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Uma das principais lideranças do Podemos na Bahia, o deputado federal Raimundo Costa, também conhecido como Raimundo da Pesca, garantiu que o partido seguirá marchando na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (4), o parlamentar também explicou a arrumação da legenda, que anunciou recentemente a unificação com o vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão (PSB), e o ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP).
O deputado também contou que pretende se reunir com a presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu, após o período de Carnaval. O encontro, conforme o legislador baiano, seria para alinhar as estratégias do pleito de outubro, garantindo a manutenção da aliança com Jerônimo e Lula: "Irei conversar com Renata após o recesso branco".
Em conversa com a reportagem, Raimundo reforçou que, enquanto a legenda for liderada por ele e pelo presidente do Podemos na Bahia, Heber Santana, o partido estará com na base petista. Após o acordo com os políticos do interior, foram levantadas dúvidas em relação à movimentação política da sigla na Bahia.
"Aqui, enquanto eu e Heber estivermos, é com o governo Jerônimo e o presidente Lula. É meu compromisso. Estou falando de mim e do partido aqui. Eu tenho compromisso com Jerônimo e o presidente Lula", disse Raimundo.
Sobre o acordo com as lideranças do interior, que prevê as candidaturas à Câmara dos Deputados, o parlamentar afirmou que as trativas ocorreram no sentido de dar robustez para a chapa proporcional do partido. Além disso, Raimundo reforçou o conforto na permanência no Podemos por ser um partido que “não vai para os extremos”.
"Estou no Podemos desde 2022 e construímos uma história positiva, presidi em 2023 e meu desejo é dar continuidade. É um partido que entende várias causas, não vai para o extremo. Respeita o posicionamento dos filiados. Gosta de qualificar o quadro, me identifico muito. O que puder fazer, para podermos disputar pelo Podemos em 2026, farei de tudo. Tenho convidado as peças, sentamos com Adriano, tem lá no Sisal seu trabalho. Bebeto também, na parte sindical. Dá para discutir a política global, mais de estado. Queremos isso, buscar pessoas para incorporar. Mostrei e ouvimos os projetos e estamos na luta de formar essa chapa. Fizemos uma chapa de estarmos juntos, avançado nessa", detalhou.
Na terça (3), Raimundo Costa, Adriano Lima e o Bebeto Galvão, formalizaram um pacto de aliança político-partidária. No comunicado, o trio afirmou que, após avaliação conjunta do cenário político do Brasil e da Bahia e das projeções eleitorais para o próximo ciclo, deverão atuar de forma integrada para decidir sobre filiação partidária, reafirmando um compromisso de unidade e coordenação política.
A aliança entre eles reúne bases em diferentes regiões do estado. Raimundo Costa possui inserção entre pescadores, comunidades ribeirinhas e no Baixo-Sul; Adriano Lima, médico oftalmologista e ex-prefeito por dois mandatos, concentra liderança no território do Sisal; e Bebeto Galvão tem trajetória na defesa dos direitos da classe trabalhadora, com representatividade no sul da Bahia.
O deputado federal Raimundo Costa (Podemos), o ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP) e o ex-deputado federal, Bebeto Galvão (PSB), formalizaram, nesta terça-feira (03), um pacto de aliança político-partidária. Em comunicado oficial, o trio afirmou que, após avaliação conjunta do cenário político do Brasil e da Bahia e das projeções eleitorais para o próximo ciclo, deverão atuar de forma integrada para decidir sobre filiação partidária, reafirmando um compromisso de unidade e coordenação política.
A aliança entre eles reúne bases em diferentes regiões do estado. Raimundo Costa possui inserção entre pescadores, comunidades ribeirinhas e no Baixo-Sul; Adriano Lima, médico oftalmologista e ex-prefeito por dois mandatos, concentra liderança no território do Sisal; e Bebeto Galvão tem trajetória na defesa dos direitos da classe trabalhadora, com representatividade no sul da Bahia.
