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produtores o cacau
Um encontro promovido pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), em Ipiaú, reuniu figuras políticas e representantes de 35 municípios do Sul e Sudoeste baiano para debater a crise na cacauicultura. O evento, realizado nesta sexta-feira (6), focou nos impactos econômicos da queda de produtividade e na ausência de políticas públicas para o setor.
Participaram da reunião prefeitos como Valderico Júnior (União), de Ilhéus, e Zenildo Matos (União), de Itaeté, além do presidente do PL na Bahia, João Roma, e dos deputados estaduais Pedro Tavares (União), Robinho (União) e Sandro Régis (União). Ao todo, representantes de cidades como Itabuna, Jequié, Gandu, Itapetinga e Jaguarquara marcaram presença no evento.
Durante a reunião, produtores rurais relataram dificuldades estruturais, como o aumento dos custos de produção e a falta de assistência técnica efetiva. Os relatos apresentados, a categoria manifestou um sentimento de abandono em relação às esferas governamentais, cobrando medidas que protejam a cadeia produtiva, historicamente vital para a economia da região.
ACM Neto promete uma agenda de políticas públicas voltada ao fortalecimento do setor. "O debate busca chamar a atenção para a gravidade da situação enfrentada pelos produtores e reforçar a necessidade de ações que garantam o desenvolvimento econômico do Sul da Bahia", afirma o político.
Para observadores políticos, a dimensão do encontro sinaliza articulação da oposição no interior do estado. A presença de políticos de mais de três dezenas de municípios foi interpretada por aliados como um indicativo de pré-campanha política pelo executivo estadual.
A mobilização ocorre em um momento de tensão entre produtores e o Governo Federal devido às normas de importação de amêndoas, tema que também foi pauta das discussões em Ipiaú.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).