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queda de aviao em vinhedo
O superintendente da Polícia Técnico Científica do Estado de São Paulo Claudinei Salomão, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (15) afirmou que a posição na qual os corpos das vítimas da queda do avião da Voepass foram encontrados indica que os passageiros foram alertados pela cabine de comando sobre possível queda iminente.
De acordo com o superintendente, a possibilidade só poderá ser confirmada após o laudo preliminar emitido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). No entanto, o fato de que uma grande parte dos corpos foi encontrada abraçando as pernas com a cabeça baixa corrobora essa tese.
A posição, chamada de “brace”, é altamente recomendada quando os passageiros se encontram em situação de acidente aéreo. A posição consiste nos passageiros colocarem a cabeça entre os joelhos e abraçarem as pernas a fim de diminuir o impacto durante possível aterrissagem forçada. Além de poder evitar possível fatalidade, a posição também protege os dentes e as mãos da vítima, o que facilitaria a identificação em caso de óbito.
De acordo com o superintendente, “essa posição em que grande parte dos corpos foram encontrados favoreceu muito o trabalho pericial, pois as mãos estavam íntegras. Isso oportunizou que a identificação papiloscópica fosse feita, reconhecendo as vítimas através das digitais”.
A identificação dos corpos foi concluída na quarta-feira (14). Segundo a Polícia Científica, é muito provável que nenhuma vítima tenha enfrentado qualquer tipo de sofrimento durante a queda. “Uma queda de quatro mil metros em menos de dois minutos faz com que o corpo humano sofra movimentações tão sérias que levam ao desmaio”, afirmou Salomão.
O superintendente reforçou a informação de que todos as vítimas vieram a óbito em decorrência de politraumatismo, ou seja, a ocorrência de vários traumas simultâneos, mas afirmou que a tendência é de que, no momento do impacto, todos os passageiros e a tripulação já “estivessem desmaiados”.
Aumentou para 62 o número de vítimas do acidente com o avião da Voepass em Vinhedo, em São Paulo. Uma equipe com bombeiros, peritos e policiais civis e federais concluiu o resgate dos corpos, no início da noite deste sábado (10). Foram recuperados os corpos de 34 homens e 28 mulheres.
De acordo com o tenente Ramatuel Silvino, da Defesa Civil, o processo de identificação dos corpos foi iniciado e que alguns parentes das vítimas já foram atendidos.
Dois corpos foram identificados logo no local do acidente, no condomínio onde o avião caiu. Segundo o capitão Michael Cristo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o resgate começou pela parte da frente da aeronave, menos danificada pelo fogo. Ele afirmou que os corpos estavam posicionados como se estivessem em seus assentos.
"O avião caiu de forma praticamente horizontal. Estamos usando a disposição dos corpos para facilitar a identificação. Os primeiros identificados foram o piloto e o copiloto", explicou Cristo.
A tenente do Corpo de Bombeiros Olívia Perrone informou, na manhã deste sábado (10), que 9 dos 21 corpos resgatados estavam preservados próximo ao avião. Ela destacou que o trabalho de resgate foi intensificado pela manhã devido à luz do dia, mas os bombeiros evitaram estimar o tempo necessário para concluir a retirada dos corpos.
"Estamos realizando um trabalho meticuloso para preservar ao máximo os corpos, facilitando a identificação e respeitando as famílias das vítimas", afirmou Perrone. Segundo ela, os dois corpos identificados estavam na cabine do avião.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.