançaria muito mais. Nos estados, há peculiaridades, e na Bahia não é diferente. É preciso sentar e se entender, para ter uma chapa que avance. É preciso estimular uma chapa para que os participantes tenham condição de disputar e ganhar. Não tenho dificuldade nenhuma de participar nesse ambiente”, contou Raimundo Costa.
Vale lembrar que o Podemos possui indicações na gestão de Jerônimo Rodrigues, como o Superintendente de Proteção e Defesa Civil do Estado (Sudec), Heber Santana, que também é presidente do diretório estadual do partido. O PSDB também tem nomes na gestão da prefeitura de Salvador, como o secretário de Saúde (SMS), Rodrigo Alves.
CENÁRIO FEDERAL E A FEDERAÇÃO
Nesta terça, a cúpula nacional do PSDB autorizou o avanço da fusão com o Podemos, em votação por unanimidade. Uma convenção nacional foi convocada pelos mesmos dirigentes para confirmar a fusão em 5 de junho.
De acordo com informações, o Podemos espera uma convocação nacional para junho. Após os dois grupos aprovarem esta fusão, individualizadamente, é encaminhado um registro do novo partido para o TSE.
Além da fusão entre Podemos e PSDB, também é debatida a formação de uma federação com o Republicanos. A manobra seria uma articulação atribuída ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB).
Passada a eleição municipal de 2024, o Podemos na Bahia deve passar algumas alterações e incrementos nos quadros partidários. Atualmente sob o comando do deputado federal Raimundo Costa, a legenda teve como saldo das urnas 189 vereadores, 22 vice-prefeitos e 6 prefeitos, com destaque para os gestores de Almadina, Andorinha, Nilo Peçanha, Santa Brígida, São José da Vitória e Varzedo.
A primeira mudança deve ocorrer na presidência estadual do partido, que segue sendo debatida. Um acordo prévio também deve alterar o comando, passando a gestão para o superintendente da Defesa Civil do Estado Heber Santana. O acordo foi costurado quando da fusão entre o PSC e o Podemos, com a repartição em dois biênios.
Além disso, outra “mudança” seria o retorno do deputado federal Bacelar (PV) ao Podemos. A volta estaria “encaminhada”, com o aval das principais lideranças no estado. Inclusive, com a parceria feita com o Heber, que já indicou que o retorno “dependeria apenas de Bacelar”. “Estamos de portas abertas”, indicou Heber. O caminho aberto também faz parte de um “encontro de contas” através do diretório municipal de Salvador. Atualmente, o filho de Bacelar, o vereador eleito da capital João Cláudio Bacelar, ocupa o posto de presidente.
O movimento foi uma “prévia” da retomada da relação, já que o próprio Bacelar tem uma relação positiva com a presidente nacional do partido, a também deputada Renata Abreu (Podemos-SP). Em Salvador o partido deve seguir um perfil mais “independente”, não se vinculando diretamente à bancada de oposição ao prefeito reeleito Bruno Reis (União).
Bacelar deixou o partido pouco antes das eleições de 2022, quando, durante o período pré-eleitoral, o então ex-ministro da Justiça da gestão Jair Messias Bolsonaro (PL) negociava a filiação à legenda para disputar a presidência da República. Com isso, por conta da ligação de Bacelar com a gestão petista na Bahia e em Brasília, a saída do partido foi inevitável. Com isso, Bacelar foi acomodado no PV, conseguindo renovar seu mandato na Câmara Federal.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.