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pronuncia
O empresário Roberto Justus publicou um pronunciamento em suas redes sociais para esclarecer seu envolvimento com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, após o vazamento de mensagens privadas entre os dois. Justus rebateu acusações e julgamentos sobre a condução das negociações envolvendo a SteelCorp, startup de construção industrializada fundada por ele há cerca de três anos.
"Teve gente dizendo que menti, então faço questão de contar essa história inteira", afirmou o empresário no início do vídeo, criticando conclusões precipitadas tiradas do contexto das conversas vazadas.
Justus explicou que a aproximação com Vorcaro ocorreu quando o então banqueiro demonstrou interesse em investir na SteelCorp. Segundo o empresário, na época em que o acordo foi negociado, Vorcaro gozava de amplo prestígio no mercado financeiro nacional, não havendo indícios de problemas futuros. "Em 2024, Vorcaro era o banqueiro mais badalado do país, foi premiado [...]. Instituições sérias acreditavam na credibilidade dele, então ninguém tinha bola de cristal para saber o que iria acontecer depois", declarou.
A transação financeira foi estruturada como uma dívida por meio de notas comerciais, que poderiam ser convertidas futuramente em participação acionária. Como os termos pactuados não foram cumpridos, Justus passou a cobrar o executivo com firmeza.
"O investimento dele comigo foi negociado como uma dívida, que posteriormente seria convertida em ações. Mas só que o combinado não estava sendo cumprido e eu precisei cobrar. Fui duro, falei até de uma possível recuperação judicial", explicou sobre o teor das mensagens que vieram a público.
Diante das investigações e suspeitas que surgiram em relação às operações de Vorcaro e do Banco Master, Justus afirmou que tomou a decisão de encerrar o negócio e recomprar a dívida com recursos próprios de sua pessoa física. "Quando surgiram as suspeitas com este fundo, saí fora na hora".
"Eu não quero Daniel Vorcaro no meu negócio. Não deixei converter em ações. Recomprei a dívida com o meu dinheiro da minha pessoa física. [...] Eu tirei o cara do negócio", enfatizou.
O empresário também rebateu conclusões sobre a origem dos recursos de suas empresas, destacando que possui autonomia financeira construída ao longo de cinco décadas de carreira. "Construí meu patrimônio de maneira honesta, com muito esforço; não preciso do dinheiro de Vorcaro e de ninguém".
"Tenho cinquenta anos de carreira, sempre trabalhei sério e jamais faria algo errado e jamais usaria dinheiro sujo", pontuou. Ao final do pronunciamento, Justus ressaltou que segue dedicado ao desenvolvimento da SteelCorp para gerar empregos no país e reafirmou que não aceitará ter sua imagem prejudicada por ter acreditado em um investidor reconhecido pelo mercado à época. "Não vou deixar que meu nome vire piada por acreditar em uma pessoa que o Brasil inteiro já aplaudiu", concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).