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radar bahia olimpica
A dois anos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, o Brasil começa a observar nomes que podem ganhar espaço na delegação de 2028. Muito por conta dos nomes como Isaquias Queiroz, Bia Ferreira ou Ana Marcela Cunha, a Bahia é um dos estados que carregam a expectativa de gerar talentos que podem representar o país nas Olimpíadas. E por isso, o “Radar Bahia Olímpica” traz as promessas da Boa Terra para LA28. Entre elas está o ubatense Gabriel Nascimento, de 20 anos, que vem apresentando resultados expressivos na canoagem velocidade e começa a se aproximar da elite internacional.
Natural de Ubatã, no sul da Bahia, Gabriel vive em 2026 um dos principais momentos da carreira. Em julho, na primeira participação em uma etapa da Copa do Mundo, conquistou a medalha de ouro no C1 200 metros, no Canadá. O resultado encerrou um intervalo de dez anos sem que um brasileiro vencesse uma prova individual masculina em uma etapa da competição.
Pouco mais de um mês depois, o baiano voltou a aparecer entre os melhores do mundo. No Campeonato Mundial de Canoagem Velocidade, realizado em Poznan, na Polônia, terminou na quarta colocação do C1 200 metros. Na mesma competição, também conquistou a medalha de prata no C2 500 metros ao lado de Jacky Godmann, em uma prova que faz parte do programa olímpico de Los Angeles.
A evolução acontece em um momento importante para a canoagem brasileira. O ciclo até Los Angeles terá um novo sistema de classificação, com competições distribuídas ao longo do período e pontuação acumulada. O Mundial de 2026, por exemplo, já teve peso nesse processo. A tendência é que os resultados obtidos em 2027 tenham importância ainda maior para definir os atletas que estarão na disputa pelas vagas olímpicas.

Gabriel Nascimento em ação | Foto: Fábio Canhete/CBCa
PULANDO ETAPAS
O desenvolvimento de Gabriel ocorre em uma geração que, inicialmente, era vista pela comissão técnica brasileira como um grupo com maior possibilidade de chegar aos Jogos de Brisbane, em 2032. A evolução antecipada de alguns atletas, porém, abriu a possibilidade de uma participação já em Los Angeles.
Gabriel é um dos principais exemplos dessa mudança de perspectiva. Aos 20 anos, ele ainda tem espaço para evoluir antes de chegar ao auge da carreira, mas os resultados obtidos em 2026 indicam que a distância para os principais atletas da modalidade vem diminuindo.
A situação também faz com que 2027 ganhe um peso especial. Diferentemente de atletas brasileiros já consolidados no cenário olímpico, Gabriel ainda precisará transformar os bons resultados internacionais em regularidade e, posteriormente, disputar internamente seu espaço na equipe que representará o país nos Estados Unidos.
A tarefa não será simples. A canoagem brasileira conta com nomes experientes, como Isaquias Queiroz, além de outros atletas da nova geração que também brigam por espaço. Na prova do C2 500 metros, por exemplo, Gabriel já mostrou potencial ao conquistar uma medalha mundial ao lado de Jacky Godmann.
A ascensão de Gabriel não significa, neste momento, que sua presença em Los Angeles esteja assegurada. A classificação olímpica dependerá dos resultados nas competições do ciclo e dos critérios estabelecidos para a formação da equipe brasileira.
O cenário, entretanto, mudou ao longo de 2026. O atleta que poderia ser observado pensando em Brisbane-2032 passou a apresentar resultados que permitem incluí-lo entre os nomes a serem acompanhados para Los Angeles e até sonhar com uma vaga.
Ainda faltam pouco menos de dois anos para os Jogos, e uma temporada ruim ou a ascensão de outros brasileiros pode alterar o cenário. Por outro lado, a manutenção do desempenho apresentado em 2026 pode colocar Gabriel Nascimento em uma posição competitiva na disputa pela equipe olímpica.
Para a Bahia, o atleta surge como uma das promessas de uma nova geração da canoagem. E, para o Brasil, pode ser um dos nomes que tentarão aproveitar o próximo ciclo para deixar de ser promessa e conquistar, em 2028, um lugar entre os representantes do país em uma Olimpíada.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.