Os três serão candidatos a deputado federal, e as lideranças das bases dos pré-candidatos avaliam que, do ponto de vista matemático e eleitoral, juntos eles projetam um potencial estimado em 220 mil votos, podendo chegar próximo dos 300 mil votos com a incorporação de outros nomes que dialogam com o grupo. A expectativa pode ser determinante para a escolha do futuro partidário.
Bebeto Galvão tem sinalizado sobre a conjuntura e viabilidades do seu partido, o PSB, "convidando os demais a assinarem com a sua legenda em uma aliança estratégica estadual e nacional". Já os aliados, Raimundo e Adriano, têm apontado sobre o cenário do Podemos e as chances de vitória. "Ambas as legendas são consideradas como caminhos naturais, mas a definição será tomada de forma conjunta, observando os critérios políticos dos partidos que enxergarem e priorizarem essa agenda coletiva e garantam condições de disputa competitivas", concluem.
Com a fusão com o Podemos em seus últimos ajustes, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) irá realizar uma “força-tarefa” para manter as lideranças baianas da legenda da família Abreu. Uma das principais preocupações dos tucanos atualmente é com a situação do deputado federal Raimundo Costa (Podemos).
Atualmente, o parlamentar é o único representante do Podemos baiano na Câmara dos Deputados e possui forte influência em diversos municípios do interior. Vale lembrar que o partido, na Bahia, integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e possui indicações na gestão estadual.
Na semana passada, Raimundo deu uma declaração ao Bahia Notícias avaliando a possibilidade de fusão entre o Podemos e PSDB. Na ocasião, o deputado afirmou que “seu compromisso é com o governo”, o que levantou preocupação entre as lideranças tucanas.
“Meu compromisso é com o governo Jerônimo, e com isso vou até o final. O Podemos hoje tem esse compromisso. O PSDB, com Adolfo [Viana], tem seu espaço com ACM Neto, e não acompanho como ele vai ficar. Eu, particularmente, tenho compromisso com o governo”, afirmou Raimundo Costa em entrevista ao Bahia Notícias na última semana.
A reportagem buscou o deputado estadual e presidente do PSDB-BA, Tiago Correia, para questioná-lo sobre as repercussões na Bahia da provável fusão com o Podemos. Ao Bahia Notícias, a liderança tucana defendeu o diálogo para a construção da base dos dois partidos e afirmou que o PSDB “nunca se furtará” das conversas.
“É um momento de todos terem maturidade no processo da federação. A construção do nosso posicionamento será construída à base de muito diálogo. Nunca nos furtaremos ao diálogo sobre a temática envolvendo o PSDB”, disse Correia.
CENÁRIO FEDERAL E A FEDERAÇÃO
A cúpula nacional do PSDB autorizou o avanço da fusão com o Podemos, em votação por unanimidade. Uma convenção nacional foi convocada pelos mesmos dirigentes para confirmar a fusão em 5 de junho.
De acordo com informações, o Podemos espera uma convocação nacional para junho. Após os dois grupos aprovarem esta fusão, individualizadamente, é encaminhado um registro do novo partido para o TSE.
Além da fusão entre Podemos e PSDB, também é debatida a formação de uma federação com o Republicanos. A manobra seria uma articulação atribuída ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB).
O deputado federal Raimundo Costa (Podemos) comentou sobre a possibilidade da fusão entre o Podemos e o PSDB, que hoje estão em lados opostos no cenário político baiano. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar assegurou que, apesar da possível parceria com os tucanos, ele manteria seu “compromisso” com a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT).
“Meu compromisso é com o governo Jerônimo, e com isso vou até o final. O Podemos hoje tem esse compromisso. O PSDB, com Adolfo [Viana], tem seu espaço com ACM Neto, e não acompanho como ele vai ficar. Eu, particularmente, tenho compromisso com o governo”, afirmou Raimundo Costa.
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O deputado, que já foi presidente estadual do Podemos, contou que as federações vêm sendo debatidas no Congresso Nacional, focando no âmbito nacional. Para o parlamentar, a movimentação é uma alternativa para os partidos se fortalecerem, e a união com o PSDB, em sua avaliação, poderia conferir robustez ao Podemos.
