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O “quebra-cabeça” envolvendo o PSDB e a acomodação de seus quadros na prefeitura de Salvador ainda segue sendo montado. A nova “principal” pendência fica por conta do ex-ouvidor do município, Jean Sacramento, que tinha como “promessa” ocupar a sub-secretaria de Saúde, juntamente com o correligionário, o agora secretário da pasta Rodrigo Alves.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Jean indicou que ele e o grupo seguem aguardando as movimentações do partido para saber o destino de atuação na prefeitura já que algumas alternativas foram apresentadas. Apesar disso, Jean pondera que antes de uma saída para o próprio nome, precisa ajustar o grupo que o apoia.
“Estou aguardando o PSDB cumprir o que prometeu, se não cada um segue sua vida. Não fui sozinho lá negociar. Esse grupo me segue, pois nunca negociei sozinho, fui com um grupo. Não quero nenhum lugar, qualquer cargo. Quero trabalhar pela comunidade. Hoje, no quarto ano de medicina, quero atuar nessa área. Me sinto lisonjeado, não liguei para ninguém, recebi ligações [da oposição] e agradeci. Deixei claro, muito obrigado pelo contato e não tenho problema algum com Bruno Reis”, indicou.
A divergência veio com a nomeação da médica Edriene Teixeira, ligada ao vereador Maurício Trindade (PP). Edriene é médica e servidora da SMS há 20 anos. Nesse período, já atuou como diretora da regulação municipal e se gabarita como técnica em gestão da pasta ao acumular passagens como subsecretária e chefe de gabinete, sendo alocada como sub-secretária da pasta, cargo prometido a Jean. O presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), chegou a confirmar a indicação. Sacramento coordenou a campanha proporcional da federação PSDB/Cidadania nas eleições de 2022, foi indicado como parte da cota pessoal de Muniz, porém o revés aconteceu.
Com um “grupo de apoio”, Jean sinalizou também que com a troca no nome do posto, alguns interlocutores ligados ao grupo do governador Jerônimo, chegaram a procurá-lo. “Não sou anti-petista, fui ligado a DS, UJS, não tenho problema. Mas não estou tendo problema com Bruno, não tem briga. Agora, um cara que vem de baixo como eu, que cresceu, conhece comunidade. Não é só questão técnica. Não adianta colocar contador para fazer saúde. Não me troco por um monte de gente. É esperar o PSDB e resolver a situação do grupo”, completou.
Apesar dos contatos, Jean reforçou que não conversou com ninguém do governo. “Me filiei no ano passado [ao PSDB], estive com Muniz e o presidente [Tiago] Correia, para levar um grupo politico que saiu dos Patriotas, são 21 pessoas. Não levamos mais porque foi dito que já haviam muitos outros nomes lá, porém, a maior parte desses nomes que supostamente iriam para lá, foram para outros partidos. O compromisso foi que quem ajuda a ganhar, ajuda governar”, apontou.
Jean Sacramento é graduado em Administração e Direito, além de ser estudante de Medicina. Teve forte relação na criação do projeto das Prefeituras-Bairro, no qual foi coordenador das regiões de Pau da Lima e, posteriormente, no Cabula. Jean ocupou o cargo de assessor de Gabinete na Secretaria Municipal da Saúde e, em 2021, tomou posse como Ouvidor-Geral do Município de Salvador. Agora espera um posto na atual gestão.
A convenção do PSDB em Salvador, agendada para esta sexta-feira (15), deve promover a manutenção da vereadora da capital Cris Correia como presidente da legenda. Cris deve ser confirmada pelos pares para mais um mandato, onde está desde 2019.
Informações reveladas ao Bahia Notícias apontam que um ajuste interno no partido possibilitou a manutenção de Cris no comando. Recentemente, o BN divulgou em primeira mão a confirmação de que o comando da federação que o PSDB e o Cidadania integram, em Salvador, ficaria com o vereador e presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz (PSDB), possibilitando a permanência.
Pensando em 2024, o grupo conta com cinco vereadores com mandato atualmente: Cris Correia (PSDB), Daniel Alves (PSDB), Téo Senna (PSDB), Joceval Rodrigues (Cidadania) e o próprio Muniz. A ideia é que Muniz consiga "arquitetar" a estratégia do grupo, calculando as possibilidades para a formação de uma bancada forte. Além disso, a chegada de Muniz também passa por um debate interno no PSDB.
O incremento de mais um mandato vai de encontro ao que foi dito pelo "padrinho" político de Cris, o atual prefeito de Mata de São João, João Gualberto. Em entrevista ao BN, Gualberto indicou que Cris deveria deixar a presidência da sigla (reveja aqui).
A chegada de Cris na presidência do partido foi envolta em muita polêmica (reveja mais). O movimento, gerido por Gualberto, presidente estadual da sigla à época, gerou muita insatisfação nos tucanos locais. Em 2019, o ex-deputado federal designou funcionários sem carreira política para as comissões provisórias do partido, incluindo Cris. Além disso, no processo, não teria informado a aliados do início das tratativas eleitorais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.