Raimundo também disse que, caso oficializada a fusão, será preciso se reunir para definir a montagem de uma chapa forte para a disputa no próximo ano, e ressaltou que é preciso que “todos ganhem” na formação da coalizão.
“É um processo que tem crescido no Congresso. Hoje, o União Brasil e o PP se fortaleceram. O Podemos tem uma base boa, e com o PSDB, avançaria muito mais. Nos estados, há peculiaridades, e na Bahia não é diferente. É preciso sentar e se entender, para ter uma chapa que avance. É preciso estimular uma chapa para que os participantes tenham condição de disputar e ganhar. Não tenho dificuldade nenhuma de participar nesse ambiente”, contou Raimundo Costa.
Vale lembrar que o Podemos possui indicações na gestão de Jerônimo Rodrigues, como o Superintendente de Proteção e Defesa Civil do Estado (Sudec), Heber Santana, que também é presidente do diretório estadual do partido. O PSDB também tem nomes na gestão da prefeitura de Salvador, como o secretário de Saúde (SMS), Rodrigo Alves.
CENÁRIO FEDERAL E A FEDERAÇÃO
Nesta terça, a cúpula nacional do PSDB autorizou o avanço da fusão com o Podemos, em votação por unanimidade. Uma convenção nacional foi convocada pelos mesmos dirigentes para confirmar a fusão em 5 de junho.
De acordo com informações, o Podemos espera uma convocação nacional para junho. Após os dois grupos aprovarem esta fusão, individualizadamente, é encaminhado um registro do novo partido para o TSE.
Além da fusão entre Podemos e PSDB, também é debatida a formação de uma federação com o Republicanos. A manobra seria uma articulação atribuída ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB).
Passada a eleição municipal de 2024, o Podemos na Bahia deve passar algumas alterações e incrementos nos quadros partidários. Atualmente sob o comando do deputado federal Raimundo Costa, a legenda teve como saldo das urnas 189 vereadores, 22 vice-prefeitos e 6 prefeitos, com destaque para os gestores de Almadina, Andorinha, Nilo Peçanha, Santa Brígida, São José da Vitória e Varzedo.
A primeira mudança deve ocorrer na presidência estadual do partido, que segue sendo debatida. Um acordo prévio também deve alterar o comando, passando a gestão para o superintendente da Defesa Civil do Estado Heber Santana. O acordo foi costurado quando da fusão entre o PSC e o Podemos, com a repartição em dois biênios.
Além disso, outra “mudança” seria o retorno do deputado federal Bacelar (PV) ao Podemos. A volta estaria “encaminhada”, com o aval das principais lideranças no estado. Inclusive, com a parceria feita com o Heber, que já indicou que o retorno “dependeria apenas de Bacelar”. “Estamos de portas abertas”, indicou Heber. O caminho aberto também faz parte de um “encontro de contas” através do diretório municipal de Salvador. Atualmente, o filho de Bacelar, o vereador eleito da capital João Cláudio Bacelar, ocupa o posto de presidente.
O movimento foi uma “prévia” da retomada da relação, já que o próprio Bacelar tem uma relação positiva com a presidente nacional do partido, a também deputada Renata Abreu (Podemos-SP). Em Salvador o partido deve seguir um perfil mais “independente”, não se vinculando diretamente à bancada de oposição ao prefeito reeleito Bruno Reis (União).
Bacelar deixou o partido pouco antes das eleições de 2022, quando, durante o período pré-eleitoral, o então ex-ministro da Justiça da gestão Jair Messias Bolsonaro (PL) negociava a filiação à legenda para disputar a presidência da República. Com isso, por conta da ligação de Bacelar com a gestão petista na Bahia e em Brasília, a saída do partido foi inevitável. Com isso, Bacelar foi acomodado no PV, conseguindo renovar seu mandato na Câmara Federal.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.